Terceiro maior colégio eleitoral do país e berço político da família Bolsonaro, o Rio de Janeiro vive uma sucessão marcada tanto pela força do prefeito Eduardo Paes (PSD), favorito nas pesquisas, quanto por um cenário jurídico complexo em torno da saída do governador Cláudio Castro.
Nota de método: os nomes ainda são pré-candidatos. A oficialização ocorre nas convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto. No Rio, decisões judiciais ainda podem alterar o quadro.
Os pré-candidatos ao governo do Rio de Janeiro
| Pré-candidato | Partido | Perfil |
|---|---|---|
| Eduardo Paes | PSD | Prefeito do Rio; favorito nas pesquisas, renunciou à prefeitura para disputar, com apoio de Lula |
| Douglas Ruas | PL | Deputado federal; nome do grupo de Cláudio Castro e Flávio Bolsonaro |
| Fabiano Horta | PT | Ex-prefeito de Maricá; corre por fora, com o PT podendo apoiar Paes |
O cenário
O prefeito Eduardo Paes (PSD) lidera com folga — pesquisas do Paraná Pesquisas e Gerp o apontaram com potencial de vitória no primeiro turno, acima de 48%. Do outro lado, o grupo do governador Cláudio Castro (PL) e do senador Flávio Bolsonaro lançou o deputado Douglas Ruas (PL) para tentar barrar Paes. O cenário tem uma camada jurídica incomum: Castro renunciou para disputar o Senado, mas é réu no chamado “caso Ceperj” e pode se tornar inelegível; além disso, como o estado ficou sem vice, houve discussão sobre uma eleição para um mandato-tampão. É uma disputa que depende, em parte, da Justiça.
Fontes: Gazeta do Povo (Paraná Pesquisas, Genial/Quaest, Gerp), JOTA, Diário do Rio e Metrópoles, com dados verificados até junho de 2026. Situação jurídica em evolução; pesquisas têm margem de erro.