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Quem são os 13 candidatos à Presidência em 2026 — da esquerda à direita, dos favoritos aos de 0%

Alex News — Quem são os 13 pré-candidatos à Presidência em 2026 — da esquerda à direita, dos favoritos aos de 0% — Eleições 2026
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Atualizado em 5 de outubro

Os treze candidatos à Presidência, e como a disputa chegou ao segundo turno

Treze chapas entregaram registro para a Presidência até 15 de agosto. Abaixo estão todas elas, com vice e situação de cada uma, e depois a história do que aconteceu desde então, na ordem em que aconteceu. Venho acompanhando isso desde julho e atualizo sempre que sai coisa nova.

O primeiro turno foi em 4 de outubro. O que a urna deu, e o que cada um fez nesse dia, está no topo. Mais abaixo segue o registro da corrida, da véspera para trás.

13
Candidaturas registradas
todas entregues até 15 de agosto
25/10
Segundo turno
nenhum dos dois passou de 50% no dia 4
1,87 pt
Distância entre 1º e 2º
na urna, ou 2.224.965 votos
34
Pesquisas em setembro
de 15 institutos diferentes

⏱️ Em 1 minuto

O que a urna deu: o primeiro turno foi em 4 de outubro, das 8h às 17h. Com 100% das seções totalizadas, Flávio Bolsonaro tem 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%. A diferença é de 2.224.965 votos. Nenhum dos dois passou da metade. O segundo turno é em 25 de outubro. Governadores, Senado e o placar completo estão no resultado da apuração.

Quem estava na urna: doze candidatos. Leonardo Avalanche, do PRTB, desistiu em 30 de setembro, antes de o registro ser julgado.

Como tinham chegado: nas dez pesquisas nacionais da véspera, Lula aparecia à frente no primeiro turno em seis e Flávio em quatro, quase sempre dentro da margem de erro. A urna deixou os dois colados e abaixo de 50%, mas com Flávio à frente por 1,87 ponto. Os 47,03% dele ficaram acima do que qualquer uma das seis pesquisas com votos válidos mostrava.

Onde votaram: Flávio às 8h18, em Vila Isabel, no Rio. Lula às 9h14, em São Bernardo do Campo. Zema por volta das 9h, em Araxá, e o UOL registrou que ele entrou na cabine com o celular. Caiado por volta das 10h15, em Nova Crixás. Renan Santos por volta das 10h30, na zona sul de São Paulo. Cury por volta das 11h, em Colina.

A bandeira: um vídeo cortado disse que Lula jogou a bandeira do Brasil no chão depois de votar. A Lupa e o UOL Confere classificaram como falso. No ângulo completo, ele devolve a bandeira ao fotógrafo Ricardo Stuckert.

O dia do voto, com fonte em cada horário, está no card abaixo. Documentos e a regra do celular estão no guia para o dia da votação.

🗳️ O dia 4, na seção e na urna

Li a cobertura de quem votou em público e o arquivo de totalização do TSE. O placar abaixo é o final, com as 499.248 seções totalizadas e 119.300.788 votos válidos. Governador e Senado estão no resultado da apuração.

Flávio Bolsonaro (PL) votou às 8h18 na seção 170 da Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na zona norte do Rio, segundo o Correio Braziliense. O G1 registrou a chegada por volta das 8h, na abertura dos portões. Estavam com ele a mulher, Fernanda, a mãe, Rogéria, candidata a deputada federal, o candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas, e Carlos Jordy. A Agência Brasil também citou Carlos Portinho. Depois do voto, Flávio disse à Agência Brasil: “Eu espero de verdade que o Brasil já escolha o seu presidente no dia de hoje de forma definitiva.” No resultado final, ele tem 47,03%, ou 56.104.503 votos. Não passou da metade.

Lula (PT) votou às 9h14 na Escola Estadual Dr. João Firmino Correia de Araújo, no bairro Assunção, em São Bernardo do Campo, segundo o Correio Braziliense e o R7. O Correio registrou a chegada por volta das 9h08. Estavam no local o vice, Geraldo Alckmin, Fernando Haddad, Márcio França, Marina Silva e Simone Tebet. À CBN, depois do voto, ele disse que nenhuma pesquisa supera as urnas. No resultado final, Lula tem 45,16%, ou 53.879.538 votos.

Augusto Cury (Avante) votou por volta das 11h na Escola Coronel José Venâncio Dias, em Colina, no interior de São Paulo, segundo a CNN Brasil. Chegou com a mulher, Suleima Cury, e o sobrinho, Daniel Cury. Na urna, ficou em terceiro, com 2,89%, ou 3.448.569 votos.

Renan Santos (Missão) votou por volta das 10h30 numa escola estadual em Interlagos, na zona sul de São Paulo, segundo o UOL. O Valor tinha indicado, na véspera, a Escola Estadual Professor José Geraldo de Lima, em Vila Friburgo. Na urna, ficou em quarto, com 2,24%, ou 2.675.887 votos.

Ronaldo Caiado (PSD) votou por volta das 10h15 em Nova Crixás (GO), acompanhado do vice, Gilberto Kassab, segundo o UOL. O Valor tinha indicado o Colégio Estadual Zizi Perillo Caiado como o local. Na urna, ficou em quinto, com 2,18%, ou 2.605.148 votos.

Romeu Zema (Novo) votou por volta das 9h na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá (MG), segundo o UOL e a CNN Brasil. O UOL registrou que ele entrou na cabine com o celular e foi flagrado consultando o aparelho. A Justiça Eleitoral proíbe celular na cabine, e o veículo lembra que violar o sigilo do voto é crime eleitoral, com pena de até dois anos de detenção. O TRE-MG informou ao UOL que o caso será apurado. Até o fechamento do resultado, não vi decisão. Na urna, Zema teve 0,27%, ou 326.488 votos.

A bandeira. Na saída do voto de Lula, um vídeo cortado passou a circular com a afirmação de que ele teria amassado a bandeira do Brasil e jogado no chão. O R7 registrou que Pablo Marçal publicou esse trecho e xingou o presidente. A Lupa e o UOL Confere classificaram a acusação como falsa. No ângulo completo, Ricardo Stuckert, fotógrafo, entrega a bandeira, Lula posa com Alckmin e devolve o pano a Stuckert. A assessoria da campanha disse à Lupa que a alegação é falsa e que o presidente respeita a bandeira e os símbolos do país. Também circulou a frase de que alguém da equipe teria dito que o gesto ia custar votos. O UOL Confere não achou registro dessa fala.

Não localizei, na cobertura que li, onde votaram Samara Martins, Hertz Dias, Edmilson Costa, Rui Costa Pimenta, Wilson Grassi e Clariana Barão. Se sair o local com o horário, eu acrescento. Na urna, Samara Martins teve 0,10% (122.911 votos), Hertz Dias, 0,04% (43.103), Clariana Barão, 0,03% (40.043), Edmilson Costa, 0,02% (22.693), Wilson Grassi, 0,01% (16.881), e Rui Costa Pimenta, 0,01% (15.024).

🆕 O que mudou desde a última atualização

O primeiro turno aconteceu, e ninguém passou de 50%. Com 100% das seções totalizadas, Flávio Bolsonaro tem 47,03% e Lula, 45,16%. A diferença é de 2.224.965 votos. O segundo turno fica para 25 de outubro. Onde cada um votou, o celular de Zema e a acusação falsa da bandeira estão no card acima. Governadores e Senado estão no resultado da apuração.

As pesquisas e a urna. Das dez pesquisas da véspera, seis davam Lula à frente no primeiro turno. A urna deu Flávio. Nos votos válidos, que é a conta da urna, as seis rodadas que localizei mostravam Flávio entre 42% e 46%, e ele teve 47,03%. Lula teve 45,16%, dentro da faixa que elas davam para ele, de 42,6% a 47,8%. Pesquisa é retrato de um momento e tem margem de erro, então a comparação mostra a distância entre o retrato e o resultado. As dez estão lado a lado mais abaixo.

Saíram dez pesquisas na reta final. Entre 1º e 3 de outubro, Lula aparece à frente no primeiro turno em seis e Flávio Bolsonaro em quatro. Nos votos válidos, a conta que decide o primeiro turno, a maior vantagem de Lula está na CNT/MDA, 47,8% a 42,1%, e a de Flávio, na Futura, 44,8% a 42,6%. Nenhuma chega a 50%. No segundo turno, Flávio aparece numericamente à frente em seis, Lula em três, e há um empate. Coloquei todas lado a lado.

O debate da Globo foi cancelado. Em 30 de setembro, o ministro Nunes Marques, do TSE, negou o pedido de Renan Santos para entrar. Em 1º de outubro, Cármen Lúcia, do Supremo, arquivou a ação que o partido dele levou à Corte. Horas antes do debate, a ministra Estela Aranha, do TSE, a pedido do PT, proibiu a emissora de mostrar o púlpito vazio de Lula e de dirigir perguntas a ele, e Gilmar Mendes, do Supremo, mandou incluir Renan Santos. Flávio desistiu de ir, “em função da censura imposta ao evento pelo TSE”, e a Globo cancelou o debate, dizendo ter recebido “duas notificações” que “interferem nas regras previamente acordadas”.

No lugar do debate, uma entrevista e uma live. Lula falou ao podcast Flow, e Flávio fez uma transmissão nas redes. As agências de checagem acharam erros nos dois. A Lupa e o Aos Fatos classificaram como falso que Flávio foi vereador aos 21 anos, como disse Lula: ele era deputado estadual. A Lupa classificou como falso Flávio dizer que foi “censurado”, já que a desistência foi decisão dele, e que Lula criou as bets, legalizadas em 2018, no governo Temer.

Leonardo Avalanche desistiu. Em 30 de setembro, o candidato do PRTB deixou a disputa por “motivos técnicos, jurídicos e pessoais” e disse que não apoiaria ninguém, porque “nenhum deles nos representa”. O registro dele nunca chegou a ser julgado. Doze candidatos seguem na disputa. Não achei comunicado do TSE sobre o número do PRTB na urna; pela regra explicada mais abaixo, voto em registro que não foi aprovado não vale.

A direita tentou afunilar, e ninguém saiu. Pablo Marçal deixou o PRTB, entrou na campanha de Flávio e pediu em 1º de outubro que Caiado, Cury e Zema desistissem. Zema disse que só sai se os outros dois saírem, e Cury descartou apoiar Lula ou Flávio. Até a noite de sábado, nenhum dos doze tinha desistido.

Os últimos atos. No sábado, Lula fez caminhada em São Paulo, do Masp à Praça Roosevelt, liberada pela Justiça Eleitoral depois de a Prefeitura barrar o ato. Pela agenda divulgada, Flávio fez motociatas no interior paulista, com Tarcísio de Freitas, e no Rio; Caiado encerrou em Trindade (GO); Cury, em Colina e Ribeirão Preto (SP); e Renan Santos, em Santos e na capital paulista.

A MP das bets fica para depois da eleição. O prazo para emendas foi estendido até 13 de outubro, e até 2 de outubro tinham sido apresentadas 42 emendas, três delas já retiradas pelos autores. A proibição já vale, mas o Congresso ainda precisa votar a medida.

A última semana de pesquisas mostra o mesmo desenho. Entre 23 e 30 de setembro saíram dezesseis rodadas nacionais. Lula aparece à frente no primeiro turno em onze, Flávio Bolsonaro em três, e duas dão empate. No segundo turno, quase tudo cabe na margem de erro: Flávio aparece numericamente à frente em nove, Lula em cinco, e duas empatam. Reuni todas as rodadas da reta final aqui.

Lula não vai ao debate da Globo. A campanha confirmou em 30 de setembro que o presidente não participa do último debate do primeiro turno, marcado para 1º de outubro. Estão confirmados Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema, que entrou por decisão do ministro Nunes Marques, do TSE, em 29 de setembro. Renan Santos pediu ao TSE para ser incluído. Antes disso, em 23 de setembro, a Record cancelou o debate que faria no dia 27, depois que Lula e Flávio recusaram o convite.

A sessão do Supremo sobre André Mendonça não aconteceu. Fachin cancelou em 17 de setembro o julgamento marcado para o dia 23. Na sessão do dia 15, o plenário decidiu apenas, por 4 votos a 3, que os casos de Moraes e de Mendonça seriam julgados separadamente, e Flávio Dino pediu vista. Nada foi decidido sobre investigar ou arquivar. Em 28 de setembro, o Novo pediu que o pedido de vista fosse desconsiderado.

Lula proibiu as apostas online a nove dias da eleição. Em 25 de setembro, o presidente anunciou e publicou a medida provisória que proíbe as bets no país. A MP vale de imediato, mas precisa ser votada pelo Congresso. Contei a história das bets e o que a MP muda.

Flávio pediu a Zema e a Caiado que desistissem, e os dois recusaram. O pedido veio a público em 29 de setembro. Três dias antes, Zema havia mantido a candidatura e liberado os candidatos do Novo a apoiar Flávio já no primeiro turno. Mostrei com quem cada chapa se aliou e quem ficou neutro.

Só duas chapas têm coligação. Além da de Lula, com sete partidos, a de Augusto Cury registrou aliança com o Agir. As outras onze são de um partido só, incluindo a de Flávio Bolsonaro.

O registro de Leonardo Avalanche ainda não foi julgado. O PRTB o registrou em 14 de setembro, último dia do prazo, no lugar de Pablo Marçal. Ele faz campanha e está na urna, mas os votos só valem se o TSE aprovar o registro. As pesquisas que já testaram o nome deram entre 0% e 1%.

Terminei a leitura dos treze planos de governo. Os seis mais citados nas pesquisas viraram uma série, a Promessa e Constituição, com um tema por matéria, e os outros sete ganharam uma matéria própria, com o plano de Marçal à parte.

Desde 29 de setembro, nenhum eleitor pode ser preso, salvo em flagrante, por sentença de crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto. A regra vale até 48 horas depois da votação. O horário eleitoral no rádio e na TV termina em 1º de outubro. O guia para o dia da votação está aqui.

Saíram quatro pesquisas novas. Quaest de 14 de setembro, AtlasIntel e Datafolha de 17, e Quaest de 21. Lula lidera o primeiro turno nas quatro, e o segundo turno fica dentro da margem de erro em todas. Em duas rodadas seguidas da Quaest, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente no confronto direto. Detalhei as quatro aqui.

O Datafolha registrou empate entre Lula e Augusto Cury. Na rodada de 17 de setembro, num cenário de segundo turno entre os dois, o instituto apontou 44% para cada um. É o único adversário testado que aparece numericamente empatado com o presidente.

