Maior colégio eleitoral do Norte e sede da COP30, o Pará vive em 2026 uma sucessão aberta. Com Helder Barbalho (MDB) tendo renunciado ao governo em abril para disputar o Senado, sua vice Hana Ghassan assumiu o comando do estado e agora tenta se eleger — mas enfrenta a ascensão do prefeito de Ananindeua, Daniel Santos.
Nota de método: os nomes ainda são pré-candidatos. A oficialização ocorre nas convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto.
Os pré-candidatos ao governo do Pará
| Pré-candidato | Partido | Perfil |
|---|---|---|
| Hana Ghassan | MDB | Governadora; assumiu com a saída de Helder Barbalho, candidata da continuidade |
| Daniel Santos (Dr. Daniel) | Podemos | Ex-prefeito de Ananindeua; principal nome da oposição, lidera pesquisas |
| Éder Mauro | PL | Deputado federal; representa o campo bolsonarista |
O cenário
A disputa testa a capacidade de transferência de votos de Helder Barbalho, que deixou o governo com alta aprovação (63% na Genial/Quaest) para concorrer ao Senado. Sua candidata, Hana Ghassan, tem o desafio de converter a estrutura do governo em votos próprios. Do outro lado, Daniel Santos, ex-aliado que rompeu com o grupo Barbalho, aparece à frente ou em empate técnico em diversas pesquisas — a Genial/Quaest de abril mostrou os dois empatados. É uma das sucessões mais competitivas do Norte.
Fontes: Exame, Gazeta do Povo (Genial/Quaest), NEPOL e Wikipédia (com base em veículos paraenses), com dados verificados até junho de 2026. Pesquisas são retratos do momento, com margem de erro.