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Fórmula 1 x Fórmula Indy: a história paralela das duas maiores categorias de monopostos

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Esportes · Automobilismo

Uma nasceu nos Grand Prix da Europa, a outra num oval de tijolos em Indianápolis. Há mais de um século, as duas tradições disputam o topo do automobilismo

A Fórmula 1 e a Fórmula Indy correm com carros de roda descoberta, pilotos de um lugar só e velocidades que passam de 350 km/h. Por fora, parecem primas. Por dentro, têm histórias, regras e filosofias opostas: a F1 é uma disputa entre fábricas, e a Indy, uma disputa entre pilotos com carros quase iguais. E o Brasil tem capítulos importantes nas duas.

1911
Primeira edição das 500 Milhas de Indianápolis
vencida por Ray Harroun
1950
Primeira corrida do Mundial de F1
em Silverstone, na Inglaterra
8
Vitórias de brasileiros nas 500 Milhas
quatro delas de Hélio Castroneves
🏁

As origens: Grand Prix e tijolos

Critério Fórmula 1 Fórmula Indy
Raiz Os Grand Prix europeus, desde 1906 As 500 Milhas de Indianápolis, desde 1911
Primeiro campeonato mundial ou nacional 1950, com Giuseppe Farina campeão Campeonatos nacionais da AAA desde o início do século 20
Quem manda FIA (regras) e Liberty Media (negócio) Penske Entertainment, dona da categoria e do autódromo de Indianápolis
Pistas Circuitos mistos e de rua no mundo todo Ovais, mistos e de rua, quase todos nos Estados Unidos

Fórmula 1: filha dos Grand Prix

O primeiro Grand Prix da história foi disputado em 26 de junho de 1906, em Le Mans, na França, organizado pelo Automóvel Clube da França. Venceu o húngaro Ferenc Szisz, de Renault. Nas décadas seguintes, as corridas de Grand Prix viraram vitrine das fábricas europeias, mas só depois da Segunda Guerra ganharam um campeonato mundial. A primeira corrida do Mundial de Fórmula 1 foi em 13 de maio de 1950, em Silverstone, na Inglaterra, diante do rei George VI e de cerca de 120 mil pessoas. Giuseppe Farina venceu com uma Alfa Romeo e foi o primeiro campeão.

A F1 que se conhece foi moldada por Bernie Ecclestone, que comprou a equipe Brabham em 1972, liderou a associação das equipes e ficou com os direitos comerciais e de televisão por cerca de 40 anos. Em janeiro de 2017, o grupo americano Liberty Media concluiu a compra da categoria por US$ 4,7 bilhões.

Fórmula Indy: filha de um autódromo

O Indianapolis Motor Speedway foi inaugurado em 1909, com piso de tijolos que deu ao autódromo o apelido de “Brickyard”, o pátio de tijolos. Em 30 de maio de 1911, 40 carros largaram para a primeira edição das 500 Milhas de Indianápolis, vencida por Ray Harroun, com média de 74,59 milhas por hora. A prova virou o centro de um campeonato nacional americano, organizado pela Associação Automobilística Americana (AAA) até 1955 e pelo United States Auto Club (USAC) a partir de 1956.

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A Indy que se dividiu e se reencontrou

A história da Indy tem um capítulo que a F1 nunca viveu: uma divisão que durou 12 anos.

  • 1978: donos de equipe como Roger Penske, Dan Gurney e Pat Patrick criam a CART, que passa a organizar o campeonato no lugar do USAC.
  • 1994 a 1996: Tony George, neto de Tony Hulman, dono do autódromo de Indianápolis, cria a Indy Racing League (IRL), que estreia em 1996 com uma regra que reservava 25 das 33 vagas das 500 Milhas para os seus pilotos. As equipes da CART boicotam a prova.
  • 26 de maio de 1996: no mesmo dia, a IRL corre as 500 Milhas de Indianápolis e a CART corre a US 500, em Michigan. É o símbolo do racha.
  • 2003 a 2008: a CART vai à falência e vira Champ Car. Em fevereiro de 2008, as duas categorias se unificam.
  • 2020: Roger Penske compra a IndyCar e o autódromo de Indianápolis. Em 2025, a Fox comprou um terço da empresa.

O racha coincidiu com a era de ouro dos brasileiros na Indy, e parte dos títulos brasileiros foi conquistada na CART, que reunia a maioria das grandes equipes.

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Fábricas contra carros iguais

A diferença mais importante entre as duas está na regra de quem faz o carro.

