Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais tem uma das disputas mais observadas de 2026 — e um cenário peculiar. Com a renúncia de Romeu Zema (Novo) para concorrer à Presidência, o vice Mateus Simões assumiu o governo em março e agora busca a reeleição, enquanto a oposição tenta se organizar em polos.
Nota de método: as candidaturas só se oficializam nas convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto. Em Minas, o quadro ainda tem indefinições relevantes nos dois principais campos nacionais.
Os pré-candidatos ao Palácio Tiradentes
| Pré-candidato | Partido | Perfil |
|---|---|---|
| Mateus Simões | PSD | Governador (assumiu após a saída de Zema); busca reeleição com apoio da gestão |
| Cleitinho Azevedo | Republicanos | Senador; lidera pesquisas, forte nas redes sociais |
| Alexandre Kalil | PDT | Ex-prefeito de Belo Horizonte; principal nome do campo ligado a Lula |
| Gabriel Azevedo | MDB | Escolhido pelo diretório estadual do partido |
| Maria da Consolação | PSOL | Professora; representa o campo da esquerda |
O cenário
As pesquisas indicam o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) na liderança, impulsionado pela forte presença nas redes sociais. O governador Mateus Simões, que herdou a gestão de Zema, tenta transformar a estrutura do governo em votos, mas ainda enfrenta baixo reconhecimento de parte do eleitorado. No campo ligado ao presidente Lula, Alexandre Kalil (PDT) desponta como o principal nome, após o senador Rodrigo Pacheco recuar da candidatura por falta de uma frente ampla. Como o segundo maior colégio eleitoral do país, Minas tende a ter a disputa estadual fortemente nacionalizada.
Fontes: Gazeta do Povo, Metrópoles, O Tempo, Exame e AtlasIntel, com dados verificados até junho de 2026. Pré-candidaturas e partidos podem mudar até o registro oficial na Justiça Eleitoral.
