⏳ Áudio em breve
A Argentina está na semifinal da Copa do Mundo de 2026 — mas penou mais uma vez. Neste sábado (11), os atuais campeões precisaram de prorrogação, de dois gols nos minutos finais e de um adversário com um jogador a menos para superar a Suíça por 3 a 1, num jogo que só se resolveu no último suspiro. Agora, a Albiceleste encara a Inglaterra na semifinal do dia 15, em Atlanta — um dos clássicos mais carregados de história do futebol mundial.
O roteiro de mais um sufoco argentino
O jogo começou como se fosse ser fácil. Logo aos 10 minutos, a Argentina abriu o placar e sinalizou que faria valer o favoritismo — as casas de apostas davam quase 57% de chance de vitória aos campeões do mundo. Mas a Suíça, fiel ao seu estilo de organização defensiva e paciência tática, se reorganizou e passou a incomodar.
Aos 67 minutos, veio o balde de água fria: os suíços empataram e transformaram a partida num pesadelo argentino. O tempo normal terminou 1 a 1, e o duelo foi para a prorrogação — a segunda vez que a Argentina precisa de tempo extra nesta Copa, depois do sufoco contra Cabo Verde nos 16-avos.
A virada só veio no fim, e sob circunstâncias que vão dar o que falar. Já na etapa final da prorrogação, aos 112 minutos, a Argentina desempatou. E aos 120 minutos — literalmente no último lance da partida —, ampliou para 3 a 1, dando ao placar uma dimensão que não refletiu o equilíbrio do jogo.
Um jogador a menos: o fator que mudou tudo
Há um dado que ajuda a entender a virada, e que merece destaque: a Suíça terminou a partida com um jogador a menos. Um dos suíços recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando a equipe desfalcada justamente no período decisivo — a prorrogação, quando os dois gols argentinos saíram.
A Argentina, por sua vez, levou três cartões amarelos na partida, todos concentrados na prorrogação (aos 97, 98 e 114 minutos), num sinal claro da tensão e da dureza do confronto na reta final.
O episódio recoloca em cena um debate que já é o mais quente desta Copa: o de que a Argentina vem sendo beneficiada por decisões de arbitragem ao longo da competição. Vale registrar, com o rigor devido, que a expulsão por segundo amarelo é uma decisão técnica que só pode ser avaliada com a imagem do lance — e que este texto não tem elementos para julgá-la. Mas é inegável que o contexto alimenta a controvérsia. (Leia nossa análise completa sobre o tema: A Argentina está sendo favorecida na Copa 2026?)
Os números do jogo
| Estatística | Argentina | Suíça |
|---|---|---|
| Posse de bola | 59% | 41% |
| Finalizações totais | 23 | 13 |
| Finalizações no alvo | 7 | 5 |
| Escanteios | 8 | 2 |
| Faltas cometidas | 14 | 18 |
| Cartões amarelos | 3 | 1 |
| Expulsões (2º amarelo) | 0 | 1 |
Os números mostram uma Argentina dominante em volume — 23 finalizações contra 13 — mas com dificuldade de conversão: apenas 7 chutes no alvo em 23 tentativas. O goleiro suíço Gregor Kobel foi um dos destaques da partida até a queda física da equipe no tempo extra.
As escalações
Argentina: Emiliano Martínez; Nahuel Molina, Cristian Romero, Lisandro Martínez, Nicolás Tagliafico; Leandro Paredes, Rodrigo De Paul, Enzo Fernández, Alexis Mac Allister; Lionel Messi e Julián Álvarez. Entraram: Thiago Almada, José Manuel López, Valentín Barco, Giuliano Simeone.
Suíça: Gregor Kobel; Denis Zakaria, Nico Elvedi, Manuel Akanji, Ricardo Rodríguez; Remo Freuler, Granit Xhaka, Fabian Rieder, Djibril Sow; Dan Ndoye e Breel Embolo. Entraram: Zeki Amdouni, Aurèle Amenda, Ardon Jashari.
A semifinal dos sonhos: Inglaterra x Argentina
Com a classificação, está definido o confronto mais carregado de simbolismo desta Copa. No dia 15 de julho, em Atlanta, Argentina e Inglaterra se enfrentam numa semifinal que remete a algumas das páginas mais dramáticas da história do futebol: a “Mano de Dios” de Maradona em 1986, o gol do século na mesma partida, a rivalidade histórica entre as duas nações.
As probabilidades apontam equilíbrio quase total — Inglaterra com 37,3% de chance, Argentina com 32,1%, e 30,6% de empate no tempo normal. A Inglaterra chega embalada após virar sobre a Noruega nos acréscimos (2 a 1) e eliminar justamente o carrasco do Brasil.
| Confronto | Data | Local |
|---|---|---|
| França x Espanha | 14/07 · 16h | Dallas |
| Inglaterra x Argentina | 15/07 · 16h | Atlanta |
| Disputa de 3º lugar | 18/07 | Miami |
| FINAL | 19/07 · 16h | MetLife, Nova York |
Messi rumo ao bi — e à Chuteira de Ouro
Aos 39 anos, Lionel Messi segue vivo na busca por um segundo título mundial consecutivo, feito que apenas Brasil (1958-1962) e Itália (1934-1938) conseguiram na história. O craque também disputa a Chuteira de Ouro: soma 8 gols, empatado com Kylian Mbappé — que leva vantagem no critério de desempate (assistências). Com a França também na semifinal, os dois podem decidir a artilharia numa eventual final.
Fontes: dados oficiais da FIFA (estatísticas, escalações e cronologia da partida). Reportagem publicada em 11 de julho de 2026. Acompanhe a cobertura completa na Central da Copa do AlexNews.
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