Fórmula 1: cada equipe é uma fábrica

  • Construtores. Cada equipe precisa projetar e ser dona do chassi e das peças aerodinâmicas. Motor e câmbio podem ser comprados de outra equipe. Por isso, o carro pesa tanto quanto o piloto no resultado.
  • Motores. A F1 passou pelos V10 e pelos V8 de 2,4 litros até 2013. Desde 2014, usa motores V6 de 1,6 litro turbo com sistema híbrido.
  • O regulamento de 2026. A maior mudança em uma década: a potência passou a vir quase metade do motor a combustão e metade da parte elétrica, que saltou de 120 para 350 kW. O combustível é 100% sustentável, as asas dianteira e traseira se ajustam durante a volta, e os carros ficaram mais curtos, 10 centímetros mais estreitos e 30 quilos mais leves.
  • Dinheiro. Desde 2021, há teto de gastos. Em 2026, ele é de US$ 215 milhões por equipe por ano, valor que passou a incluir itens que antes ficavam de fora da conta.
  • Velocidade. O recorde em corrida é de 372,5 km/h, de Valtteri Bottas, no GP do México de 2016.

Fórmula Indy: todos com o mesmo chassi

  • Chassi único. Todas as equipes usam o mesmo chassi, feito pela italiana Dallara, o DW12, que estreou em 2012 e leva as iniciais de Dan Wheldon, piloto que morreu em 2011. Desde 2018 o pacote aerodinâmico é igual para todos, e desde 2020 os carros têm o aeroscreen, a proteção de cabine desenvolvida com a Red Bull.
  • Motores. V6 de 2,2 litros com dois turbos, fornecido por Honda e Chevrolet. Em julho de 2024, a categoria adotou um sistema híbrido com ultracapacitores, que junto com o botão de ultrapassagem leva a potência a mais de 800 cavalos.
  • O carro de 2028. Apresentado em julho de 2026, também da Dallara, terá motor V6 de 2,4 litros com até 760 cavalos, sistema híbrido com bateria e cerca de 45 quilos a menos.
  • Pistas. Em 2026 foram 18 corridas: seis em ovais, seis em mistos e seis de rua.
  • Velocidade. Nos ovais, a Indy é mais rápida que a F1. O recorde de Indianápolis é de Arie Luyendyk, em 1996: 237,498 milhas por hora numa volta, cerca de 382 km/h. A pole de 2026, de Álex Palou, foi a cerca de 374 km/h de média.

Em resumo. Na F1, o carro é a principal arma, e a equipe mais rica tende a ganhar. Na Indy, os carros são parecidos, e o acerto, a estratégia e o piloto fazem mais diferença. Por isso, a F1 costuma ter longas eras de domínio de uma equipe, e a Indy, temporadas mais imprevisíveis.

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Os maiores campeões

Categoria Piloto Títulos Marca
F1 Michael Schumacher 7 (1994, 1995 e 2000 a 2004) 91 vitórias
F1 Lewis Hamilton 7 (2008, 2012 a 2015 e 2017 a 2020) 106 vitórias, recorde
Indy A.J. Foyt 7 67 vitórias, recorde; 4 vitórias nas 500 Milhas
Indy Scott Dixon 6 Segundo maior campeão da história
Indy Álex Palou 5 (2021 e 2023 a 2026) Quatro títulos seguidos
  • Na F1, Schumacher e Hamilton dividem o recorde de sete títulos. Hamilton tem o de vitórias: a 106ª veio em junho de 2026, em Barcelona, a primeira dele pela Ferrari. Max Verstappen foi tetracampeão seguido, de 2021 a 2024, e Lando Norris, da McLaren, ganhou o título de 2025 por dois pontos, na última corrida.
  • Na Indy, A.J. Foyt tem sete títulos e 67 vitórias, e é um dos quatro pilotos que venceram as 500 Milhas quatro vezes, ao lado de Al Unser, Rick Mears e do brasileiro Hélio Castroneves. O espanhol Álex Palou fechou em 30 de agosto de 2026, em Milwaukee, o quinto título, o quarto seguido, com seis vitórias no ano. Só está atrás de Foyt e de Scott Dixon.
🇧🇷

O Brasil nas duas

Piloto Fórmula 1 Fórmula Indy
Emerson Fittipaldi Campeão em 1972 e 1974 Campeão da CART em 1989; venceu as 500 Milhas em 1989 e 1993
Nelson Piquet Campeão em 1981, 1983 e 1987 Não disputou temporada completa
Ayrton Senna Campeão em 1988, 1990 e 1991; 41 vitórias Não correu
Gil de Ferran Não correu Campeão da CART em 2000 e 2001; venceu as 500 Milhas em 2003
Cristiano da Matta Correu pela Toyota em 2003 e 2004 Campeão da CART em 2002
Tony Kanaan Não correu Campeão da IRL em 2004; venceu as 500 Milhas em 2013
Hélio Castroneves Não correu Venceu as 500 Milhas em 2001, 2002, 2009 e 2021