A Justiça Eleitoral terminou de julgar os registros originais. Em 11 de setembro saiu a última aprovação, a chapa de Augusto Cury com Júlio Delgado como vice. Em 4 de setembro o TSE já havia homologado oito candidaturas: Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Edmilson Costa, Rui Costa Pimenta, Hertz Dias e Samara Martins.

Pablo Marçal está fora da urna, e quem entrou no lugar era o vice dele. No mesmo 11 de setembro, o TSE rejeitou por unanimidade o registro dele, por filiação partidária fora do prazo, lembrando que ele já estava inelegível até 2032. O nome foi retirado da urna eletrônica, e em 14 de setembro o PRTB registrou no lugar Leonardo Avalanche, que era o candidato a vice. O número do partido na urna continua o mesmo, com outra pessoa atrás dele.

A sessão do Supremo de 15 de setembro foi mais estreita do que se esperava. Fachin limitou o julgamento a uma única pergunta: investigar ou arquivar a apuração sobre as mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. O caso da conduta de André Mendonça ficou para 23 de setembro.

Um ministro do Supremo tirou o chefe da Polícia Federal do cargo. André Mendonça afastou o diretor-geral Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência, atendendo a pedido do partido Novo, que disputa a Presidência com Romeu Zema. O governo recorreu, e a decisão segue valendo. Contei o que a decisão determina e o que diz a lei.

Saiu a Datafolha de 11 de setembro. Lula 39% e Flávio Bolsonaro 35% no primeiro turno, com a distância caindo de seis para quatro pontos em uma semana. No segundo turno, Lula 46% e Flávio 44%. Augusto Cury caiu de 8% para 6%, a primeira queda dele na série do instituto.

Foram onze pesquisas em setembro, de sete institutos. Lula lidera o primeiro turno em seis das oito que têm números completos, e Flávio aparece à frente no segundo turno em quatro delas. Comparei todas lado a lado aqui.

O Supremo marcou duas sessões. Em 15 de setembro julga a decisão que afastou o chefe da Polícia Federal, com os relatórios sobre Moraes dentro do processo. Em 23 de setembro discute a conduta de Mendonça. Escrevi o guia da primeira aqui.

Saiu a Palver de 9 de setembro. Lula e Flávio Bolsonaro empatam com 40% no primeiro turno, e no segundo o senador aparece numericamente à frente, por 46% a 44%. Renan Santos marca 11%, o triplo do que teve nas pesquisas presenciais da semana. É rodada feita pela internet, e o método explica boa parte da diferença. Destrinchei os números aqui.

Saiu a Quaest de 7 de setembro. Lula 36% e Flávio Bolsonaro 29% no primeiro turno. No confronto direto, os dois marcam 41% cada, o primeiro empate numérico do ano. É também a primeira rodada com campo inteiro depois de a crise do Supremo vir a público. Detalhei os números aqui.

O 7 de setembro virou palanque. Dez dos treze candidatos tiveram agenda pública no feriado, em pelo menos cinco cidades, e a Avenida Paulista concentrou dois atos concorrentes.

A crise no Supremo entrou na campanha. Depois que o relatório da Polícia Federal sobre o caso Master veio a público, cinco dos seis presidenciáveis mais bem colocados falaram em impeachment ou afastamento de ministro. O sexto escolheu não citar nome nenhum.

A campanha suspensa voltou ao ar. Em 1º de setembro, 48 horas depois de tirar do ar a propaganda de Renan Santos, Toffoli revogou as três medidas. As redes do candidato voltaram, e duas restrições continuam valendo. Li a íntegra da nova decisão e expliquei o que ela determina.

O TSE tem até 14 de setembro para julgar os registros e dizer quem fica e quem sai da urna.

🗳️

Quem são os treze

Todas as chapas foram entregues até 15 de agosto e estão no DivulgaCandContas, o sistema público do TSE, onde qualquer pessoa consulta de graça. O painel abaixo traz a chapa completa e em que pé está cada registro.

Em que etapa está cada candidatura

Prazo final de registro: 15 de agosto de 2026, às 19h · situação em 3 de outubro de 2026

12Registro aprovadoO TSE julgou e aprovou o registro. O nome está na urna.
1Desistiu da disputaO candidato anunciou que deixou a disputa. Voto em registro que não foi aprovado não vale.
CandidaturaViceSituação
Leonardo AvalanchePRTBSilvia Helena da Silva Pereira (PRTB)Desistiu da disputaEntrou em 14 de setembro no lugar de Pablo Marçal e desistiu em 30 de setembro, antes de o registro ser julgado, por "motivos técnicos, jurídicos e pessoais". Disse que não apoiaria nenhum candidato.
Lula da SilvaPTGeraldo Alckmin (PSB)Registro aprovado
Flávio BolsonaroPLAlfredo Gaspar (PL)Registro aprovado
Ronaldo CaiadoPSDGilberto Kassab (PSD)Registro aprovado
Augusto CuryAvanteJúlio Delgado (Avante)Registro aprovado
Renan SantosMissãoAroldo Medina (Missão)Registro aprovadoMarcou 3% nesta rodada presencial. Na Palver de 3 de outubro, feita pela internet, marcou 7%, e a diferença é de método, não de crescimento.
Romeu ZemaNovoEduardo Girão (Novo)Registro aprovado
Samara MartinsUPRaquel Brício (UP)Registro aprovadoAté 1% no Datafolha de 3 de outubro.
Clariana BarãoDCFabiana Torquato (DC)Registro aprovadoAté 1% no Datafolha de 3 de outubro.
Edmilson CostaPCBCleusa Santos (PCB)Registro aprovadoAté 1% no Datafolha de 3 de outubro.
Rui Costa PimentaPCOAntônio Carlos (PCO)Registro aprovadoAté 1% no Datafolha de 3 de outubro.
Hertz DiasPSTUVanessa Portugal (PSTU)Registro aprovadoAté 1% no Datafolha de 3 de outubro.
Wilson GrassiDemocrataSuêd Haidar (Democrata)Registro aprovadoAté 1% no Datafolha de 3 de outubro.

A condição de candidato passa a existir com o protocolo do pedido de registro, e não com o deferimento posterior: pelo artigo 16-A da Lei nº 9.504/1997, quem está com registro sob julgamento pode fazer campanha e ter o nome mantido na urna. Os votos dados a quem teve o registro negado de vez são anulados.

📌 O que quer dizer registro ainda não julgado

Entregar o pedido não é o mesmo que ter ele aprovado. Enquanto o TSE não julga, o registro fica como sub judice, expressão que quer dizer apenas isto: ainda está nas mãos do juiz.

Pelo artigo 16-A da Lei nº 9.504/1997, quem está nessa situação faz campanha normalmente, aparece no horário eleitoral, tem o nome na urna e os votos são contados.

Se o registro for negado de vez, esses votos são anulados e a pessoa não assume. Ou seja, ter o registro contestado é bem diferente de estar fora da disputa.

✅ Em 11 de setembro, o julgamento dos registros terminou

A Justiça Eleitoral concluiu a análise de todos os pedidos. Doze chapas foram aprovadas e uma, a de Pablo Marçal, teve o registro negado por unanimidade.

O PRTB foi autorizado a substituir a candidatura, e assumiu Leonardo Avalanche, que era o vice da mesma chapa. Com isso, continuam treze nomes na disputa, e o número do partido na urna não mudou.

Atualização de 3 de outubro: Leonardo Avalanche desistiu em 30 de setembro, antes de o registro ser julgado. Doze candidatos seguem na disputa.

🕐

O que aconteceu desde o registro, em ordem

Daqui para baixo a história corre na ordem dos fatos, de 15 de agosto até o primeiro turno. Se você acompanha desde o começo, pode pular direto para as pesquisas mais adiante.

📋 15 e 16 de agosto, a largada

O prazo de registro fechou no dia 15, às 19h, com treze chapas entregues. No dia seguinte a campanha começou para valer: propaganda liberada, comício permitido, dinheiro do fundo eleitoral podendo ser gasto.

Cabe uma diferença que confunde muita gente. O registro da chapa presidencial é entregue no TSE, em Brasília. Já quem disputa governo, Senado e deputado entrega no tribunal do próprio estado.

📊 21 de agosto, a primeira pesquisa da campanha

O Datafolha ouviu 2.058 eleitores em 127 municípios e mostrou Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 33%. No confronto direto entre os dois, 47% a 43%.

O número que interessava ali não era o placar, e sim a direção. Em junho a diferença era de dez pontos, em julho oito, em agosto seis. Cada rodada isolada cabia dentro da margem de erro, só que as três apontavam para o mesmo lado: Lula perdendo um ponto por mês e Flávio ganhando um.

O instituto testou também um cenário à parte com Pablo Marçal, que marcou 2% e tirou um ponto de Flávio.

🪑 23 de agosto, o debate com três cadeiras vazias

A Band chamou seis candidatos para o primeiro debate do ciclo. Apareceram três: Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). Cury chegou a avisar que desistiria, foi até a emissora e mudou de ideia depois de conversar com os organizadores.

Faltaram Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). Os púlpitos deles ficaram montados e vazios, no ar por duas horas. Foi o debate presidencial mais esvaziado desde 1989, a primeira eleição direta depois da ditadura.

Cada um deu sua razão. Lula disse que não teria condição de se defender sendo o único de esquerda no palco. Pela campanha de Flávio, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, defendeu que ele só vá a debate em que Lula esteja. Zema desistiu horas antes, dizendo que a mudança de data tirou o sentido do encontro diante da ausência do presidente.

Mesmo de fora, os dois favoritos levaram a maior parte dos ataques da noite. Quem estava lá falou de segurança, jornada de trabalho, política externa, educação e economia.

📡 A entrevista que rodou no mesmo horário

O debate começou às 20h. Às 20h30, a Record exibiu no Domingo Espetacular uma entrevista com Lula, gravada naquele mesmo domingo no Palácio da Alvorada pela jornalista Mariana Godoy.

Foram cerca de vinte minutos. O presidente respondeu sobre as investigações que miram o filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, alvo de três inquéritos por suspeita de tráfico de influência e corrupção, e sobre o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro. Disse que ninguém está acima da lei, incluindo o filho, e que não pretende interferir.

📉 Por que os debates estão encolhendo

O episódio não nasceu agora. Para quem lidera, debate é risco sem ganho na mesma medida: é ali que o primeiro colocado vira alvo de todo mundo ao mesmo tempo.

Some a isso o jeito como as pessoas assistem agora. O corte de trinta segundos, tirado do contexto, roda muito mais que as duas horas inteiras, e uma frase infeliz define a semana. Entrevista gravada dá alcance nacional sem ninguém do outro lado para rebater na hora.

Registro o movimento sem julgar quem faltou: ir ou não ir a debate é decisão de campanha, e a lei não obriga ninguém.

🎙️

Onde cada candidato aceitou ser perguntado

Na semana seguinte ao debate, os mesmos seis candidatos passaram pelos estúdios da Globo. Nenhum faltou.

As sabatinas do Jornal Nacional foram de 24 a 29 de agosto, ao vivo depois do telejornal, 40 minutos cada, com Renata Vasconcellos e César Tralli. Os convidados saíram da Quaest de 14 de agosto, os seis primeiros colocados, e a ordem foi sorteada com os partidos presentes.

3 de 6
No debate da Band
23 de agosto, com adversário perguntando
6 de 6
Nas sabatinas do JN
24 a 29 de agosto, um de cada vez

A diferença entre os dois números não é coragem, e é aí que a leitura fácil erra. Sabatina é pergunta de jornalista, com tempo cronometrado e sem ninguém do outro lado para rebater. Debate é pergunta de concorrente. O que os favoritos recusaram foi o segundo formato, não a exposição.

Até as duas emissoras trataram a ausência de jeito oposto. Na Band, a cadeira vazia ficou duas horas no ar. Na Globo, a regra combinada era outra: quem não aparecesse teria a entrevista cancelada, sem substituto, e a programação seguiria.

📅 A rodada, dia a dia

Segunda, 24/8: Romeu Zema (Novo).
Terça, 25/8: Ronaldo Caiado (PSD).
Quarta, 26/8: Renan Santos (Missão).
Quinta, 27/8: Lula (PT).
Sexta, 28/8: Flávio Bolsonaro (PL).
Sábado, 29/8: Augusto Cury (Avante).

Transmissão ao mesmo tempo na Globo, na GloboNews, no g1 e no Globoplay. Depois de cada entrevista, a GloboNews exibiu uma edição da Central das Eleições com a repercussão.

🔇 Quarenta minutos sem citar o adversário

Na quinta, Lula não falou o nome de Flávio Bolsonaro nenhuma vez. Teve pelo menos duas deixas e não usou: quando tratou dos inquéritos que miram o filho e quando foi perguntado sobre o Banco Master.

Ficaram de fora também dois assuntos que ele vinha empurrando na campanha, a PEC do fim da escala 6×1 e a soberania do país diante do tarifaço americano.

No dia seguinte, reclamou do resultado. Disse que nunca havia estudado tanto para uma sabatina, que decorou dados para mostrar o que fez, e que saiu frustrado por não ter conseguido falar de proposta. Sobre os entrevistadores, foi na direção contrária: afirmou que não reclama do comportamento deles e que “foi assim com todos” os outros candidatos.

✅ O que as agências de checagem viram

Duas organizações checaram as sabatinas na hora. A Agência Lupa acompanhou ao vivo. O Ranking dos Políticos aplicou a mesma régua nas quatro primeiras entrevistas e resumiu o padrão de cada um assim: Zema omite contexto, Caiado erra ao dizer de quem é a responsabilidade por cada coisa, Renan Santos se apoia em histórias pessoais e Lula concentra o maior número de frases classificadas como falsas.

As entrevistas de Flávio Bolsonaro e Augusto Cury, de sexta e sábado, ainda não tinham checagem publicada quando fechei esta atualização.

📻 O que ainda falta neste registro

Aqui entram debates e sabatinas em que várias campanhas foram convidadas, que é onde a recusa de uma delas quer dizer alguma coisa. Entrevista individual em rádio, podcast e canal de internet ficou de fora por enquanto: não consegui montar uma lista confiável de todas, e prefiro deixar o espaço vazio a encher com o que não apurei.

Se você viu ou ouviu alguma que não está aqui, me diz. O registro vai crescendo até outubro.

📺

28 de agosto, entra o horário eleitoral

A propaganda gratuita no rádio e na televisão começou em 28 de agosto e vai até 1º de outubro. Para quem não tem público próprio na internet, é a principal arma da campanha.

O tempo é dividido pelo tamanho das bancadas na Câmara, o que favorece os partidos grandes. Quem tem legenda pequena recebe um naco reduzido, e isso ajuda a explicar por que boa parte da lista aparece com 1% ou menos.

