⏳ Áudio em breve
Com as quartas de final encerradas e as semifinais definidas, a Copa do Mundo de 2026 já entregou números que a colocam entre as mais movimentadas da história. Cem partidas disputadas, uma disputa pela Chuteira de Ouro decidida no detalhe e uma edição que quebrou recordes antes mesmo da final. Este é o retrato estatístico do torneio até aqui.
📍 ONDE A COPA ESTÁ: as quartas terminaram em 11 de julho. As semifinais são França x Espanha (14/07, Dallas) e Inglaterra x Argentina (15/07, Atlanta). A disputa de 3º lugar é em 18/07, em Miami, e a final em 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova York.
A corrida pela Chuteira de Ouro
A artilharia da Copa 2026 tem o roteiro mais apertado das últimas edições: Kylian Mbappé e Lionel Messi estão empatados com 8 gols cada. Mas há um detalhe decisivo — o critério oficial de desempate da FIFA privilegia as assistências, e nesse quesito o francês leva vantagem: 3 contra 1 do argentino.
Na prática, isso significa que, se o placar da artilharia terminasse hoje, a Chuteira de Ouro seria de Mbappé. E como ambos seguem vivos no torneio — a França enfrenta a Espanha, e a Argentina encara a Inglaterra —, a disputa pode se decidir numa eventual final entre os dois.
| # | Jogador | Seleção | Gols | Situação |
|---|---|---|---|---|
| 1º | Kylian Mbappé | França | 8 | Vivo · 3 assistências (lidera o desempate) |
| 2º | Lionel Messi | Argentina | 8 | Vivo · 1 assistência |
| 3º | Erling Haaland | Noruega | 7 | Eliminado nas quartas |
| 4º | Harry Kane | Inglaterra | 6 | Vivo |
| 5º | Ousmane Dembélé | França | 5 | Vivo |
O drama de Haaland: o norueguês liderou a artilharia durante boa parte do torneio e terminou com 7 gols — mas foi eliminado nas quartas pela Inglaterra. Ele agora assiste, de casa, Mbappé e Messi ultrapassarem sua marca. É um dos subenredos mais cruéis desta Copa.
Messi, o recordista absoluto das Copas
Há um número que transcende esta edição: com os 8 gols marcados em 2026, Lionel Messi se consolidou como o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, somando todas as edições que disputou. Ele ultrapassou a marca histórica de Miroslav Klose (16 gols), estabelecida entre 2002 e 2014.
Aos 39 anos, em sua sexta Copa, o argentino reescreveu o topo de uma lista que parecia estabilizada. E, como segue vivo no torneio, a marca ainda pode crescer.
| # | Jogador | Gols em Copas | Período |
|---|---|---|---|
| 1º | Lionel Messi (Argentina) | 20 | 2006–2026 |
| 2º | Kylian Mbappé (França) | 19 | 2018–2026 |
| 3º | Miroslav Klose (Alemanha) | 16 | 2002–2014 |
| 4º | Ronaldo (Brasil) | 15 | 1998–2006 |
| 5º | Gerd Müller (Alemanha Oc.) | 14 | 1970–1974 |
A Copa dos recordes estruturais
Antes de qualquer gol, esta Copa já era histórica pelo desenho. Os números da organização explicam por quê:
| Marca | 2026 | Edição anterior (2022) |
|---|---|---|
| Seleções participantes | 48 | 32 |
| Total de jogos | 104 | 64 |
| Países-sede | 3 (EUA, México, Canadá) | 1 (Catar) |
| Cidades-sede | 16 | 5 |
| Duração | 39 dias (11/jun a 19/jul) | 29 dias |
| Fases eliminatórias | 5 (inclui rodada de 32, inédita) | 4 |
A rodada de 32 é a grande novidade. Com 48 seleções, a FIFA criou uma fase eliminatória que nunca existiu: os 24 classificados diretos (dois primeiros de cada um dos 12 grupos) mais os 8 melhores terceiros colocados formam um mata-mata de 32 times. É uma fase inteira a mais — e ela produziu algumas das maiores surpresas do torneio.
As zebras que marcaram a edição
A Alemanha eliminada pelo Paraguai. A tetracampeã mundial, que havia terminado a fase de grupos em primeiro lugar no Grupo E, caiu na rodada de 32 diante da seleção paraguaia. Foi a queda mais retumbante do torneio.
Cabo Verde levou a Argentina à prorrogação. Uma nação insular de aproximadamente 500 mil habitantes — que jamais havia disputado uma Copa — segurou a atual campeã do mundo e só foi derrotada por 3 a 2 no tempo extra. Foi o retrato mais eloquente do que a ampliação para 48 seleções trouxe: nações antes invisíveis no cenário mundial ganharam palco.
A Noruega derrubou o Brasil. Nas oitavas, a seleção de Haaland venceu o Brasil por 2 a 1 e encerrou a caminhada brasileira. Para os escandinavos, foi a primeira vez na história que passaram das oitavas de final.
A campanha brasileira em números
O Brasil terminou a fase de grupos em primeiro lugar do Grupo C, com 7 pontos (2 vitórias e 1 empate), à frente de Marrocos no saldo. Passou pelo Japão nos 16-avos, com virada nos acréscimos. E parou na Noruega, nas oitavas.
| Fase | Adversário | Resultado |
|---|---|---|
| Grupos | Marrocos | 1 × 1 |
| Grupos | Haiti | 3 × 0 |
| Grupos | Escócia | 3 × 0 |
| 16-avos | Japão | 2 × 1 |
| Oitavas | Noruega | 1 × 2 (eliminado) |
Os quatro que sobraram
As semifinais reúnem quatro seleções com trajetórias distintas:
França — campanha impecável na fase de grupos (3 vitórias em 3), tem o melhor ataque do torneio e o líder da Chuteira de Ouro. Busca o terceiro título mundial.
Espanha — não sofreu gol na fase de grupos e vem eliminando adversários com controle. Busca o segundo título, após 2010.
Inglaterra — virou sobre a Noruega nos acréscimos e eliminou o carrasco do Brasil. Busca o segundo título, 60 anos depois de 1966.
Argentina — sofreu em quase todas as fases (prorrogação contra Cabo Verde e contra a Suíça), mas segue viva. Busca o bicampeonato consecutivo, feito que só Brasil (1958-62) e Itália (1934-38) alcançaram.
Fontes: dados oficiais da Copa do Mundo FIFA 2026 (fichas de jogo, artilharia e classificação). Levantamento atualizado em 12 de julho de 2026, após o encerramento das quartas de final. Acompanhe a cobertura completa e os dados em tempo real na Central da Copa do AlexNews.
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