Emerson foi campeão da F1 aos 25 anos, o mais jovem da história até 2005, e depois abriu o caminho dos brasileiros nos Estados Unidos. Nos anos 1990 e 2000, o Brasil teve mais campeões na Indy que na F1. Nas 500 Milhas, pilotos brasileiros somam oito vitórias. Gil de Ferran, morto em dezembro de 2023, ainda tem o recorde de volta mais rápida num circuito fechado: 241,428 milhas por hora, cerca de 388,5 km/h, em Fontana, em 2000.

Em 2026, o Brasil tem um piloto em cada categoria. Na F1, Gabriel Bortoleto corre pela Audi, que comprou a Sauber, e marcou todos os dez pontos da equipe até o GP do Azerbaijão; a Audi já confirmou o brasileiro para 2027. Na Indy, o paulistano Caio Collet fez a temporada completa pela equipe de A.J. Foyt e liderou nove voltas nas 500 Milhas antes de bater na volta 191. Hélio Castroneves disputou só as 500 Milhas e virou o piloto com mais quilômetros percorridos na história da prova. A Indy correu em São Paulo de 2010 a 2013, no circuito de rua do Anhembi, e negocia uma volta ao Brasil em Goiânia, sem data confirmada.

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Os que venceram nos dois mundos

  • Jim Clark: venceu as 500 Milhas e o título da F1 no mesmo ano, 1965. É o único.
  • Graham Hill: venceu as 500 Milhas em 1966 e é o único dono da Tríplice Coroa do automobilismo: título da F1, 500 Milhas e 24 Horas de Le Mans.
  • Mario Andretti: venceu as 500 Milhas em 1969 e foi campeão da F1 em 1978. É o único piloto que soma as 500 Milhas de Indianápolis, as 500 Milhas de Daytona, da NASCAR (1967), e um título da F1.
  • Nigel Mansell: campeão da F1 em 1992, foi para a CART e ganhou o título de 1993 como estreante. Por uma semana, foi ao mesmo tempo o campeão vigente das duas.
  • Alexander Rossi (2016), Takuma Sato (2017 e 2020) e Marcus Ericsson (2022): outros vencedores das 500 Milhas que passaram antes pela F1.
  • Jacques Villeneuve: venceu as 500 Milhas e o título da CART em 1995 e, dois anos depois, foi campeão da F1.
  • Juan Pablo Montoya: venceu as 500 Milhas em 2000 e em 2015, com 15 anos de intervalo, recorde da prova, e correu na F1 entre as duas vitórias.
  • Fernando Alonso: bicampeão da F1, tentou as 500 Milhas três vezes. Em 2017, liderou e abandonou com o motor quebrado; em 2019, não conseguiu se classificar; em 2020, terminou em 21º.
  • Em 2026: Mick Schumacher, filho do heptacampeão, estreou na Indy pela Rahal Letterman Lanigan, foi o melhor estreante das 500 Milhas, em 18º, e vai para a Meyer Shank em 2027. Romain Grosjean, ex-F1, voltou à categoria pela Dale Coyne. O americano Colton Herta fez o caminho contrário, deixou a Indy para tentar a F1 e é reserva da nova equipe Cadillac.
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Guia de telas

Fórmula 1

  • Grand Prix (1966). De John Frankenheimer, com James Garner. Ganhou três Oscars e é referência em cenas de corrida.
  • Senna (2010). Documentário de Asif Kapadia sobre Ayrton Senna, premiado no Bafta e em Sundance.
  • Rush: No Limite da Emoção (2013). De Ron Howard, conta a rivalidade entre James Hunt e Niki Lauda em 1976.
  • F1: O Filme (2025). De Joseph Kosinski, com Brad Pitt. Passou de US$ 600 milhões de bilheteria e ganhou o Oscar de Melhor Som.
  • F1: Dirigir para Viver (Netflix). A série que popularizou a F1 entre novos fãs estreou em 2019 e chegou à oitava temporada em fevereiro de 2026.
  • Senna (Netflix, 2024). Série de ficção com Gabriel Leone no papel do piloto.

