⏳ Áudio em breve
Você já ouviu que A Odisseia “foi filmada em IMAX” e que precisa vê-la “na maior tela possível”. Mas o que isso quer dizer, na prática? Por que um cineasta gasta uma fortuna e enfrenta câmeras gigantescas e barulhentas para rodar nesse formato? E — a pergunta que mais interessa a quem vai comprar o ingresso — a versão que você vai ver no Brasil é o “verdadeiro” IMAX? Este guia explica, sem tecniquês, o que é o formato, por que ele importa neste filme e o que esperar da experiência.
O que é o IMAX, afinal
IMAX é um sistema de captação e projeção de imagem criado para oferecer a maior imagem possível com a maior nitidez possível. A diferença começa no tamanho do “negativo”: enquanto o cinema tradicional usa película de 35mm (ou sensores digitais equivalentes), o IMAX de película usa filme de 70mm rodado horizontalmente — o que significa uma área de imagem muitas vezes maior, capaz de registrar um nível de detalhe que chega a resoluções altíssimas, muito além do 4K comum.
Na sala, isso se traduz em três coisas: uma tela gigante (as salas IMAX chegam a 16 metros de altura por 22 de largura, contra os cerca de 12×20 das salas comuns), muitas vezes curva para envolver o campo de visão; um formato de imagem mais “quadrado” (mais alto), que preenche mais o seu olhar; e um sistema de som projetado para precisão. O conjunto cria a sensação de que você não está vendo a cena — está dentro dela.
Por que Nolan é obcecado por IMAX
Christopher Nolan é o maior defensor do formato em Hollywood. Ele filmou trechos de Interstellar, Dunkirk, Tenet e Oppenheimer em IMAX — e, com A Odisseia, foi mais longe: rodou o filme inteiro em câmeras IMAX 70mm, algo tecnicamente brutal, porque essas câmeras são pesadas, caras e notoriamente ruidosas (um problema para cenas com diálogo). Ele encara esse custo por uma convicção: capturar o máximo possível “na câmera”, de verdade, sem depender de efeitos digitais, para dar ao épico de Homero uma escala e um “realismo tátil” — palpável — que a tela grande amplifica.
O detalhe que dá a dimensão da aposta: as sessões em 70mm nos EUA esgotaram um ano antes da estreia, antes de qualquer imagem do filme sair. Quem entende de cinema sabia que veria algo feito sob medida para a maior tela do mundo.
⚠️ O PONTO QUE NINGUÉM TE CONTA — NEM TODO “IMAX” É IGUAL: existe uma diferença enorme entre o IMAX 70mm de película (o “verdadeiro”, como Nolan filmou) e o IMAX digital / IMAX com laser (a versão mais comum nas salas modernas). Só cerca de 30 salas no mundo projetam o 70mm original — e nenhuma delas fica no Brasil. Por aqui, todas as salas IMAX são da versão digital/laser: continuam sendo uma experiência muito superior à sala comum (tela maior, som melhor, imagem mais nítida), mas não são o formato máximo que o diretor capturou. É a diferença entre ouvir um vinil no equipamento original e ouvir uma ótima remasterização digital: as duas são excelentes, mas não idênticas.
Então vale a pena ver em IMAX no Brasil?
Sem dúvida. Mesmo na versão digital/laser, o IMAX entrega uma tela muito maior, imagem mais brilhante e nítida, e som mais envolvente do que qualquer sala tradicional — e A Odisseia foi desenhada para essa escala. Para um filme em que a imagem é metade do espetáculo, pagar a mais pelo IMAX faz sentido. Só não espere, aqui, o 70mm de película que virou notícia lá fora — essa raridade ficou reservada a um punhado de cidades no mundo.
Se a ideia é ir, o próximo passo é escolher onde: reunimos todas as salas IMAX do Brasil, com endereços e faixa de preço. E, se quiser entrar na sessão sabendo o que está vendo, entenda antes como o roteiro de Nolan trata o poema original de Homero.
📰 Fontes: documentação técnica sobre o sistema IMAX (formato 70mm horizontal, dimensões de tela e resolução); reportagens de Omelete, Exame e Folha sobre as salas brasileiras; declarações de Christopher Nolan sobre a captação integral em IMAX e o “realismo tátil”. A distinção entre IMAX 70mm de película e IMAX digital/laser segue a especificação do próprio sistema. Guia explicativo produzido em 16 de julho de 2026.
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