📈 Por que essa fase costuma mexer nos números

Em eleições anteriores, foi aí que candidato pouco conhecido ganhou visibilidade e que os indecisos começaram a fechar o voto.

Somando brancos, nulos e quem ainda não decidiu, há perto de dezessete pontos em jogo na rodada mais recente, sem contar quem pode simplesmente mudar de ideia.

⚖️

30 de agosto a 1º de setembro, uma campanha sai do ar e volta

🚨 Renan Santos, suspenso e liberado em 48 horas

No dia 30, o ministro Dias Toffoli, relator do registro no TSE, suspendeu a propaganda de Renan Santos em toda a internet, os repasses do Fundo Eleitoral e a participação dele em debates. A decisão veio a público na segunda, 31.

O motivo foi o uso de dezesseis perfis que só foram informados à Justiça Eleitoral em 19 de agosto, depois da campanha já ter começado. A regra é de março deste ano: perfil que não foi declarado no pedido de registro só pode entrar na campanha 48 horas depois de ser informado.

A defesa entrou com mandado de segurança e sustentou que a decisão era ilegal, entre outras razões por ter partido do próprio ministro, sem ninguém ter reclamado. Adversários diretos, entre eles Flávio Bolsonaro, Zema, Caiado e Cury, criticaram a medida em público.

No dia 1º o quadro virou. O mesmo ministro revogou as três medidas, depois que a chapa informou quando cada perfil foi criado e quando passou a ser usado. Seis deles entraram na propaganda a partir de 16 de agosto, primeiro dia permitido, o que enfraquece a conta de doze dias de atraso feita na decisão anterior.

A liberação não devolveu tudo como era antes. Os perfis voltaram ao ar em duas horas, sob multa de R$ 10 mil por hora e por perfil às plataformas, e continuam fora dos sistemas de recomendação, aqueles que empurram conteúdo para quem ainda não segue. A Procuradoria-Geral Eleitoral foi chamada a se manifestar em 24 horas, inclusive sobre possíveis infrações eleitorais e criminais.

Houve algumas horas de confusão sobre quem tinha sido liberado, e o registro fica aqui porque circulou muito. Na tarde de 1º, a equipe jurídica do candidato divulgou nota dizendo que a decisão valia só para o vice, Aroldo Medina. A leitura não se sustentou: a íntegra traz o número do registro de Renan Santos e o nome dele como requerente, a Conjur identificou a decisão pelo mesmo processo, e os perfis dele voltaram ao ar.

Leia a decisão explicada em detalhe, a repercussão que ela provocou e a íntegra da decisão que liberou a campanha.

🚀

Trinta e quatro pesquisas em setembro, e o que elas dizem juntas

Setembro teve 34 rodadas nacionais divulgadas, de 15 institutos. O retrato que sai da soma é este: Lula lidera o primeiro turno em 25, Flávio em seis, e três dão empate.

No segundo turno o quadro se inverte. O senador aparece numericamente à frente em 18 das 33 que divulgaram esse cenário, Lula em 12, e três dão empate, quase sempre por margem mínima. Os cards abaixo trazem as mais recentes, e a comparação completa está em matéria própria.

📞 Nexus/BTG, 31 de agosto

Lula 39%, Flávio Bolsonaro 33%, Augusto Cury 11%, Ronaldo Caiado 5%, Renan Santos 3%, Romeu Zema 1%.

Segundo turno: Lula 46%, Flávio 45%. Um ponto, dentro da margem.

2.005 eleitores por telefone, de 28 a 30 de agosto, nos 27 estados. Margem de dois pontos. Registro BR-08900/2026.

💻 AtlasIntel, 31 de agosto

Lula 43,4%, Flávio Bolsonaro 33,7%, Augusto Cury 7,8%, Renan Santos 7,6%, Ronaldo Caiado 3,3%, Pablo Marçal 1,9%, Romeu Zema 1,0%.

5.014 pessoas por formulário na internet, de 25 a 30 de agosto. Margem de um ponto. Registro BR-07972/2026.

🏠 Genial/Quaest, 2 de setembro

Lula 37%, Flávio Bolsonaro 30%, Augusto Cury 10%, Renan Santos 3%, e Caiado, Zema e Marçal com 1% cada.

Segundo turno: Lula 42%, Flávio 41%. Contra Cury, 40% a 34%.

2.004 entrevistas em casa, de 30 de agosto a 1º de setembro, contratadas pela Globo. Margem de dois pontos. Registro BR-07065/2026.

🏘️ Datafolha, 3 de setembro

Com Marçal na lista: Lula 39%, Flávio Bolsonaro 32%, Augusto Cury 7%, Renan Santos 4%, Ronaldo Caiado 4%, Zema 2%, Marçal 2%, Samara Martins 1%.

Sem Marçal: Lula 38%, Flávio 33%, Cury 8%.

Segundo turno: Lula 46%, Flávio 44%. Contra Caiado, 46% a 41%. Contra Zema, 48% a 39%.

2.002 entrevistas de 1º a 3 de setembro. Margem de dois pontos. Registro BR-03669/2026.

🏠 Genial/Quaest, 7 de setembro

Lula 36%, Flávio Bolsonaro 29%, Augusto Cury 8%, Renan Santos 3%, Ronaldo Caiado 3%, Zema 2%, Marçal 1%.

Segundo turno: Lula 41%, Flávio 41%. Tirar Marçal da lista não moveu os dois primeiros.

Rejeição: Flávio 55%, Lula 53%. Governo com 43% de aprovação e 50% de desaprovação.

2.004 entrevistas em casa, de 3 a 6 de setembro. Margem de dois pontos. Registro BR-01720/2026.

🌐 Palver, 9 de setembro

Lula 40%, Flávio Bolsonaro 40%, Renan Santos 11%, Augusto Cury 4%, Caiado, Zema e Marçal com 1% cada.

Segundo turno: Flávio 46%, Lula 44%, com o senador numericamente à frente.

5.000 entrevistas pela internet, de 4 a 7 de setembro, com amostragem não probabilística. Margem informada entre 2,5 e 3 pontos. Registro BR-05420/2026.

Método diferente das demais, e por isso os números não são comparáveis ponto a ponto.

🏠 Datafolha, 11 de setembro

Lula 39%, Flávio Bolsonaro 35%, Augusto Cury 6%, Ronaldo Caiado 4%, Renan Santos 3%, Zema 2%.

Segundo turno: Lula 46%, Flávio 44%, igual à rodada anterior do instituto.

A distância no primeiro turno caiu de seis para quatro pontos em uma semana. Cury recuou de 8% para 6%.

2.002 entrevistas em 125 municípios, de 8 a 10 de setembro. Margem de dois pontos. Registro BR-01833/2026.

🏠 Genial/Quaest, 14 de setembro

Lula 36%, Flávio Bolsonaro 31%, Augusto Cury 7%, Ronaldo Caiado 4%, Renan Santos 4%, Romeu Zema 2%.

Segundo turno: Flávio 42%, Lula 40%. Primeira vez que o senador aparece numericamente à frente neste instituto.

Brancos e nulos somaram 7%, e 10% não souberam responder.

2.004 entrevistas presenciais de 10 a 13 de setembro. Margem de dois pontos. Registro BR-03607/2026.

💻 AtlasIntel/Bloomberg, 17 de setembro

Lula 44,1%, Flávio Bolsonaro 41,7%, Renan Santos 5,1%, Augusto Cury 3,5%, Ronaldo Caiado 1,7%, Romeu Zema 1,1%.

Diferença de 2,4 pontos no primeiro turno, a menor da série do instituto. Brancos e nulos somaram 1,6%.

Entrevistas por formulário na internet, com recursos do próprio instituto. O cenário de segundo turno não entrou aqui porque não localizei os números.

🏘️ Datafolha, 17 de setembro

Lula 39%, Flávio Bolsonaro 36%, Augusto Cury 6%, Ronaldo Caiado 4%, Renan Santos 3%, Romeu Zema 2%.

Segundo turno: Lula 46%, Flávio 44%, sem oscilação. Contra Augusto Cury, 44% para cada um.

Na espontânea, sem lista de nomes, Lula 35% e Flávio 26%.

2.002 entrevistas de 15 a 17 de setembro. Margem de dois pontos. Registro BR-04029/2026.

🏠 Genial/Quaest, 21 de setembro

Lula 37%, Flávio Bolsonaro 33% no primeiro turno.

Segundo turno: Flávio 42%, Lula 41%, de novo dentro da margem.

2.004 entrevistas presenciais de 17 a 20 de setembro, contratadas pelo Grupo Globo. Margem de dois pontos. Registro BR-06004/2026.

📉 A diferença encolhendo dentro do mesmo instituto

Rodada isolada diz pouco, porque cada número cabe dentro da margem. A comparação que informa é a de um instituto com ele mesmo.

Na Quaest, a distância no primeiro turno foi de sete pontos em 7 de setembro, cinco em 14 e quatro em 21. No Datafolha, quatro em 11 e três em 17. Na AtlasIntel, caiu para 2,4 pontos, a menor da série dela.

No segundo turno, a Quaest mostrou Flávio numericamente à frente em duas rodadas seguidas. Empate técnico quer dizer que a pesquisa não consegue distinguir quem está na frente, e o Datafolha, com outro método, continua mostrando Lula à frente por dois pontos.

Nenhuma das quatro rodadas mais recentes foi a campo depois da sessão do Supremo marcada para 23 de setembro.

Atualização de 30 de setembro: a sessão do dia 23 acabou cancelada. Na última semana, a distância no primeiro turno voltou a abrir um pouco nos institutos presenciais: cinco pontos na Quaest de 28 de setembro, depois de quatro na rodada anterior, e quatro no Datafolha de 24. Na AtlasIntel, foi de 2,4 para 3,1 pontos em 29 de setembro. No segundo turno, a Quaest voltou a registrar empate, 42% a 42%.

🗓️ A última semana de setembro, rodada a rodada

Dezesseis rodadas nacionais saíram entre 23 e 30 de setembro. Os números abaixo são do primeiro turno estimulado e do confronto direto no segundo turno, pela ordem de divulgação.

Instituto e data Método 1º turno 2º turno
American Analytics, 23/9 Não informado Lula 38%, Flávio 34% Empate em 43%
AtlasIntel/Bloomberg, 23/9 Internet Lula 45,8%, Flávio 43,4% Lula 47,7%, Flávio 47,4%
Datafolha, 24/9 Presencial Lula 40%, Flávio 36% Lula 47%, Flávio 45%
PoderData/Aya, 24/9 Telefone Lula 41%, Flávio 39% Flávio 46%, Lula 45%
Futura, 24/9 Telefone Flávio 40,4%, Lula 38,4% Flávio 49,4%, Lula 43,7%
Real Time Big Data, 24/9 Telefone e internet Lula 41%, Flávio 37% Flávio 45%, Lula 44%
Palver, 24/9 Internet Empate em 43% Flávio 48%, Lula 45%
Nexus/BTG, 28/9 Telefone Lula 42%, Flávio 37% Lula 46%, Flávio 44%
Genial/Quaest, 28/9 Presencial Lula 39%, Flávio 34% Empate em 42%
AtlasIntel/Bloomberg, 29/9 Internet Lula 45,3%, Flávio 42,2% Flávio 47,7%, Lula 47,6%
Palver, 29/9 Internet Empate em 44% Flávio 47%, Lula 45%
Gerp, 29/9 Telefone Flávio 42%, Lula 40% Flávio 50%, Lula 43%
Vox Brasil, 29/9 Presencial Lula 41,1%, Flávio 37,8% Flávio 45,2%, Lula 44,7%
Meio/Ideia, 30/9 Telefone Lula 39,4%, Flávio 38,4% Lula 48,5%, Flávio 48%
Indexa/Broadcast, 30/9 Não informado Lula 39%, Flávio 34% Lula 43%, Flávio 42%
Futura, 30/9 Telefone Flávio 42,2%, Lula 39,4% Flávio 49%, Lula 43,5%

Os dois institutos que dão Flávio à frente no primeiro turno nesta semana, Futura e Gerp, ouvem por telefone, e a Palver, pela internet, registra empate. Nas rodadas presenciais, Datafolha, Quaest e Vox Brasil, Lula aparece à frente por três a cinco pontos. Mais uma vez, a comparação que informa é a de cada instituto com ele mesmo.

O Instituto Veritá, que anunciou uma rodada com 40,5 mil entrevistas para 26 de setembro, não teve os resultados localizados até o fechamento desta atualização. Datafolha e Real Time Big Data têm novas divulgações previstas para 1º de outubro.

🏁 As dez pesquisas da véspera

Dez rodadas nacionais saíram entre 1º e 3 de outubro, a maioria no próprio sábado. Os números abaixo seguem o padrão da tabela anterior: primeiro turno estimulado e confronto direto no segundo turno, pela ordem de divulgação.

Instituto e data Método 1º turno 2º turno
Datafolha, 1º/10 Presencial Lula 42%, Flávio 38% Lula 48%, Flávio 45%
Real Time Big Data, 1º/10 Telefone e internet Lula 43%, Flávio 39% Flávio 46%, Lula 45%
Vox Brasil, 2/10 Presencial Flávio 41,2%, Lula 40,4% Flávio 48,2%, Lula 45,2%
PoderData/Aya, 3/10 Telefone Lula 42%, Flávio 41% Empate em 46%
Gerp, 3/10 Telefone Flávio 43%, Lula 41% Flávio 49%, Lula 44%
CNT/MDA, 3/10 Presencial Lula 43,1%, Flávio 38% Lula 47,3%, Flávio 43,1%
Palver, 3/10 Internet Flávio 47%, Lula 43% Flávio 49%, Lula 44%
Futura, 3/10 Telefone Flávio 44,8%, Lula 42,6%* Flávio 48%, Lula 45,1%
Datafolha, 3/10 Presencial Lula 42%, Flávio 40% Lula 47%, Flávio 46%
Genial/Quaest, 3/10 Presencial Lula 40%, Flávio 38% Flávio 44%, Lula 42%

*Na Futura, só localizei os votos válidos do primeiro turno.

Nos votos válidos, que descontam brancos, nulos e indecisos, a foto é parecida: Datafolha de 3 de outubro, 45% a 42% para Lula; Quaest, 46% a 45%; PoderData, 45% a 43%; CNT/MDA, 47,8% a 42,1%. Gerp dá 46% a 44% para Flávio, e Futura, 44,8% a 42,6%. Nenhuma passa de 50%.

O padrão da semana anterior se manteve em parte. Os institutos que ouvem por telefone ou pela internet, como Gerp, Futura e Palver, seguem dando Flávio à frente. A novidade é a Vox Brasil, que é presencial e passou a mostrar Flávio numericamente à frente, depois de dar Lula na frente em 29 de setembro. Datafolha, Quaest e CNT/MDA, também presenciais, mantêm Lula à frente. Comparar cada instituto com ele mesmo continua sendo a leitura mais segura.