Fórmula Indy

  • Winning (1969). Com Paul Newman, filmado durante cerca de seis semanas no próprio autódromo de Indianápolis. Newman depois virou piloto e dono de equipe na Indy.
  • Alta Velocidade (Driven, 2001). De Renny Harlin, com Sylvester Stallone. Se passa na CART, porque a F1 não apoiou o projeto, e usa imagens do GP do Rio de 2000.
  • 100 Days to Indy. Série documental sobre os bastidores da preparação para as 500 Milhas. As duas primeiras temporadas passaram na The CW, em 2023 e 2024, e a terceira estreou na Fox Nation em 2025.
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A temporada 2026 e onde assistir

Fórmula 1. Depois do GP do Azerbaijão, em 26 de setembro, o italiano Andrea Kimi Antonelli, da Mercedes, lidera com 302 pontos, 66 à frente do companheiro George Russell. A temporada teve duas corridas canceladas por causa da guerra no Oriente Médio, e o GP do Bahrein foi remarcado para a Malásia. O GP de São Paulo, em Interlagos, será de 6 a 8 de novembro, e o contrato do autódromo vai até 2030. No Brasil, a F1 voltou à Globo em 2026, com corridas na TV Globo, no SporTV e no Globoplay, depois de cinco temporadas na Band.

Fórmula Indy. A temporada acabou em 6 de setembro, em Laguna Seca, com vitória de Scott McLaughlin. Álex Palou foi campeão com 631 pontos, contra 545 de Kyle Kirkwood, que venceu a inédita Freedom 250, corrida de rua em Washington. A edição de 2026 das 500 Milhas teve a chegada mais apertada da história: Felix Rosenqvist venceu David Malukas por 0,0233 segundo. No Brasil, a Indy passou a ser transmitida pela Band em 2026, com contrato até 2028.

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Duas escolas de velocidade

A Fórmula 1 é a competição das fábricas, dos orçamentos gigantes e da tecnologia que depois chega aos carros de rua, com eras marcadas por equipes dominantes. A Fórmula Indy é a competição dos ovais, dos carros iguais e das corridas decididas no detalhe, com a tradição de um evento que já passou dos cem anos. Uma não é a versão americana da outra: são duas escolas de velocidade, e o Brasil tem ídolos nas duas.

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Nota de método

Os números foram conferidos nos sites oficiais da F1, da FIA, da IndyCar e do autódromo de Indianápolis, e na imprensa especializada. A classificação da F1 é a do fim de semana do GP do Azerbaijão, e a da Indy, a final de 2026.

Texto de Alexander Moraes, estudante de jornalismo.

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Fontes

Fórmula 1: formula1.com (primeira corrida de 1950; compra pela Liberty; título de Norris em 2025; calendário 2026; regulamento de motores 2026); FIA (regulamento 2026); Motor Sport Magazine (GP da França de 1906; donos da F1; Audi); Autosport (Ecclestone); Motorsport.com (teto de gastos; vitórias; bilheteria de F1: O Filme); Williams (recordes de velocidade); PlanetF1 (Barcelona 2026; campeões mais jovens); RaceFans e GPFans (Azerbaijão 2026 e classificação); Sky Sports (calendário alterado); Racer (contrato de Interlagos); CNN Brasil (campeões brasileiros; Audi confirma Bortoleto; transmissão da Globo); Lance (pontos de Bortoleto); Guinness World Records; Itatiaia (Oscar de Melhor Som); Omelete (Dirigir para Viver); Netflix (série Senna); Britannica (Rush); site de Asif Kapadia (Senna).

Fórmula Indy: indianapolismotorspeedway.com (donos do autódromo; tetracampeões das 500 Milhas; recorde de Luyendyk; Indy 500 de 2026; filmes); indycar.com (Penske; híbrido; carro de 2028; calendário 2026; títulos de Palou; Foyt; Gil de Ferran; Kanaan; Caio Collet; Mick Schumacher; Grosjean; livro de recordes); History.com (primeira Indy 500); Indy Encyclopedia (USAC); PlanetF1 (racha e reunificação); Yahoo Sports (história oral de 1996; classificação final 2026; Alonso); Autosport (DW12); The Race (Luyendyk; Mansell); Racer (orçamentos; título de 2026; Washington); Fox Sports (pole de 2026); Motor Sport Magazine (vencedores da Indy 500 com passagem pela F1); USAC Hall of Fame (Mario Andretti); Motorsports Hall of Fame (Emerson Fittipaldi); Toyota (Cristiano da Matta); F1Mania (brasileiros na Indy 500); ESPN (São Paulo Indy 300); Grande Prêmio (Goiânia); AdoroCinema (Alta Velocidade); PR Newswire (100 Days to Indy); Máquina do Esporte e Band (transmissão).

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