No Rio Grande do Sul, o fim dos dois mandatos de Eduardo Leite (PSD) abre uma sucessão de forte polarização, com três campos bem definidos: a continuidade com o vice Gabriel Souza, a esquerda com Juliana Brizola e a direita bolsonarista com Luciano Zucco. Leite, preterido na disputa presidencial do PSD, fica no cargo até o fim do mandato.
Nota de método: os nomes ainda são pré-candidatos. A oficialização ocorre nas convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto.
Os pré-candidatos ao governo do RS
| Pré-candidato | Partido | Perfil |
|---|---|---|
| Juliana Brizola | PDT | Ex-deputada estadual, neta de Leonel Brizola; nome da esquerda, com apoio do PT |
| Luciano Zucco | PL | Deputado federal; líder da oposição na Câmara, nome do campo bolsonarista |
| Gabriel Souza | MDB | Vice-governador; candidato da continuidade, com apoio de Eduardo Leite |
| Marcelo Maranata | PSDB | Ex-prefeito de Guaíba; tenta reorganizar o PSDB no estado |
O cenário
A pesquisa Genial/Quaest de abril mostrou Juliana Brizola (PDT) com 24% e Luciano Zucco (PL) com 21%, tecnicamente empatados na liderança, com o vice-governador Gabriel Souza (MDB) em 6% — refletindo que o candidato da continuidade ainda era pouco conhecido do eleitorado. A disputa reproduz a polarização nacional: Brizola aglutinou o campo da esquerda após o PT abrir mão de candidatura própria (Edegar Pretto entrou como seu vice), enquanto Zucco lidera a frente de direita, lançada com presença de Flávio Bolsonaro. Gabriel Souza, apadrinhado por Leite, aposta num discurso mais moderado, distante dos extremos.
Fontes: NSC Total, Gazeta do Povo (Genial/Quaest), Brasil de Fato e Folha do Mate, com dados verificados até julho de 2026. Pesquisas são retratos do momento, com margem de erro.