No segundo turno, só Gerp e Palver mostram Flávio à frente fora da margem de erro. Nas outras oito, a diferença cabe nela.

Atualização de 5 de outubro: a urna deu Flávio 47,03% e Lula 45,16% dos votos válidos. A ordem dos dois primeiros foi a mesma de Vox Brasil, Gerp, Palver e Futura. Datafolha, Real Time Big Data, PoderData, CNT/MDA e Quaest tinham Lula à frente. Nos votos válidos, Flávio ficou acima do teto que as seis rodadas com essa conta mostravam para ele, 46% na Gerp. Lula ficou no meio da faixa, entre os 42,6% da Futura e os 47,8% da CNT/MDA.

🚀 Cury saiu do pelotão de trás

Ele tinha 2% no Datafolha de 21 de agosto. Duas semanas depois marcou 11% na Nexus, 7,8% na AtlasIntel, 10% na Quaest e 8% na própria Datafolha, no cenário sem Marçal. Pela AtlasIntel, saiu de 1,6% em julho.

Os quatro números são diferentes e contam a mesma história: em todas as rodadas ele aparece isolado em terceiro, com folga sobre o quarto colocado.

O ponto de virada apontado é o debate da Band, justamente aquele a que Lula, Flávio e Zema não foram. Com mais espaço no palco, Cury ganhou quase dois milhões de seguidores no Instagram em dois dias.

O voto dele é jovem: 22% na faixa de 16 a 24 anos pela Nexus. E o crescimento veio principalmente de Flávio Bolsonaro, que caiu quatro pontos numa pesquisa e 2,3 na outra.

Uma ressalva que vale mais que o número: só 59% dos eleitores de Cury dizem ter decisão tomada, contra 85% dos de Lula e dos de Flávio. Voto novo é voto que ainda se move.

Atualização de 17 de setembro: depois de recuar para 6% no primeiro turno, ele apareceu empatado com Lula num cenário de segundo turno do Datafolha, 44% a 44%. É o único adversário testado que chegou a esse ponto, e mostra que perder intenção de voto no primeiro turno e ser competitivo no segundo são coisas diferentes.

Atualização de 30 de setembro: na reta final, Cury ficou entre 1% e 6,7% no primeiro turno, conforme o instituto: 5% no Datafolha de 24 de setembro, 4% na Quaest de 28 e 6,7% na Meio/Ideia de 30. No confronto direto do Datafolha, Lula abriu vantagem de 46% a 43%.

Atualização de 5 de outubro: na urna, Cury terminou em terceiro, como as pesquisas indicavam, com 2,89% dos votos válidos, ou 3.448.569 votos. A comparação com as pesquisas é aproximada: elas contam todos os entrevistados, e a urna, só os votos válidos.

🔍 Renan Santos: 3% ou 11%?

Na mesma semana, o candidato do Missão apareceu com 3% na Quaest de 2 de setembro, 4% no Datafolha de 3, 3% de novo na Quaest de 7 e 11% na Palver de 9.

Quase quatro vezes de diferença, e a explicação é de método. As três primeiras ouviram as pessoas presencialmente, sorteando pontos de coleta. A Palver ouviu pela internet, com entrevistados recrutados em vez de sorteados.

A candidatura dele nasceu de movimento organizado na internet, e é razoável que apareça mais forte justamente na pesquisa que ouve por ali. Qual das duas fotografias se aproxima da urna, só 4 de outubro dirá.

Vale um cuidado com a palavra crescimento: na estreia da própria Palver, em 10 de agosto, ele já tinha 10%. A variação de um ponto está dentro da margem.

O padrão se repetiu em setembro: 5,1% na AtlasIntel de 17, também pela internet, contra 3% no Datafolha e 4% na Quaest das mesmas semanas.

Atualização de 30 de setembro: na última semana, 8% nas duas rodadas da Palver e 5,2% na AtlasIntel de 29, as duas pela internet, contra 3% no Datafolha de 24 e na Quaest de 28, presenciais.

Atualização de 5 de outubro: na urna, Renan Santos ficou em quarto, com 2,24% dos votos válidos, ou 2.675.887 votos. O número ficou mais perto das pesquisas presenciais, de 3%, do que das feitas pela internet, de 5,2% a 8%. A comparação é aproximada, pelo mesmo motivo: pesquisa conta todos os entrevistados, e a urna, só os válidos.

🔀 Por que a mesma pesquisa tem dois placares

A Datafolha rodou dois cenários estimulados no mesmo levantamento: um com Pablo Marçal na lista e outro sem ele, já que o registro está sob julgamento e ele pode não chegar à urna.

Com Marçal: Lula 39%, Flávio 32%. Sete pontos de diferença.
Sem Marçal: Lula 38%, Flávio 33%. Cinco pontos.

Os dois números são da mesma pesquisa e ambos estão certos. O que não existe é a combinação entre eles. Se você vir por aí um placar de 38% a 32%, ele é a junção de dois cenários diferentes, e não corresponde a nenhuma tabela do instituto.

Em rodada com mais de um cenário, o número precisa vir sempre com a informação de qual cenário ele é.

Desde 11 de setembro a dúvida acabou: com o registro negado, Marçal saiu da urna, e as rodadas seguintes passaram a testar apenas o cenário sem ele.

🤔 Quatro em cada dez não sabem dizer um nome

A Quaest perguntou de dois jeitos, e a diferença entre eles é o dado mais forte da rodada.

Quando o entrevistador mostra a lista de candidatos, os indecisos são 10%. Quando ninguém mostra nada e a pessoa precisa lembrar de um nome sozinha, os indecisos viram 42%. Nesse formato, Lula faz 28% e Flávio 20%.

Os dois números são verdadeiros e medem coisas diferentes, o que explica por que apareceram manchetes com 10% e outras com 42% no mesmo dia. Reconhecer um nome numa lista é fácil. Lembrar dele sozinho, a um mês da urna, é outra história.

O lado bom para as campanhas: em 14 de agosto esse número era 51%. Está caindo.

No Datafolha de 17 de setembro, na mesma pergunta espontânea, Lula marcou 35% e Flávio 26%. Apareceu ali um detalhe que diz muito sobre memória de eleitor: 3% citaram Jair Bolsonaro, que não é candidato.

Ao reportar a rodada da Nexus, alguns veículos publicaram Lula com 37% e Flávio com 31%, além de atribuírem a Cury uma alta de nove pontos. Os números acima são os que constam do site do próprio instituto. A divergência provavelmente vem de cenários diferentes, e fica registrada aqui em vez de escondida.

🇧🇷

7 de setembro, o feriado em que a campanha ocupou a rua

Dez dos treze candidatos tiveram agenda pública no feriado da Independência, na segunda-feira. Foi o primeiro dia da campanha com grande público na rua, e cada um escolheu um palco diferente.

A divisão foi limpa. Lula ficou na cerimônia oficial em Brasília, sem agenda de campanha. A oposição foi para a manifestação, e o alvo escolhido não foi o governo: foi o Supremo.

🌹 Lula, no desfile em Brasília

Participou do desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios, com a primeira-dama. O governo definiu três eixos para a cerimônia: soberania nacional, enfrentamento à violência contra a mulher e a Copa do Mundo Feminina de 2027, que o Brasil vai sediar.

Na véspera, fez pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, também sobre soberania. Não teve agenda de campanha no feriado.

🔵 Flávio Bolsonaro, na Paulista

Comandou às 15h o ato “O Brasil vai Vencer!”, com trios elétricos perto do Masp. O discurso mirou Lula e Alexandre de Moraes, e ele disse que o consórcio entre os dois vai acabar.

Afirmou também que sua campanha sofrerá uma terceira facada, sem explicar o que seria, e que indicará cinco ministros ao STF porque Moraes vai cair.

🟠 Romeu Zema, na mesma avenida

O Novo montou ato próprio às 9h20, na esquina da Paulista com a Consolação, quase seis horas antes do de Flávio. A pauta foi crítica a Moraes, com um boneco do ministro de uniforme prisional projetado num prédio.

Zema propôs mudar a forma de indicar ministros de tribunais superiores: quer nomes com mais de 60 anos, de preferência vindos do meio acadêmico, e mais participação das instituições jurídicas na formação da lista.

📣 Renan Santos, no Obelisco

Fez ato às 11h no Obelisco do Ibirapuera, também contra o STF. Defendeu punição mais dura a ministros, incluindo afastamento do cargo e prisão.

🏥 Ronaldo Caiado, em Goiânia

Acompanhou o desfile da Independência na Avenida Tocantins, às 8h, e concedeu entrevista no local. Falou de crime organizado e disse que um país só é independente quando o cidadão pode andar na rua sem pedir licença ao crime.

Foi o único dos seis primeiros colocados a não participar de ato contra o Supremo.

🟣 Augusto Cury, em Copacabana

Começou o dia numa sabatina de rádio e televisão, das 8h às 9h, e depois fez caminhada em Copacabana, no Rio. Manteve o tom da campanha dele, sem entrar na disputa sobre o Supremo.

Prometeu financiar dez milhões de microempresas nas comunidades e criar o Banco do Empreendedor e a Escola do Empreendedor nas escolas públicas.

🎯 E os outros quatro

Rui Costa Pimenta, do PCO, e Hertz Dias, do PSTU, participaram do Grito dos Excluídos em São Paulo. Pimenta defendeu escala móvel de salários, jornada de 35 horas e Petrobras cem por cento estatal.

Samara Martins, da UP, visitou a Ocupação Welfesom Alves, em Belém. Wilson Grassi, do Democrata, gravou uma mensagem sobre a Independência.

Não localizei agenda pública de Clariana Barão, do DC, de Edmilson Costa, do PCB, nem de Pablo Marçal, do PRTB.

😬 O atrito que resumiu a disputa pela direita

Enquanto caminhava pela Paulista, Zema foi abordado por um apoiador de Flávio Bolsonaro que filmava e perguntava se ele tinha ido ali para se aproveitar da manifestação alheia, cobrando explicações por críticas que fizera ao adversário.

Zema seguiu andando sem responder. Um segurança dele empurrou o homem, que reagiu dizendo “democracia” e continuou gravando. Depois o candidato posou para fotos ao lado de bonecos infláveis de Lula e de ministros do Supremo.

O episódio dura menos de um minuto e explica bastante. Os dois atos aconteceram na mesma avenida, no mesmo dia, com a mesma pauta contra o Supremo, e mesmo assim disputaram o mesmo público. É a fotografia da briga pelo eleitorado de oposição, que na Quaest divulgada horas depois aparece com 29% para Flávio e 2% para Zema.

Vale registrar o que nenhuma pesquisa desta semana capta. Todos os campos terminaram no dia 6, e os atos aconteceram no dia 7. Se o feriado moveu alguma coisa, a resposta aparece na próxima rodada.

🏛️

3 e 4 de setembro, a crise do Supremo entra na campanha

Depois que o relatório da Polícia Federal sobre a relação do banqueiro Daniel Vorcaro com autoridades veio a público, o assunto saiu do noticiário jurídico e virou pauta de campanha, como os atos do feriado mostraram. Quase todos os presidenciáveis foram chamados a se posicionar, e as respostas separam o campo com clareza.

O que vem abaixo é registro do que cada um declarou, e não avaliação minha sobre quem tem razão.

🌹 Lula (PT)

Defendeu apuração rigorosa, nas palavras dele “doa a quem doer”, e criticou vazamento seletivo. Falou em código de ética para o Judiciário.

É o único que não citou Alexandre de Moraes pelo nome, e não mencionou impeachment.

🔵 Flávio Bolsonaro (PL)

Cobrou no plenário do Senado a abertura imediata do processo de impeachment contra Moraes e criticou a Casa por não agir.

É senador, então vota na eventual abertura do processo que ele mesmo defende.

🟠 Romeu Zema (Novo)

Foi o mais duro: além de impeachment, defendeu a prisão do ministro.

🏥 Ronaldo Caiado (PSD)

Sustentou que Moraes deve se afastar do cargo e passar por impeachment no Senado.

📣 Renan Santos (Missão)

Protocolou pedidos de impeachment contra Moraes e contra Toffoli, este último o relator que suspendeu e liberou a campanha dele em 48 horas.

🟣 Augusto Cury (Avante)

Ficou no meio: disse que o ministro deve se explicar e que o impeachment cabe apenas se houver culpa comprovada.

🎯 Por que isso mexe com a eleição

A disputa sobre o Supremo é também uma disputa sobre qual será o assunto de outubro.

Para quem lidera, a eleição ideal é sobre governo, economia e o que cada um promete fazer nos próximos quatro anos. Para quem vem atrás, quanto mais a campanha girar em torno do Judiciário, melhor, porque tira o foco do balanço do governo e reorganiza o eleitorado em torno de um tema em que a oposição fala mais alto.

Foi por isso que a campanha de Lula procurou distância do assunto e passou a apontar a crise na direção do adversário, usando as doações do Master ao filme Dark Horse. E foi por isso que o deputado Nikolas Ferreira, do PL, classificou como cortina de fumaça a divulgação de um áudio dele com o banqueiro, em que nega irregularidade.

Nenhuma das quatro pesquisas desta semana foi a campo depois de o relatório vir a público, na noite de 1º de setembro. Se isso mexe em voto, a resposta aparece na próxima rodada.

Registro ainda um detalhe que o noticiário misturou. O relatório reúne indícios levantados pela polícia, e até aqui não houve denúncia, acusação formal nem decisão judicial contra ninguém citado. Moraes nega irregularidade. Expliquei em detalhe o que o documento traz e o que ele não prova.

🚨 Em 8 de setembro, a crise chegou à Polícia Federal

Mendonça afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. A Segunda Turma formou três votos pela manutenção antes de Gilmar Mendes pedir vista, e a decisão continua em vigor. A AGU pediu a Fachin que a suspenda, alegando que escolher o comando da PF é atribuição do presidente da República.

O pedido que originou o afastamento partiu do diretório nacional do partido Novo, a mesma legenda que disputa a Presidência com Romeu Zema. Ao pedir vista, Gilmar Mendes alertou para o risco de a decisão provocar desequilíbrio na disputa eleitoral.

Escrevi o que a decisão determina e o que diz a lei, e também por que defendo a abertura dos sigilos mesmo criticando o método, essa segunda marcada como opinião.

⚖️ Onde o caso está agora

Dino mandou reintegrar os dois delegados na manhã de 9 de setembro. Na tarde do mesmo dia, Fachin suspendeu as duas decisões, manteve os delegados nos cargos e puxou os processos para a Presidência.

