📅 quarta-feira, 8 de julho de 2026
Politica

Eleições 2026: quem são os pré-candidatos ao governo de Santa Catarina

Em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello (PL) busca a reeleição como favorito, num dos estados de eleitorado mais conservador do país — mas o quadro de 2026 se mostra mais movimentado do que se imaginava, com a esquerda unificada em torno de um nome de centro, a estreia de partidos novos e idas e vindas na pré-campanha. Aliado de Bolsonaro, Mello lidera as pesquisas com folga.

Nota de método: os nomes abaixo são pré-candidatos. A oficialização ocorre nas convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto. Este é um cenário fluido — nas últimas semanas, houve casos de desistência e recuo que exigiram atualização.

Os pré-candidatos ao governo de Santa Catarina

Pré-candidato Partido Perfil
Jorginho Mello PL Governador; busca reeleição, favorito nas pesquisas, aliado de Bolsonaro
João Rodrigues PSD Ex-prefeito de Chapecó (renunciou em março para disputar); 2º nas pesquisas, disputa o eleitorado de direita
Gelson Merísio PSB Ex-presidente da Assembleia; encabeça a frente de esquerda (PSB, PT, PDT, PSOL) com apoio de Lula
Marcelo Brigadeiro Missão Empresário, ex-lutador de MMA e youtuber, de Balneário Camboriú; nome do partido ligado ao MBL
Ralf Zimmer PRD Pré-candidato pela sigla
Marcos Vieira PSDB Nome do PSDB na disputa
Laís Chaud UP Pré-candidata pela Unidade Popular
Pré-candidatos ao governo de Santa Catarina segundo levantamentos de 2026 (JOTA, NSC, Metrópoles). Filiações e alianças podem mudar até as convenções.

O favorito e o segundo colocado

O governador Jorginho Mello (PL) lidera com folga: a AtlasIntel o apontou perto de 49% e vencendo em eventual segundo turno. Único governador do PL a buscar a reeleição, Mello é aliado próximo de Bolsonaro num estado de forte perfil conservador. Em segundo aparece o ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que renunciou ao cargo em março para disputar e tem chapa encaminhada com MDB e a federação União Brasil-PP; a AtlasIntel deu a ele 21,4%.

A esquerda aposta num nome de centro

A novidade que reorganizou o tabuleiro veio da esquerda: em vez de lançar um nome do próprio campo, a frente que reúne PSB, PT, PDT e PSOL fechou em torno de Gelson Merísio (PSB), ex-presidente da Assembleia Legislativa, com a ex-deputada Ângela Albino (PDT) como vice e apoio direto de Lula. A escolha é estratégica: Merísio tem trajetória de centro-direita — chegou a apoiar Bolsonaro no passado — e a aposta é que esse perfil moderado seja mais competitivo junto ao eleitor catarinense. Analistas avaliam que, ao dividir o eleitorado de centro e direita, sua candidatura pode até abrir caminho para um segundo turno, repetindo a lógica de 2022. Nas pesquisas, Merísio aparecia entre 8% e 14%.

Importante: numa mudança em relação ao início do ciclo, o senador Décio Lima (PT) — que disputou o governo em 2022 — deixou de ser o nome petista ao Executivo. Lula o priorizou para a disputa ao Senado, e a esquerda concentrou a candidatura ao governo em Merísio.

Os novos partidos e um vaivém que virou notícia

A disputa catarinense marca a estreia de siglas recém-criadas. O Missão, partido nascido em 2025 do Movimento Brasil Livre (MBL) e que tem como principal projeto nacional a pré-candidatura presidencial de Renan Santos, lançou no estado o empresário e ex-lutador de MMA Marcelo Brigadeiro, figura conhecida nas redes sociais. Sua pré-campanha protagonizou um episódio curioso: em 21 de junho, Brigadeiro anunciou nas redes que desistiria da disputa, alegando dificuldade de conciliar a pré-campanha com a vida profissional. No dia seguinte, porém, numa transmissão ao vivo, voltou atrás, vestiu a camisa do partido e confirmou que segue candidato (“vou até o final”), afirmando que a publicação anterior teria sido provocativa. O Missão conta hoje com um único deputado federal, Kim Kataguiri (SP), o que condiciona sua presença em debates ao desempenho da campanha.

Completam o quadro os pré-candidatos Ralf Zimmer (PRD), Marcos Vieira (PSDB) e Laís Chaud (UP). O nome de Afrânio Boppré, historicamente ligado ao PSOL, aparece em levantamentos ora como cotado ao governo, ora — nas articulações mais recentes da frente de esquerda — como pré-candidato ao Senado; a definição deve ocorrer na convenção.

Fontes: JOTA, NSC Total, Metrópoles, Gazeta do Povo (AtlasIntel) e Poder360, com dados verificados até 6 de julho de 2026. Pesquisas são retratos do momento, com margem de erro; pré-candidaturas e alianças podem mudar até o registro oficial. Matéria atualizada em 6 de julho de 2026 para incluir novos pré-candidatos e corrigir o cenário da esquerda.

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