⏳ Áudio em breve
A Espanha está na final da Copa do Mundo de 2026. Nesta terça-feira (14), no Dallas Stadium, no Texas, a seleção de Luis de la Fuente venceu a França por 2 a 0 — pênalti convertido por Mikel Oyarzabal aos 22 minutos do primeiro tempo e um golaço de Pedro Porro aos 13 do segundo — e eliminou a única seleção que chegou invicta às semifinais, silenciando o ataque de Kylian Mbappé, artilheiro do torneio. Dezesseis anos depois do título de 2010, a Fúria volta a decidir um Mundial: domingo (19), às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, contra Inglaterra ou Argentina, que se enfrentam nesta quarta.
⚽ FICHA DO JOGO — Semifinal, Copa do Mundo 2026: França 0 x 2 Espanha · Dallas Stadium, Texas (EUA), 14/07, 16h de Brasília · Gols: Mikel Oyarzabal (22′, pênalti) e Pedro Porro (58′) · Posse: 51% x 49% para a Espanha · Finalizações: França 14 (4 no alvo) x 10 (2 no alvo) Espanha · Escanteios: 7 x 1 para a França · Cartões amarelos: França 2, Espanha 1. Acompanhe tudo na nossa Central da Copa 2026.
O jogo: a falta de Digne, o pé de Oyarzabal e a lei da eficiência
A semifinal teve roteiro definido cedo. Aos 22 minutos, Lucas Digne cometeu falta dentro da área e o árbitro não titubeou: pênalti. Na bola parada mais pesada de uma carreira, Mikel Oyarzabal — o homem dos momentos decisivos da Espanha — deslocou Mike Maignan e abriu o placar. O gol mudou a geometria da partida: a Espanha passou a fazer o que faz melhor, rodar a bola com paciência (a torcida chegou a gritar “olé” na troca de passes), enquanto a França acumulava volume sem precisão.
O primeiro tempo ainda reservou o lance mais polêmico da tarde: Lamine Yamal recebeu de Pau Cubarsí, invadiu a área e marcou um golaço — anulado pela arbitragem por posição irregular na origem da jogada. O alívio francês, porém, durou só até os 13 minutos da etapa final: Dani Olmo enxergou Pedro Porro em profundidade pela direita, o lateral tabelou, saiu cara a cara com Maignan e chapou de primeira, no canto, na saída do goleiro. Um golaço de lateral com alma de camisa 10 — 2 a 0, e a vaga encaminhada.
O paradoxo dos números: quem finalizou mais, perdeu
A ficha estatística conta uma história que os torcedores franceses vão demorar a digerir: a França finalizou mais (14 a 10), acertou mais o alvo (4 a 2) e teve sete escanteios contra um. A Espanha precisou de exatamente dois chutes certos para fazer dois gols — eficiência de cirurgião. E quando o volume francês virou perigo real, apareceu a muralha: Unai Simón fez quatro defesas, incluindo intervenções em finalizações de Dembélé e nas investidas de Mbappé — que ainda tentou uma cobertura atrevida ao ver o goleiro adiantado, sem sucesso. Simón deu susto ao desabar em campo após choque com Theo Hernández, mas se recuperou e terminou a partida como um dos melhores em campo.
A queda dos invictos — e o consolo do artilheiro
A França chegou à semifinal como a única seleção com campanha perfeita: seis vitórias em seis jogos, embalada pela dupla mais temida do torneio — Mbappé, artilheiro da Copa com 8 gols, e Ousmane Dembélé, o atual Bola de Ouro. Não adiantou: nem as arrancadas de Mbappé pela esquerda, nem as infiltrações de Dembélé, nem as entradas de Rayan Cherki e Désiré Doué furaram o bloco espanhol. Aos Bleus resta a disputa de terceiro lugar, no sábado (18), às 18h de Brasília, em Miami — e a Mbappé, a missão de defender a Chuteira de Ouro na despedida (como mostramos na nossa análise estatística do torneio, os critérios de desempate podem decidir o prêmio no detalhe).
A campanha da Fúria: 16 anos depois, a chance do bi
A Espanha chega à decisão com números de campeã: seis vitórias e um empate, mata-mata sem sustos — 1 a 0 sobre Portugal, 2 a 1 na Bélgica (com gol salvador de Mikel Merino no fim) e agora o 2 a 0 na França —, o talento geracional de Lamine Yamal em tarde inspirada e um elenco em que até os reservas mudam jogos: Pedri, Merino, Ferran Torres e Nico Williams entraram e mantiveram a pressão até o apito final. Desde o título de 2010, na África do Sul, a Fúria não decidia um Mundial — a geração de Rodri, Yamal e Cubarsí joga domingo pelo bicampeonato.
O que vem agora
📅 Quarta (15), 16h de Brasília — Inglaterra x Argentina, em Atlanta: a segunda semifinal define o adversário da Espanha. O duelo entre o English de Harry Kane e a campeã de 2022 de Messi promete equilíbrio total — as projeções estatísticas dão levíssima vantagem inglesa, com empate no tempo normal como cenário mais provável.
📅 Sábado (18), 18h — disputa de 3º lugar, em Miami: França x perdedor de amanhã.
📅 Domingo (19), 16h — A GRANDE FINAL, no MetLife Stadium, em Nova Jersey: Espanha x Inglaterra ou Argentina. Conheça o palco da decisão no nosso guia completo dos estádios da Copa — e acompanhe o chaveamento, a artilharia e o contador regressivo na Central da Copa 2026 do AlexNews.
📰 Fontes: dados oficiais da partida (estatísticas e eventos); transmissões e tempo real de Gazeta Esportiva e VAVEL; FIFA (ficha da semifinal). Breaking publicada em 14 de julho de 2026, após o apito final.
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