No mesmo movimento, tirou de Moraes o inquérito das fake news, depois de sete anos na mão dele.

O plenário julga o caso em 15 de setembro, com transmissão ao vivo, e a conduta de Mendonça fica para 23 de setembro. Duas sessões abertas sobre ministros do Supremo, no meio da campanha.

O guia da sessão está aqui.

Atualização de 22 de setembro: na sessão do dia 15, Fachin limitou o julgamento a uma única pergunta, se o Supremo investiga ou arquiva a apuração sobre as mensagens entre Vorcaro e Moraes. A conduta de Mendonça ficou para a sessão de 23 de setembro.

Atualização de 30 de setembro: na sessão do dia 15, o plenário decidiu apenas uma questão preliminar. Por 4 votos a 3, os ministros resolveram julgar separadamente os casos de Moraes e de Mendonça, e Flávio Dino pediu vista, o que suspendeu o julgamento. Em 17 de setembro, Fachin cancelou a sessão do dia 23 sobre Mendonça, que ficou sem nova data. Em 28 de setembro, o Novo pediu ao Supremo que desconsiderasse o pedido de vista. Contei como foi a sessão do dia 15.

📊

Onde a corrida está agora

O painel abaixo mostra sempre a pesquisa mais recente que entrou no sistema, e traz o nome do instituto e a data no próprio topo. Quando sai rodada nova, ele muda sozinho.

A corrida presidencial nas pesquisas

Intenção de voto no primeiro turno · Datafolha, 3 de outubro de 2026

Lula da Silva PT42,0%
vice: Geraldo Alckmin (PSB)
Flávio Bolsonaro PL40,0%
vice: Alfredo Gaspar (PL)
Ronaldo Caiado PSD4,0%
vice: Gilberto Kassab (PSD)
Augusto Cury Avante3,0%
vice: Júlio Delgado (Avante)
Renan Santos Missão3,0%
vice: Aroldo Medina (Missão)
Romeu Zema Novo1,0%
vice: Eduardo Girão (Novo)

Sem pontuação medida: Samara Martins (UP) · Clariana Barão (DC) · Edmilson Costa (PCB) · Rui Costa Pimenta (PCO) · Leonardo Avalanche (PRTB) · Hertz Dias (PSTU) · Wilson Grassi (Democrata). Não foram testados no levantamento citado ou tiveram pontuação residual, o que não os exclui da disputa.

Pesquisa é retrato de um momento, com margem de erro, e não previsão de resultado. Números de institutos diferentes não são diretamente comparáveis entre si.

⏳ Por que o painel e o texto podem mostrar números diferentes

O painel acompanha a rodada mais recente. Os trechos acima contam a história de cada pesquisa na data em que ela saiu.

Quando os dois divergem, não há erro: eles estão medindo momentos diferentes, e a data aparece nos dois lugares.

🔍

O que os institutos mediram ao longo do ano

Olhar o ano inteiro diz mais que qualquer rodada solta. Em março, por exemplo, dois institutos apontaram vencedores diferentes no segundo turno.

O que cada instituto mediu

52 rodadas, da mais recente para a mais antiga · atualizado em 3 de outubro de 2026

PoderData/Aya3 de outubro

método telefone · contratante recursos próprios · 4.000 entrevistas

Lula PT42,0%
Flávio Bolsonaro PL41,0%

2º turno: Lula 46% x Flávio Bolsonaro 46%

Campo de 30 de setembro a 2 de outubro, 4.000 entrevistas, margem de 1,5 ponto, registro BR-03519/2026. Votos válidos: Lula 45%, Flávio 43%, Cury 4%, Caiado 3%, Renan 3% e Zema 1%.

Gerp3 de outubro

método telefone · contratante recursos próprios · 2.400 entrevistas

Flávio Bolsonaro PL43,0%
Lula PT41,0%
Augusto Cury Avante4,0%
Ronaldo Caiado PSD3,0%
Renan Santos Missão2,0%

2º turno: Flávio Bolsonaro 49% x Lula 44%

Campo de 30 de setembro a 2 de outubro, 2.400 entrevistas, margem de 2 pontos, registro BR-00509/2026. Votos válidos: Flávio 46% e Lula 44%.

CNT/MDA3 de outubro

método presencial · contratante CNT · 2.007 entrevistas

Lula PT43,1%
Flávio Bolsonaro PL38,0%
Augusto Cury Avante3,2%
Ronaldo Caiado PSD3,0%
Renan Santos Missão1,5%
Romeu Zema Novo0,8%

2º turno: Lula 47,3% x Flávio Bolsonaro 43,1%

Campo de 30 de setembro a 2 de outubro, 2.007 entrevistas, margem de 2,2 pontos, registro BR-04756/2026. Votos válidos: Lula 47,8% e Flávio 42,1%.

Palver3 de outubro

método digital · contratante recursos próprios · 5.000 entrevistas

Flávio Bolsonaro PL47,0%
Lula PT43,0%
Renan Santos Missão7,0%
Augusto Cury Avante1,0%
Ronaldo Caiado PSD1,0%

2º turno: Flávio Bolsonaro 49% x Lula 44%

Campo de 30 de setembro a 3 de outubro, 5.000 entrevistas online, amostra não probabilística, margem de 2,4 pontos, registro BR-00198/2026.

Futura3 de outubro

método telefone · contratante Apex Partners · 2.000 entrevistas

Flávio Bolsonaro PL44,8%
Lula PT42,6%
Augusto Cury Avante4,1%
Ronaldo Caiado PSD3,9%
Renan Santos Missão2,8%
Romeu Zema Novo0,8%

2º turno: Flávio Bolsonaro 48% x Lula 45,1%

Atenção: aqui os números são de votos válidos, os únicos localizados para esta rodada. 2.000 entrevistas, margem de 2,2 pontos, registro BR-02431/2026.

Datafolha3 de outubro

método presencial · contratante Folha de S.Paulo e TV Globo · 4.006 entrevistas

Lula PT42,0%
Flávio Bolsonaro PL40,0%
Ronaldo Caiado PSD4,0%
Augusto Cury Avante3,0%
Renan Santos Missão3,0%
Romeu Zema Novo1,0%

2º turno: Lula 47% x Flávio Bolsonaro 46%

Campo em 3 de outubro, 4.006 entrevistas, margem de 2 pontos, registro BR-01708/2026. Votos válidos: Lula 45% e Flávio 42%.

Genial/Quaest3 de outubro

método presencial · contratante Grupo Globo · 3.702 entrevistas

Lula PT40,0%
Flávio Bolsonaro PL38,0%
Augusto Cury Avante3,0%
Ronaldo Caiado PSD3,0%
Renan Santos Missão3,0%

2º turno: Flávio Bolsonaro 44% x Lula 42%

Campo de 2 e 3 de outubro, 3.702 entrevistas, margem de 2 pontos, registro BR-02197/2026. Votos válidos: Lula 46% e Flávio 45%.

Vox Brasil2 de outubro

método presencial · contratante recursos próprios · 2.100 entrevistas

Flávio Bolsonaro PL41,2%
Lula PT40,4%
Ronaldo Caiado PSD3,3%
Renan Santos Missão2,2%
Romeu Zema Novo1,3%
Augusto Cury Avante1,2%

2º turno: Flávio Bolsonaro 48,2% x Lula 45,2%

Campo de 29 de setembro a 1º de outubro, 2.100 entrevistas presenciais, margem de 2,15 pontos, registro BR-00148/2026. Indecisos: 7%.

Datafolha1º de outubro

método presencial · contratante Folha de S.Paulo e TV Globo · 2.506 entrevistas

Lula PT42,0%
Flávio Bolsonaro PL38,0%
Augusto Cury Avante4,0%
Ronaldo Caiado PSD3,0%
Renan Santos Missão3,0%
Romeu Zema Novo1,0%

2º turno: Lula 48% x Flávio Bolsonaro 45%

Campo encerrado em 1º de outubro, 2.506 entrevistas, margem de 2 pontos, registro BR-08039/2026. Votos válidos: Lula 45% e Flávio 40%.

Real Time Big Data1º de outubro

método telefone e digital · 2.000 entrevistas

Lula PT43,0%
Flávio Bolsonaro PL39,0%
Renan Santos Missão4,0%
Augusto Cury Avante3,0%
Ronaldo Caiado PSD3,0%
Romeu Zema Novo1,0%

2º turno: Flávio Bolsonaro 46% x Lula 45%

Campo de 26 a 30 de setembro, 2.000 entrevistas, margem de 2 pontos, registro BR-09503/2026. Votos válidos: Lula 46% e Flávio 41%.

Meio/Ideia30 de setembro

método telefone · contratante Meio

Lula PT39,4%
Flávio Bolsonaro PL38,4%

2º turno: Lula 48,5% x Flávio Bolsonaro 48%

Registro BR-08706/2026.

Indexa/Broadcast30 de setembro

método não informado · contratante Agência Estado

Lula PT39,0%
Flávio Bolsonaro PL34,0%

2º turno: Lula 43% x Flávio Bolsonaro 42%

Registro BR-00698/2026.

Futura30 de setembro

método telefone

Flávio Bolsonaro PL42,2%
Lula PT39,4%

2º turno: Flávio Bolsonaro 49% x Lula 43,5%

Registro BR-01122/2026.

AtlasIntel/Bloomberg29 de setembro

método digital · contratante Bloomberg

Lula PT45,3%
Flávio Bolsonaro PL42,2%

2º turno: Flávio Bolsonaro 47,7% x Lula 47,6%

Registro BR-04391/2026. Recrutamento digital.

Palver29 de setembro

método digital · contratante recursos próprios

Lula PT44,0%
Flávio Bolsonaro PL44,0%

2º turno: Flávio Bolsonaro 47% x Lula 45%

Registro BR-02990/2026. Amostra online, não probabilística.

Gerp29 de setembro

método telefone · contratante recursos próprios

Flávio Bolsonaro PL42,0%
Lula PT40,0%

2º turno: Flávio Bolsonaro 50% x Lula 43%

Registro BR-03929/2026.

Vox Brasil29 de setembro

método presencial · contratante recursos próprios

Lula PT41,1%
Flávio Bolsonaro PL37,8%

2º turno: Flávio Bolsonaro 45,2% x Lula 44,7%

Registro BR-00895/2026.

Nexus/BTG28 de setembro

método telefone · contratante BTG Pactual · 2.000 entrevistas

Lula PT42,0%
Flávio Bolsonaro PL37,0%
Augusto Cury Avante5,0%
Ronaldo Caiado PSD5,0%
Renan Santos Missão4,0%
Romeu Zema Novo1,0%

2º turno: Lula 46% x Flávio Bolsonaro 44%

Campo de 25 a 27 de setembro, entrevistas por telefone, margem de 2 pontos, registro BR-07557/2026. Números conferidos no relatório publicado pelo próprio instituto.

Genial/Quaest28 de setembro

método presencial · contratante Grupo Globo · 2.004 entrevistas

Lula PT39,0%
Flávio Bolsonaro PL34,0%
Augusto Cury Avante4,0%
Ronaldo Caiado PSD4,0%
Renan Santos Missão3,0%
Romeu Zema Novo1,0%

2º turno: Lula 42% x Flávio Bolsonaro 42%

Campo de 24 a 27 de setembro, 2.004 entrevistas, margem de 2 pontos, registro BR-06520/2026. Brancos, nulos e quem não vai votar somam 10%, e 5% não souberam responder.

Datafolha24 de setembro

método presencial · contratante Folha de S.Paulo e Globo · 2.002 entrevistas

Lula PT40,0%
Flávio Bolsonaro PL36,0%
Augusto Cury Avante5,0%
Ronaldo Caiado PSD4,0%
Renan Santos Missão3,0%
Romeu Zema Novo1,0%

2º turno: Lula 47% x Flávio Bolsonaro 45%. Contra Augusto Cury, 46% a 43%

Campo de 22 e 23 de setembro, 2.002 entrevistas, margem de 2 pontos, registro BR-00304/2026. Brancos e nulos 5%, indecisos 2%.

PoderData/Aya24 de setembro

método telefone · contratante recursos próprios · 3.000 entrevistas

Lula PT41,0%
Flávio Bolsonaro PL39,0%
Ronaldo Caiado PSD2,0%
Romeu Zema Novo1,0%

2º turno: Flávio Bolsonaro 46% x Lula 45%

Campo de 20 a 23 de setembro, 3.000 entrevistas em 723 municípios, margem de 1,8 ponto, registro BR-01739/2026. Duas páginas do próprio Poder360 dão números diferentes para Augusto Cury (6% ou 5%) e Renan Santos (3% ou 2%), por isso os dois ficaram fora das barras.

Futura24 de setembro

método telefone · 2.000 entrevistas

Flávio Bolsonaro PL40,4%
Lula PT38,4%
Ronaldo Caiado PSD5,7%
Augusto Cury Avante5,6%
Renan Santos Missão2,4%
Romeu Zema Novo0,9%

2º turno: Flávio Bolsonaro 49,4% x Lula 43,7%

Campo de 19 a 23 de setembro, entrevistas por telefone, margem de 2,2 pontos, registro BR-05268/2026. As fontes divergem sobre quem pagou.

Real Time Big Data24 de setembro

método telefone e digital · 2.000 entrevistas

Lula PT41,0%
Flávio Bolsonaro PL37,0%
Augusto Cury Avante6,0%
Renan Santos Missão6,0%
Ronaldo Caiado PSD2,0%
Romeu Zema Novo1,0%

2º turno: Flávio Bolsonaro 45% x Lula 44%

Campo de 19 a 23 de setembro, margem de 2 pontos, registro BR-04202/2026.

Palver24 de setembro

método digital · contratante recursos próprios · 5.000 entrevistas

Lula PT43,0%
Flávio Bolsonaro PL43,0%
Renan Santos Missão8,0%
Augusto Cury Avante2,0%
Ronaldo Caiado PSD1,0%
Romeu Zema Novo1,0%

2º turno: Flávio Bolsonaro 48% x Lula 45%

Campo de 20 a 23 de setembro, recrutamento pela internet, registro BR-09587/2026. Custo de R$ 30 mil, segundo o Poder360.

American Analytics23 de setembro

método não informado · contratante Times Brasil CNBC · 2.000 entrevistas

Lula PT38,0%
Flávio Bolsonaro PL34,0%
Augusto Cury Avante5,0%
Ronaldo Caiado PSD4,0%
Renan Santos Missão4,0%
Romeu Zema Novo1,0%

2º turno: Lula 43% x Flávio Bolsonaro 43%

Campo de 15 a 20 de setembro, margem de 2,5 pontos. O registro foi divulgado como "BR-032587/26", fora do formato do TSE, e não consegui conferi-lo.

