⏳ Áudio em breve
A Argentina protagonizou uma das viradas mais dramáticas desta Copa: perdia por 2 a 0 para o Egito e venceu por 3 a 2, com o gol da classificação nos acréscimos, nas oitavas de final disputadas em Atlanta. O resultado colocou a Albiceleste nas quartas — mas a partida terminou envolta em controvérsia de arbitragem, com denúncia formal do Egito à Fifa.
Como foi a virada
O Egito surpreendeu e abriu 2 a 0, com gols de Ibrahim (aos 14) e Zico (na etapa final), tendo Mohamed Salah como referência ofensiva. A Argentina, que ainda desperdiçou um pênalti com Messi no primeiro tempo (defendido pelo goleiro Shobeir), reagiu na reta final: Cristian Romero descontou aos 79 minutos, Messi empatou aos 83, e Enzo Fernández completou a virada já nos acréscimos, aos 90, de cabeça, após cruzamento de Lautaro Martínez.
| Argentina 3 x 2 Egito | Dados |
|---|---|
| Gols da Argentina | Romero (79′), Messi (83′), Enzo Fernández (90’+) |
| Gols do Egito | Ibrahim (14′), Zico (2º tempo) |
| Posse de bola | Argentina 58% x 42% Egito |
| Cartões | Argentina 0 x 4 Egito (amarelos) |
| Local | Estádio de Atlanta |
A polêmica: o que dizem os dois lados
A vitória veio cercada de reclamações. A Federação Egípcia de Futebol formalizou uma denúncia à Fifa, pedindo investigação sobre a atuação do árbitro francês François Letexier e o afastamento do trio de arbitragem. O jogador Zico, autor de um dos gols egípcios, declarou à saída de campo que o “campeonato” estaria “direcionado”. Nas redes sociais, a insatisfação foi ampla — muitos torcedores apontaram um contraste: a Argentina cometeu 13 faltas e não recebeu nenhum cartão; o Egito, com menos faltas, levou quatro amarelos.
Dois lances concentram a controvérsia: um gol egípcio anulado pelo VAR (por falta na origem da jogada, ainda no 1º tempo) e um pênalti não marcado a favor de Salah nos minutos finais. A crítica das redes é que os dois lances teriam critérios parecidos e desfechos opostos.
O outro lado: a análise técnica
Aqui é preciso separar a indignação da análise. Vozes técnicas isentas avaliaram os lances mais quentes e, em pontos centrais, deram razão à arbitragem. O consultor de arbitragem da TV Globo, Paulo César Oliveira, concordou com a anulação do gol egípcio — a falta na origem, segundo ele, era legítima. E o pênalti marcado a favor da Argentina no 1º tempo, alvo de reclamação egípcia, foi considerado correto por análises especializadas, que apontaram que o jogador argentino chegou primeiro à bola. Vale lembrar, ainda, que esse pênalti “polêmico” a favor da Argentina foi desperdiçado por Messi — ou seja, não resultou em gol.
Não há, até aqui, qualquer elemento concreto que comprove “direcionamento” — trata-se de uma percepção alimentada por lances de interpretação, comum em jogos decididos no detalhe. A Fifa não se pronunciou sobre a denúncia egípcia até o fechamento desta matéria. O AlexNews acompanhará eventuais decisões da entidade.
Fontes: dados oficiais da partida (Sportradar/FIFA), CNN Brasil, Lance!, Goal e Globo, consultados em 8 de julho de 2026. As decisões de arbitragem são objeto de interpretação; esta reportagem apresenta as diferentes leituras sem endossar tese de manipulação, para a qual não há comprovação.
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