Quarto maior colégio eleitoral do país, a Bahia vive em 2026 a reedição de uma polarização histórica: o PT do governador Jerônimo Rodrigues contra o grupo político da família Magalhães, representado por ACM Neto. É a maior disputa do Nordeste em número de eleitores, e tem peso direto na formação dos palanques presidenciais.
Nota de método: os nomes ainda são pré-candidatos. A oficialização ocorre nas convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto.
Os pré-candidatos ao governo da Bahia
| Pré-candidato | Partido | Perfil |
|---|---|---|
| Jerônimo Rodrigues | PT | Governador; busca a reeleição com apoio de Lula e ampla coalizão |
| ACM Neto | União Brasil | Ex-prefeito de Salvador; principal nome da oposição, lidera pesquisas |
| Ronaldo Mansur | PSOL | Ligado a movimentos sociais |
O cenário
A disputa é uma reedição do segundo turno de 2022, quando Jerônimo e ACM Neto se enfrentaram numa eleição decidida por cerca de 400 mil votos. As pesquisas de 2026 oscilam: alguns institutos apontaram empate técnico, enquanto o levantamento mais recente da Paraná Pesquisas, de 1º de julho, deu ACM Neto à frente com 49,2% contra 37,5% de Jerônimo. O governador aposta na coalizão petista e no apoio de Lula; ACM Neto busca aglutinar a centro-direita numa frente ampla. Para o Senado, os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner (ambos PT) aparecem bem posicionados.
Fontes: Poder360, Gazeta do Povo, CartaCapital e CNN Brasil, com pesquisas (Veritá, Real Time Big Data, Genial/Quaest, Paraná Pesquisas) verificadas até 1º de julho de 2026. Pesquisas são retratos do momento, com margem de erro.