AtlasIntel/Bloomberg23 de setembro

método digital · 5.015 entrevistas

Lula PT45,8%
Flávio Bolsonaro PL43,4%
Renan Santos Missão4,5%
Augusto Cury Avante2,1%
Ronaldo Caiado PSD1,3%
Romeu Zema Novo0,9%

2º turno: Lula 47,7% x Flávio Bolsonaro 47,4%

Campo de 17 a 22 de setembro, recrutamento digital, margem de 1 ponto, registro BR-04739/2026.

Genial/Quaest21 de setembro

método presencial · contratante Grupo Globo · 2.004 entrevistas

Lula PT37,0%
Flávio Bolsonaro PL33,0%

2º turno: Flávio Bolsonaro 42% x Lula 41%, empate técnico dentro da margem

Campo de 17 a 20 de setembro, 2.004 entrevistas presenciais, margem de 2 pontos, registro BR-06004/2026, contratada pelo Grupo Globo. A lista completa de candidatos desta rodada ainda não foi lançada aqui: entraram apenas os dois primeiros colocados.

Palver21 de setembro

método digital · contratante recursos próprios · 5.000 entrevistas

Flávio Bolsonaro PL42,0%
Lula PT40,0%
Renan Santos Missão11,0%
Augusto Cury Avante2,0%
Ronaldo Caiado PSD1,0%

2º turno: Flávio Bolsonaro 47% x Lula 43%

Campo de 15 a 20 de setembro, recrutamento pela internet, registro BR-00860/2026. Uma das fontes dá Lula com 41%.

Nexus/BTG21 de setembro

método telefone · contratante BTG Pactual · 2.006 entrevistas

Lula PT40,0%
Flávio Bolsonaro PL37,0%
Augusto Cury Avante6,0%
Ronaldo Caiado PSD5,0%
Renan Santos Missão3,0%

2º turno: Lula 46% x Flávio Bolsonaro 45%

Campo de 18 a 20 de setembro, margem de 2 pontos, registro BR-00485/2026.

Datafolha17 de setembro

método presencial · contratante Globo e Folha de S.Paulo · 2.002 entrevistas

Lula PT39,0%
Flávio Bolsonaro PL36,0%
Augusto Cury Avante6,0%
Ronaldo Caiado PSD4,0%
Renan Santos Missão3,0%
Romeu Zema Novo2,0%

2º turno: Lula 46% x Flávio Bolsonaro 44%, sem oscilação. Contra Augusto Cury, empate em 44% a 44%

Campo de 15 a 17 de setembro, 2.002 entrevistas, margem de 2 pontos, registro BR-04029/2026. Na pergunta espontânea, sem lista de nomes, Lula marcou 35% e Flávio 26%.

PoderData/Aya17 de setembro

método telefone · contratante recursos próprios · 3.000 entrevistas

Lula PT37,0%
Flávio Bolsonaro PL36,0%
Augusto Cury Avante8,0%
Renan Santos Missão3,0%
Ronaldo Caiado PSD3,0%
Romeu Zema Novo1,0%

2º turno: Flávio Bolsonaro 46% x Lula 44%. Contra Augusto Cury, 45% a 42% para Cury

Campo de 13 a 16 de setembro, 3.000 entrevistas por telefone com resposta gravada, em 623 municípios, margem de 1,8 ponto, registro BR-00360/2026.

Gerp17 de setembro

método telefone · contratante recursos próprios · 2.400 entrevistas

Flávio Bolsonaro PL40,0%
Lula PT37,0%
Augusto Cury Avante7,0%
Ronaldo Caiado PSD3,0%
Renan Santos Missão2,0%
Romeu Zema Novo1,0%

2º turno: Flávio Bolsonaro 50% x Lula 43%

Campo de 14 a 16 de setembro, margem de 2 pontos, registro BR-00535/2026. As fontes divergem sobre o método (telefone ou presencial). Custo declarado de R$ 12 mil, segundo o Poder360.

AtlasIntel/Bloomberg17 de setembro

método digital · 5.018 entrevistas

Lula PT44,1%
Flávio Bolsonaro PL41,7%
Renan Santos Missão5,1%
Augusto Cury Avante3,5%
Ronaldo Caiado PSD1,7%
Romeu Zema Novo1,1%

2º turno: Flávio Bolsonaro 47,2% x Lula 46,8%

Campo de 11 a 16 de setembro, recrutamento digital, margem de 1 ponto, registro BR-06221/2026. As fontes divergem sobre quem pagou: Bloomberg ou o próprio instituto.

CNT/MDA15 de setembro

método presencial · contratante CNT · 2.002 entrevistas

Lula PT40,6%
Flávio Bolsonaro PL30,4%
Augusto Cury Avante6,0%
Ronaldo Caiado PSD3,0%
Renan Santos Missão2,7%
Romeu Zema Novo1,0%

2º turno: Lula 47,3% x Flávio Bolsonaro 40,0%

Campo de 9 a 13 de setembro, 2.002 entrevistas presenciais, margem de 2,2 pontos, registro BR-06902/2026. Parte das fontes dá Lula com 40,5%. Pablo Marçal ainda constava da lista e marcou 1,8%.

Indexa/Broadcast15 de setembro

método não informado · contratante Agência Estado · 2.000 entrevistas

Lula PT38,0%
Flávio Bolsonaro PL34,0%
Augusto Cury Avante6,0%
Ronaldo Caiado PSD4,0%
Renan Santos Missão3,0%
Romeu Zema Novo1,0%

2º turno: Lula 43% x Flávio Bolsonaro 42%

Campo de 10 a 13 de setembro, margem de 2,2 pontos, registro BR-03482/2026. Brancos e nulos 6%, não vai votar 4%, não sabe 4%.

Genial/Quaest14 de setembro

método presencial · contratante Editora Globo e Globo Comunicação · 2.004 entrevistas

Lula PT36,0%
Flávio Bolsonaro PL31,0%
Augusto Cury Avante7,0%
Ronaldo Caiado PSD4,0%
Renan Santos Missão4,0%
Romeu Zema Novo2,0%

2º turno: Flávio Bolsonaro 42% x Lula 40%, a primeira vez que o senador aparece numericamente à frente no instituto

Campo de 10 a 13 de setembro, 2.004 entrevistas, margem de 2 pontos, registro BR-03607/2026. Brancos e nulos somaram 7% e 10% não souberam responder.

Datafolha11 de setembro

método presencial · contratante Folha da Manhã e Grupo Globo · 2.002 entrevistas

Lula PT39,0%
Flávio Bolsonaro PL35,0%
Augusto Cury Avante6,0%
Ronaldo Caiado PSD4,0%
Renan Santos Missão3,0%
Romeu Zema Novo2,0%
Samara Martins UP1,0%
Rui Costa Pimenta PCO1,0%
Clariana Barão DC1,0%
Edmilson Costa PCB1,0%

2º turno: Lula 46% x Flávio Bolsonaro 44%, igual à rodada anterior do instituto

Campo de 8 a 10 de setembro, 2.002 entrevistas em 125 municípios com pessoas de 16 anos ou mais, margem de 2 pontos, registro BR-01833/2026. Entre 3 e 11 de setembro, Lula subiu 1 ponto e Flávio 2, encurtando a diferença de 6 para 4 no primeiro turno. Augusto Cury caiu de 8% para 6%, a primeira queda dele na série. 75% dos eleitores dizem estar totalmente decididos.

PoderData/Aya10 de setembro

método telefone · contratante recursos do próprio instituto · 3.000 entrevistas

Lula PT38,0%
Flávio Bolsonaro PL36,0%
Augusto Cury Avante10,0%
Renan Santos Missão3,0%
Ronaldo Caiado PSD2,0%
Pablo Marçal PRTB2,0%
Hertz Dias PSTU1,0%
Romeu Zema Novo1,0%
Rui Costa Pimenta PCO1,0%
Edmilson Costa PCB1,0%

Rodada anterior do instituto, em 3 de setembro, dava Flávio 45% x Lula 44%

Campo de 6 a 9 de setembro, 3.000 entrevistas por telefone em 623 municípios, sistema de resposta audível, margem de 1,8 ponto, registro BR-04914/2026. A diferença de 2 pontos é a menor do instituto desde maio: sete dias antes era de 3 pontos. Entre mulheres, Lula tem 45% contra 29%. A data de divulgação aparece como 9 de setembro em uma publicação e 10 em outra.

AtlasIntel10 de setembro

método digital · contratante Bloomberg

Lula PT43,0%
Flávio Bolsonaro PL37,4%

2º turno: Flávio Bolsonaro 46,4% x Lula 46,2%, dois décimos de diferença

Não localizei o número de entrevistas nem o registro no TSE até o fechamento. Os percentuais dos demais candidatos também não apareceram nas publicações consultadas, por isso só os dois primeiros constam aqui.

Palver9 de setembro

método digital · contratante recursos do próprio instituto · 5.000 entrevistas

Lula PT40,0%
Flávio Bolsonaro PL40,0%
Renan Santos Missão11,0%
Augusto Cury Avante4,0%
Ronaldo Caiado PSD1,0%
Romeu Zema Novo1,0%
Pablo Marçal PRTB1,0%

2º turno: Flávio Bolsonaro 46% x Lula 44%, empate dentro da margem

Campo de 4 a 7 de setembro, 5.000 entrevistas pela internet, amostragem não probabilística, registro BR-05420/2026. A margem aparece como 2,5 pontos numa publicação e 3 pontos em outra. Segunda rodada do instituto: na estreia, em 10 de agosto, Lula tinha 44% e Flávio 40%, com empate em 46% no segundo turno. É a única pesquisa da semana a mostrar Renan Santos com dois dígitos.

Gerp9 de setembro

método telefone · contratante Gerp Mercadologia e AESP Rádio + TV · 2.400 entrevistas

Flávio Bolsonaro PL36,6%
Lula PT34,4%
Augusto Cury Avante6,0%
Ronaldo Caiado PSD5,0%
Renan Santos Missão4,0%
Pablo Marçal PRTB2,0%
Romeu Zema Novo1,0%

2º turno: Flávio Bolsonaro 47% x Lula 40%, a maior vantagem registrada para o senador em setembro

Campo de 3 a 8 de setembro, entrevistas por telefone assistidas por computador, margem de 2 pontos, registro BR-00251/2026. Brancos e nulos somam 4% e 8% não souberam responder. No espontâneo, 27% ainda não sabem em quem votar. É a única rodada de setembro em que a diferença no segundo turno passa da margem.

Genial/Quaest7 de setembro

método presencial · contratante TV Globo e jornal O Globo · 2.004 entrevistas

Lula PT36,0%
Flávio Bolsonaro PL29,0%
Augusto Cury Avante8,0%
Renan Santos Missão3,0%
Ronaldo Caiado PSD3,0%
Romeu Zema Novo2,0%
Pablo Marçal PRTB1,0%

2º turno: Lula 41% x Flávio 41%, empate numérico, o menor placar da série

Campo de 3 a 6 de setembro, margem de 2 pontos, registro BR-01720/2026. Primeira rodada com campo inteiro depois de o relatório da PF sobre o caso Master vir a público. Rejeição: Flávio 55%, Lula 53%, Marçal 45%, Caiado 41%, Zema 39%. Governo Lula com 43% de aprovação e 50% de desaprovação.

Datafolha3 de setembro

método presencial · contratante Folha da Manhã e Globo · 2.002 entrevistas

Lula PT39,0%
Flávio Bolsonaro PL32,0%
Augusto Cury Avante7,0%
Renan Santos Missão4,0%
Ronaldo Caiado PSD4,0%
Romeu Zema Novo2,0%
Pablo Marçal PRTB2,0%
Samara Martins UP1,0%

2º turno: Lula 46% x Flávio 44%, empate técnico, margem de 2 pontos

Campo de 1º a 3 de setembro, margem de 2 pontos, registro BR-03669/2026. O instituto rodou dois cenários estimulados: com Pablo Marçal, que é o mostrado aqui, e outro sem ele, em que Lula faz 38% e Flávio Bolsonaro 33%. No espontâneo, Lula 31%, Flávio 22% e 26% de indecisos.

Genial/Quaest2 de setembro

método presencial · contratante Editora Globo e Globo Comunicação · 2.004 entrevistas

Lula PT37,0%
Flávio Bolsonaro PL30,0%
Augusto Cury Avante10,0%
Renan Santos Missão3,0%
Ronaldo Caiado PSD1,0%
Romeu Zema Novo1,0%
Pablo Marçal PRTB1,0%

2º turno: Lula 42% x Flávio 41%, empate técnico, margem de 2 pontos

Campo de 30 de agosto a 1º de setembro, margem de 2 pontos, registro BR-07065/2026. Primeira rodada do instituto no período oficial de campanha e primeira a testar Augusto Cury em segundo turno, cenário em que Lula faz 40% e Cury 34%. No cenário sem Marçal, Flávio cai para 29%. No espontâneo, 42% não souberam citar nome.

Nexus/BTG31 de agosto

método telefone · contratante BTG Pactual · 2.005 entrevistas

Lula PT39,0%
Flávio Bolsonaro PL33,0%
Augusto Cury Avante11,0%
Ronaldo Caiado PSD5,0%
Renan Santos Missão3,0%
Romeu Zema Novo1,0%

12ª rodada do instituto. Campo de 28 a 30 de agosto, margem de 2 pontos, registro BR-08900/2026. Segundo turno: Lula 46% x Flávio 45%. Primeira rodada com o horário eleitoral já em vigor.

AtlasIntel31 de agosto

método digital · contratante AtlasIntel · 5.014 entrevistas

Lula PT43,4%
Flávio Bolsonaro PL33,7%
Augusto Cury Avante7,8%
Renan Santos Missão7,6%
Ronaldo Caiado PSD3,3%

Campo de 25 a 30 de agosto, margem de 1 ponto, registro BR-07972/2026. Recrutamento digital, metodologia distinta das pesquisas presenciais.

Datafolha21 de agosto

método presencial · contratante Folha de S.Paulo · 2.058 entrevistas

Lula PT39,0%
Flávio Bolsonaro PL33,0%
Ronaldo Caiado PSD5,0%
Renan Santos Missão4,0%
Romeu Zema Novo3,0%

Primeira rodada após o início da campanha. Registro BR-04496/2026, 127 municípios. Segundo turno: Lula 47% x Flávio 43%. Aplicada ANTES do debate da Band, de 23 de agosto.

AtlasIntel/Bloombergjulho

método digital · contratante Bloomberg

Lula PT46,3%
Flávio Bolsonaro PL36,6%
Renan Santos Missão7,8%
Ronaldo Caiado PSD2,9%
Romeu Zema Novo2,0%

É a rodada usada como referência nesta reportagem.

Genial/Quaestjulho

método presencial · contratante Banco Genial · 2.004 entrevistas

Diferença de 12 pontos a favor de Lula, a maior das seis rodadas do instituto no ano

Os percentuais completos desta rodada não foram localizados em fonte pública verificável.

Datafolhamarço

método presencial · contratante Folha de S.Paulo · 2.004 entrevistas

2º turno: Lula 46% x Flávio 43%, empate técnico, margem de 2 pontos

Levantamento em 137 municípios.

AtlasIntel/Bloombergmarço

método digital · contratante Bloomberg

2º turno: Flávio 47,6% x Lula 46,6%, liderança invertida em relação ao Datafolha do mesmo mês

Recrutamento digital, metodologia distinta das pesquisas presenciais.

Genial/Quaestjaneiro

método presencial · contratante Banco Genial · 2.004 entrevistas

Lula PT35,0%
Flávio Bolsonaro PL26,0%
Ratinho Júnior PSD9,0%

Cenário considerado mais provável pelo instituto. Ratinho Júnior depois desistiu da disputa.

Como ler: Rodadas de institutos diferentes não são diretamente comparáveis entre si: variam metodologia, período de campo e cenários testados. A comparação que informa é a de cada instituto consigo mesmo ao longo do tempo.

📖 Como ler estes números sem se enganar

Pesquisa de instituto diferente não se compara com a de outro. Muda o método, muda o período em que foram a campo, muda o número de entrevistados e mudam os nomes testados. Quem entrevista na porta de casa e quem entrevista por formulário na internet alcança gente diferente.

A comparação que informa é a de cada instituto com ele mesmo, ao longo do tempo. É por isso que a sequência do Datafolha de junho, julho e agosto diz mais que qualquer número isolado.

E pesquisa é retrato de um momento, com margem de erro. Não é previsão de resultado. Entenda por que os institutos divergem.

⚖️

As outras disputas na Justiça

Além do caso de Renan Santos, há duas candidaturas com pendência própria, e o resto da lista aguardando julgamento.

🚫 Pablo Marçal, fora da urna

Registro indeferido por unanimidade em 11 de setembro, por filiação ao PRTB fora do prazo legal, somada à inelegibilidade até 2032. Ficou proibido de praticar atos de campanha e o nome saiu da urna eletrônica.

O PRTB foi autorizado a substituir a chapa, e assumiu Leonardo Avalanche, até então candidato a vice. Nenhuma das pesquisas que citei testou esse nome.

Atualização de 30 de setembro: a substituição foi registrada em 14 de setembro, com Silvia Hellen como vice. O registro de Avalanche ainda não foi julgado, e há pedido de impugnação apresentado em 17 de setembro. Ele concorre sub judice: está na urna, e os votos só valem se o registro for aprovado. As primeiras pesquisas que incluíram o nome deram entre 0% e 1%.

Atualização de 3 de outubro: Leonardo Avalanche desistiu em 30 de setembro, antes de o registro ser julgado. Doze candidatos seguem na disputa.

⚠️ Pablo Marçal

Declarado inelegível até 2032 pelo TRE-SP, decisão mantida por unanimidade em agosto. Entrou na disputa por uma liminar que autorizou a filiação ao PRTB. Declarou ainda R$ 7,4 bilhões em bens, valor que ele mesmo disse depois estar errado.

🔀 Flávio Bolsonaro

Teve o registro travado em 13 de agosto por uma alteração de filiação no sistema da Justiça Eleitoral. O TSE restabeleceu o vínculo com o PL no mesmo dia e abriu inquérito. A candidatura seguiu normalmente.

📢 A propaganda na reta final

O ministro Nunes Marques, do TSE, suspendeu provisoriamente o jingle da campanha de Lula que associa Flávio Bolsonaro ao caso Master. Em 30 de setembro, o TSE confirmou por 3 votos a 0 a retirada de mais de mil publicações que diziam, falsamente, que Flávio tiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

📋 Os demais

Como toda candidatura nesta fase, aparecem como aguardando julgamento no sistema do TSE e podem ser contestadas por impugnação dentro do prazo.

Atualização: desde 11 de setembro todas já foram julgadas e aprovadas.

Atualização de 30 de setembro: isso vale para as doze chapas originais. A de Leonardo Avalanche, registrada depois, ainda aguarda julgamento.

📄

O que cada um escreveu no plano de governo

Quem pede registro para a Presidência entrega um plano de governo junto com os documentos. A exigência está no artigo 11, parágrafo 1º, inciso IX, da Lei nº 9.504/1997, incluído pela Lei nº 12.034/2009. Esses arquivos ficam públicos no sistema da Justiça Eleitoral, de graça e sem cadastro.

A lei pede o documento e para por aí. Não fixa tamanho, não cobra meta, não pede prazo nem exige dizer de onde sai o dinheiro. Duzentas páginas com projeto datado e cinco laudas de frases bonitas cumprem a mesma exigência.

Comecei a ler esses documentos inteiros. Até aqui foram cinco dos treze, página por página.

Atualização de 30 de setembro: terminei os treze. Os planos dos seis mais citados nas pesquisas viraram a série Promessa e Constituição, um tema por matéria, e os dos outros sete estão em matéria própria.

📥 Onde baixar o plano do seu candidato

O caminho é o DivulgaCandContas, em divulgacandcontas.tse.jus.br. Escolha a eleição de 2026 e o estado, filtre pelo cargo, clique no nome do candidato e abra a área de documentos. O arquivo aparece como proposta de governo.

Funciona no celular, é gratuito e não pede cadastro. Se quiser conferir alguma coisa que eu escrever aqui, é esse o caminho até o documento original.

13 de 13
Planos já lidos
leitura concluída em setembro
836
Páginas analisadas
de 7 a 200 por documento
R$ 127 bi
Divergência num só capítulo
texto e tabela do mesmo plano
72h
Prazo para corrigir a falha
plano ruim não barra registro

🌹 Lula (PT)

84 páginas, em treze eixos. Apoia-se no que o mandato atual executa: Novo PAC, Bolsa Família, Pé-de-Meia e a expansão dos Institutos Federais. Cita a Lei Antifacção como conquista própria e condiciona o Ministério da Segurança Pública à aprovação da PEC da Segurança.

🔵 Flávio Bolsonaro (PL)

76 páginas, organizadas por público em vez de área de governo. Traz Brasil sem Medo, Brasil por Elas e Brasil sem Fila. Promete cinco presídios no modelo de El Salvador, meio milhão de vagas prisionais em quatro anos e a redução da maioridade penal.

🟠 Romeu Zema (Novo)

81 páginas. O Plano Implacável abre com carta em primeira pessoa e lista propostas por setor. Defende privatizar as estatais, classificar facções como organizações terroristas e depositar mil reais para cada brasileiro ao nascer, no programa Sócios do Brasil.

🟣 Augusto Cury (Avante)

200 páginas, o maior dos cinco. Começa por um ensaio sobre saúde emocional e detalha dezoito projetos numerados. Propõe o Ministério do Empreendedorismo, dez mil Escolas de Empreendedorismo e o Banco do Empreendedor com juros de 5% a 6% ao ano.

🟡 Renan Santos (Missão)

51 páginas, resumo executivo de um livro que o partido diz ter mais de 500. Propõe o Direito Penal do Inimigo como marco jurídico, a fusão de municípios inviáveis e a troca do Bolsa Família por frentes de trabalho obrigatórias.

📄 Ronaldo Caiado (PSD)

100 páginas, divididas em 26 temas, do ajuste fiscal ao turismo. Propõe um Sistema Nacional de Inteligência Criminal, uma rede nacional de presídios de segurança máxima e universalizar a pré-escola. Promete que toda proposta com impacto fiscal terá estimativa e fonte de recursos, mas o documento não traz nenhum custo em reais.

📥 Os outros oito

Clariana Barão, Edmilson Costa, Hertz Dias, Pablo Marçal, Rui Costa Pimenta, Samara Martins, Wilson Grassi e Ronaldo Caiado ainda estão na fila de leitura.

Não estar aqui não significa não ter proposta. Significa que a leitura não chegou.

Atualização de 30 de setembro: a leitura chegou a todos. Caiado está acima. Os sete candidatos com menos intenção de voto e o plano de Marçal estão aqui.

🔎 O primeiro achado: uma conta que não fecha

O plano do Partido Missão abre com uma PEC de ajuste fiscal. O texto do capítulo projeta economia de R$ 1,1 trilhão até 2031. Duas páginas adiante, no mesmo capítulo, a tabela que detalha medida a medida soma R$ 973 bilhões. O documento não explica a diferença.

A tabela também não fecha por dentro. Três das quatro linhas batem quando se divide o valor acumulado por cinco anos. A quarta, a da redução de isenções fiscais, traz R$ 104 bilhões acumulados e média anual de R$ 38 bilhões, o que daria R$ 190 bilhões no período.

Quem quiser saber quanto a medida economiza encontra três respostas dentro do mesmo capítulo.

🚪

Como o quadro chegou até aqui

A definição das candidaturas de 2026 teve uma peculiaridade: os partidos grandes escolheram seus nomes meses antes do prazo. Mesmo assim, a reta final guardou reviravoltas.

🚪 Quem saiu do caminho

Ratinho Júnior, que aparecia em terceiro nas pesquisas de janeiro, desistiu. Joaquim Barbosa saiu na reta final. Ciro Gomes, cortejado pelo PSDB, escolheu em maio disputar o governo do Ceará.

➕ Quem entrou no fim

Duas candidaturas não apareciam nas listas de julho e surgiram na reta final. Pablo Marçal chegou no último dia, por liminar. E o Mobiliza, que chegou a ser cotado, optou pela neutralidade.

Atualização de 30 de setembro: com o registro de Marçal negado, Leonardo Avalanche entrou no lugar dele em 14 de setembro.

Atualização de 3 de outubro: Leonardo Avalanche desistiu em 30 de setembro, antes de o registro ser julgado. Doze candidatos seguem na disputa.

🤝 A chapa do PL ficou fechada

Flávio Bolsonaro anunciou o vice em 5 de agosto: o deputado Alfredo Gaspar, de Alagoas. A chapa ficou só com nomes do PL depois que PP e Republicanos preferiram não entrar na disputa presidencial.

🏛️ A maior coligação é a de Lula

Sete legendas apoiam a reeleição, na coligação Brasil Pronto Pra Mais: a Federação Brasil da Esperança, com PT, PCdoB e PV; a Federação PSOL-Rede; mais PSB e PDT.

Atualização de 30 de setembro: a lista oficial do TSE mostra uma segunda coligação, a de Augusto Cury, com Avante e Agir. As outras onze chapas são de um partido só. MDB, Republicanos, Podemos, União Progressista, Renovação Solidária e PSDB-Cidadania ficaram neutros. Detalhei as alianças, o tempo de TV e o fundo eleitoral de cada chapa.

📌

Uma correção que mantenho registrada

Escrevi antes aqui que a pessoa só vira candidata depois que a Justiça Eleitoral aprova o registro. Lendo a lei com calma, o marco é anterior.

O artigo 16-A diz que quem está com o registro ainda não julgado pode fazer todos os atos de campanha. Se já pode fazer tudo, é porque já é candidato desde o momento em que entregou o pedido. A aprovação confirma essa condição, não cria.

Até 15 de agosto, então, o certo era falar em pré-candidato. Depois disso, é candidatura, mesmo com julgamento pendente. Foi por isso que o título mudou, mantendo o mesmo endereço.

🧵

A linha do tempo da corrida

Para quem chega agora e quer se situar sem ler tudo:

5 de julho · Primeira versão desta reportagem, ainda com o termo pré-candidatos.

15 de agosto · Encerra o prazo de registro, com treze chapas entregues no TSE.

16 de agosto · Começa oficialmente a campanha.

21 de agosto · Datafolha divulga a primeira pesquisa do novo período. Lula 39%, Flávio 33%.

23 de agosto · Debate da Band. Dos seis convidados, três aparecem.

24 a 29 de agosto · Rodada de sabatinas do Jornal Nacional. Os seis vão.

28 de agosto · Começa o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV.

30 de agosto · Toffoli assina a decisão que suspende a campanha de Renan Santos.

31 de agosto · A decisão vem a público. No mesmo dia, duas pesquisas mostram Augusto Cury em alta.

1º de setembro · Adversários criticam a decisão. A defesa anuncia mandado de segurança no TSE.

1º de setembro · Toffoli revoga as três medidas e a campanha de Renan Santos volta ao ar. No mesmo dia, o ministro André Mendonça torna público um relatório da Polícia Federal sobre o caso Master, e quatro presidenciáveis se manifestam sobre ele.

2 de setembro · Quaest mostra Lula 37% e Flávio 30%, com empate técnico no segundo turno.

3 de setembro · Datafolha mostra Lula 38% e Flávio 33% no cenário sem Marçal, e o segundo empate técnico seguido no confronto direto.

4 de setembro · A crise no Supremo entra na campanha, e cinco dos seis presidenciáveis mais bem colocados defendem impeachment ou afastamento de ministro.

4 de setembro · O TSE homologa as oito primeiras candidaturas presidenciais.

7 de setembro · Dez dos treze candidatos vão às ruas no feriado. Lula fica no desfile em Brasília, Flávio e Zema fazem atos concorrentes na Paulista e Renan Santos ocupa o Obelisco do Ibirapuera. No mesmo dia, a Quaest mostra empate de 41% a 41% no segundo turno.

8 de setembro · Mendonça afasta o diretor-geral da Polícia Federal a pedido do partido Novo. O governo recorre à Presidência do STF, e a Segunda Turma tem três votos pela manutenção antes de um pedido de vista.

9 de setembro, pela manhã · Dino manda reintegrar o diretor-geral, por entender que o partido Novo não tinha legitimidade para pedir a medida no processo penal.

9 de setembro, à tarde · Fachin suspende as duas decisões, mantém o diretor-geral no cargo e convoca sessão extraordinária do plenário para 15 de setembro.

9 de setembro · No mesmo dia da confusão no Supremo, a Palver mostra empate em 40% no primeiro turno e Flávio à frente por 46% a 44% no segundo. O campo dessa pesquisa terminou no dia 7, então nada da crise entrou nela.

10 e 11 de setembro · PoderData, AtlasIntel e Datafolha divulgam novas rodadas. A distância entre os dois primeiros encolhe em todas, e o segundo turno segue em empate técnico.

11 de setembro · A Justiça Eleitoral conclui o julgamento dos registros presidenciais. Cury é o último aprovado. Marçal tem o registro negado por unanimidade e o nome retirado da urna.

12 de setembro · Mendonça remete o caso Master à Presidência do Supremo. Fachin assume a relatoria, puxa mais dois processos e marca a segunda sessão para o dia 23.

14 de setembro · Prazo final para os tribunais julgarem todos os registros de candidatura.

14 de setembro · Prazo do TSE para julgar os registros.

14 de setembro · Quaest mostra Lula 36% e Flávio 31%, e Flávio à frente por 42% a 40% no segundo turno, o primeiro no instituto.

14 de setembro · No último dia do prazo, o PRTB registra Leonardo Avalanche no lugar de Pablo Marçal.

15 de setembro · O plenário do Supremo se reúne para decidir apenas se investiga ou arquiva a apuração sobre as mensagens entre Vorcaro e Moraes. O caso da conduta de Mendonça fica para o dia 23.

17 de setembro · AtlasIntel e Datafolha divulgam novas rodadas. O Datafolha registra empate de 44% a 44% entre Lula e Augusto Cury num cenário de segundo turno.

17 de setembro · Fachin cancela a sessão do Supremo marcada para o dia 23, sobre a conduta de Mendonça.

21 de setembro · Quaest mostra Lula 37% e Flávio 33%, e o segundo turno em 42% a 41%.

23 de setembro · A Record cancela o debate do dia 27, depois de Lula e Flávio recusarem o convite. AtlasIntel mostra Lula 45,8% e Flávio 43,4%.

24 de setembro · Datafolha mostra Lula 40% e Flávio 36%, e Lula à frente por 47% a 45% no segundo turno. Saem no mesmo dia PoderData, Futura, Real Time Big Data e Palver.

25 de setembro · Lula anuncia e publica a medida provisória que proíbe as apostas online no país.

26 de setembro · Zema mantém a candidatura e libera os candidatos do Novo a apoiar Flávio no primeiro turno.

28 de setembro · Quaest mostra Lula 39% e Flávio 34%, e empate de 42% a 42% no segundo turno. Nexus/BTG dá Lula 42% e Flávio 37%.

29 de setembro · Zema e Caiado recusam o pedido de Flávio para que deixem a disputa. Nunes Marques manda a Globo incluir Zema no debate. Começa a proibição de prender eleitores. AtlasIntel, Palver, Gerp e Vox Brasil divulgam novas rodadas.

30 de setembro · Lula confirma que não vai ao debate da Globo. O TSE confirma a retirada de publicações falsas sobre Flávio e Nossa Senhora Aparecida. Saem Meio/Ideia, Indexa/Broadcast e Futura. Leonardo Avalanche desiste da candidatura. Nunes Marques nega o pedido de Renan Santos para entrar no debate.

1º de outubro · Cármen Lúcia arquiva a ação do Missão no Supremo. Estela Aranha, do TSE, proíbe o púlpito vazio de Lula, e Gilmar Mendes manda incluir Renan Santos. Flávio desiste de ir, e a Globo cancela o debate. Último dia do horário eleitoral no rádio e na TV. Saem Datafolha e Real Time Big Data.

2 de outubro · A Justiça Eleitoral libera a caminhada de Lula em São Paulo. Sai a Vox Brasil. O prazo de emendas à MP das bets é estendido até 13 de outubro.

3 de outubro · Últimos atos de rua. Saem PoderData, Gerp, CNT/MDA, Palver, Futura, Datafolha e Quaest.

4 de outubro · Primeiro turno. Flávio Bolsonaro termina com 47,03% dos votos válidos e Lula com 45,16%. Os dois vão ao segundo turno, em 25 de outubro.

📅

O que vem pela frente

📺 28/08 a 1º/10

Horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, com programas em rede e inserções diárias.

⚖️ Até 14 de setembro

O TSE julga os pedidos de registro, incluindo as impugnações. O julgamento do registro de Renan Santos, que estava marcado, foi adiado pelo relator, e a Procuradoria-Geral Eleitoral foi chamada a se manifestar em 1º de setembro.

Cumprido: todos os registros foram julgados até 11 de setembro. O de Leonardo Avalanche, entregue depois, ainda aguarda.

🏛️ 23 de setembro

O plenário do Supremo julga a conduta do ministro André Mendonça no caso Master. É a segunda sessão aberta sobre ministros da Corte em pouco mais de uma semana, no meio da campanha.

Cancelada: Fachin desmarcou a sessão em 17 de setembro, e não há nova data.

📊 Esta semana

Novas rodadas de pesquisa: AtlasIntel em 23 de setembro, Datafolha em 24 e Instituto Veritá em 26, esta última com 40,5 mil entrevistados.

Cumprido em parte: AtlasIntel e Datafolha saíram nas datas previstas. Os resultados da Veritá de 26 de setembro não foram localizados.

📺 1º de outubro

Último debate do primeiro turno, na TV Globo, depois do Jornal Nacional, com Flávio Bolsonaro, Caiado, Cury e Zema, e sem Lula. É também o último dia do horário eleitoral e dos comícios. Datafolha e Real Time Big Data têm pesquisas previstas.

Cancelado: depois das decisões do TSE sobre o púlpito de Lula e do Supremo sobre Renan Santos, Flávio desistiu e a Globo cancelou o debate. As duas pesquisas saíram.

🚶 3 de outubro

Último dia para carreatas, caminhadas e distribuição de material de campanha, até as 22h.

Cumprido: Lula caminhou em São Paulo, e os demais fizeram os últimos atos em São Paulo, no Rio e em Goiás.

🗳️ 4 de outubro

Primeiro turno, das 8h às 17h. Segundo turno em 25 de outubro, se ninguém passar da metade dos votos válidos.

Atualização de 3 de outubro: o horário é o de Brasília no país todo, e quem estiver na fila às 17h vota. Basta um documento oficial com foto, como o e-Título com foto, o RG ou a CNH. O celular não entra na cabine, mas uma “cola” em papel pode. São mais de 158,7 milhões de eleitores aptos. Os resultados começam a ser divulgados às 17h no site e no aplicativo do TSE.

Cumprido: com 100% das seções, Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%. Como nenhum passou da metade, os dois voltam às urnas.

🗳️ 25 de outubro

Segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula, das 8h às 17h, no horário de Brasília. No mesmo dia, sete estados escolhem governador: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Tocantins.

🧭

Continue acompanhando

Intenções de voto conforme as pesquisas citadas em cada trecho, com instituto, data, número de entrevistas e registro na Justiça Eleitoral. Datafolha de 21 de agosto de 2026, registro BR-04496/2026, 2.058 entrevistas em 127 municípios. Nexus/BTG de 31 de agosto de 2026, registro BR-08900/2026, 2.005 entrevistas por telefone. AtlasIntel de 31 de agosto de 2026, registro BR-07972/2026, 5.014 entrevistas por formulário eletrônico. Genial/Quaest de 2 de setembro de 2026, registro BR-07065/2026, 2.004 entrevistas presenciais de 30 de agosto a 1º de setembro, contratada pela Editora Globo e pela Globo Comunicação e Participações. Datafolha de 3 de setembro de 2026, registro BR-03669/2026, 2.002 entrevistas de 1º a 3 de setembro, contratada pelo grupo Folha da Manhã e por empresas do Grupo Globo, com dois cenários estimulados, um com e outro sem Pablo Marçal. Declarações dos presidenciáveis sobre a crise no Supremo conforme registro público em plenário, em redes sociais e em entrevistas, entre 1º e 4 de setembro de 2026. Rodadas anteriores conforme divulgação dos respectivos institutos. Pesquisas eleitorais são retratos de um momento e têm margem de erro; não são previsões de resultado. Rodadas de institutos diferentes não são diretamente comparáveis entre si. Relação de candidaturas conforme o sistema DivulgaCandContas do Tribunal Superior Eleitoral. Base legal citada: Lei nº 9.504/1997, artigos 9º, 11 e 16-A. Todos os registros seguem sujeitos a julgamento pela Justiça Eleitoral. Planos de governo conforme os documentos registrados na Justiça Eleitoral, lidos na íntegra por mim; contagem de páginas apurada nos arquivos PDF. Sabatinas do Jornal Nacional conforme a programação divulgada pela emissora e a repercussão publicada por Poder360, Agência Lupa, Metrópoles e O Tempo. Decisões do ministro Dias Toffoli no registro de candidatura de Renan Santos nº 0601415-52.2026.6.00.0000, assinadas em 30 de agosto e em 1º de setembro de 2026, esta última lida na íntegra. Nota da equipe jurídica do candidato divulgada em 1º de setembro de 2026. Genial/Quaest de 7 de setembro de 2026, registro BR-01720/2026, 2.004 entrevistas domiciliares de 3 a 6 de setembro, contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo. Agendas dos candidatos no 7 de setembro conforme divulgação das próprias campanhas e cobertura de Poder360, Jovem Pan, Metrópoles, Exame e Revista Oeste na mesma data. Decisão do ministro André Mendonça de 8 de setembro de 2026 sobre o comando da Polícia Federal, conforme cobertura de Agência Brasil, Metrópoles e Brasil 247. Palver de 9 de setembro de 2026, registro BR-05420/2026, 5.000 entrevistas online de 4 a 7 de setembro, com amostragem não probabilística e recursos do próprio instituto. Datafolha de 11 de setembro de 2026, registro BR-01833/2026, com 2.002 entrevistas de 8 a 10 de setembro. Gerp, PoderData/Aya e AtlasIntel divulgadas entre 9 e 10 de setembro de 2026. Decisões do Supremo Tribunal Federal de 9 e 12 de setembro de 2026 e convocação das sessões plenárias de 15 e 23 de setembro. Genial/Quaest de 14 de setembro de 2026, registro BR-03607/2026, 2.004 entrevistas presenciais de 10 a 13 de setembro. AtlasIntel/Bloomberg divulgada em 17 de setembro de 2026. Datafolha divulgado em 17 de setembro de 2026, registro BR-04029/2026, 2.002 entrevistas de 15 a 17 de setembro. Genial/Quaest de 21 de setembro de 2026, registro BR-06004/2026, 2.004 entrevistas presenciais de 17 a 20 de setembro, contratada pelo Grupo Globo. Julgamento dos registros presidenciais pelo TSE em 4 e 11 de setembro de 2026, incluindo o indeferimento do registro de Pablo Marçal e a substituição da chapa pelo PRTB. Sessão plenária do Supremo Tribunal Federal de 15 de setembro de 2026, com objeto delimitado pela Presidência da Corte. Levantamento fechado em 22 de setembro de 2026, sem o resultado da sessão do dia 15 e sem o cenário de segundo turno da AtlasIntel de 17 de setembro. Atualização de 30 de setembro de 2026: pesquisas nacionais divulgadas entre 23 e 30 de setembro conforme os relatórios dos institutos, quando acessíveis, e a divulgação da imprensa, entre elas Datafolha de 24 de setembro, registro BR-00304/2026; Genial/Quaest de 28 de setembro, registro BR-06520/2026; Nexus/BTG de 28 de setembro, registro BR-07557/2026; AtlasIntel/Bloomberg de 29 de setembro, registro BR-04391/2026; Palver de 29 de setembro, registro BR-02990/2026; Gerp, registro BR-03929/2026; Vox Brasil, registro BR-00895/2026; Meio/Ideia, registro BR-08706/2026; Indexa/Broadcast, registro BR-00698/2026; e Futura, registro BR-01122/2026. Coligações conforme a lista de partidos, federações e coligações publicada pelo TSE no Diário da Justiça Eletrônico. Situação do registro de Leonardo Avalanche conforme CNN Brasil em 28 de setembro. Cancelamento da sessão do Supremo de 23 de setembro conforme O Povo e Jornal de Brasília; resultado da sessão de 15 de setembro conforme Migalhas. Debate da TV Globo conforme Terra, Poder360, Correio Braziliense, CartaCapital e CNN Brasil. Decisões do TSE sobre propaganda conforme Poder360, CNN Brasil e Migalhas. Regras dos últimos dias conforme o calendário eleitoral do TSE e o art. 236 do Código Eleitoral. Atualização de 3 de outubro de 2026: pesquisas nacionais divulgadas entre 1º e 3 de outubro conforme os relatórios dos institutos, quando acessíveis, e a divulgação da imprensa (Gazeta do Povo, Exame, CNN Brasil, Terra, InfoMoney e Band); os sites de alguns institutos não abriram para consulta. Registros: Datafolha de 1º de outubro, BR-08039/2026; Real Time Big Data, BR-09503/2026; Vox Brasil, BR-00148/2026; PoderData/Aya, BR-03519/2026, conforme relatório publicado pelo Poder360; Gerp, BR-00509/2026; CNT/MDA, BR-04756/2026; Palver, BR-00198/2026; Futura, BR-02431/2026; Datafolha de 3 de outubro, BR-01708/2026, 4.006 entrevistas feitas no próprio dia 3, conferido também no Metrópoles; Genial/Quaest de 3 de outubro, BR-02197/2026, 3.702 entrevistas. Cancelamento do debate da Globo, decisões de Estela Aranha, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Nunes Marques e declaração de Flávio Bolsonaro conforme Terra, Metrópoles e Congresso em Foco de 30 de setembro e 1º de outubro. Checagens da entrevista de Lula ao Flow e da live de Flávio conforme Agência Lupa e Aos Fatos, 1º de outubro. Desistência de Leonardo Avalanche conforme Correio Braziliense e Jovem Pan. Pedido de Pablo Marçal conforme O Tempo; posição de Zema conforme CNN Brasil, 2 de outubro. Agendas de 3 de outubro conforme Agência Brasil e O Tempo. Medida Provisória 1.394/2026 conforme a página da matéria no Congresso Nacional. Regras do dia da votação e número de eleitores conforme o TSE.
Atualização de 5 de outubro de 2026: resultado do primeiro turno conforme a página Resultados do TSE, com 100% das seções totalizadas, a mesma base do resultado da apuração. Pesquisas da véspera comparadas com a urna pelos votos válidos que cada instituto divulgou. Horários e locais conforme Correio Braziliense e G1, para Flávio; Correio Braziliense e R7, para Lula; CNN Brasil e UOL, para Zema, Caiado, Renan Santos e Cury. O celular de Zema na cabine e a informação de que o TRE-MG vai apurar, conforme o UOL. A acusação da bandeira, conforme a Lupa e o UOL Confere; o vídeo cortado publicado por Pablo Marçal, conforme o R7. Não localizei, nesses veículos, onde votaram Samara Martins, Hertz Dias, Edmilson Costa, Rui Costa Pimenta, Wilson Grassi e Clariana Barão.

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Comentários 1

  • Adriano Cunha BritoRio de Janeiro

    Qual a data que poderemos saber todas as datas 100% confirmadas? das candidaturas oficiais?

    Resposta da redação

    Olá, após o dia 15 de Agosto. Obrigado por sua audiência!

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