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Obra da Roberto Marinho: quando começa e quando termina

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São Paulo · Roberto Marinho

Obra da Roberto Marinho: quando começa e quando termina

O contrato começou a contar em fevereiro, mas o que está em andamento são projetos e estudos. Montei o calendário oficial fase por fase, mostro o que ainda falta para as máquinas entrarem e onde as datas da Prefeitura não batem.

24/02/2026
Início do contrato
ordem de serviço (grupo gestor)
1,3%
Medido até junho
R$ 27,4 mi de R$ 2,2 bi (grupo gestor)
12 meses
Fase de projetos
antes das obras civis (Prefeitura)
fev/2030
Entrega prevista
grupo gestor fala em junho (Prefeitura)

⏱️ Em 1 minuto

Começou?: o contrato, sim, em 24 de fevereiro de 2026. A obra pesada, não: a fase atual é de projetos, sondagens e vistorias.

Máquinas: sem data oficial. Pela conta dos 12 meses de projetos, não antes de fevereiro de 2027.

Entrega: fevereiro de 2030 pela Prefeitura; junho de 2030 pelo grupo gestor da operação.

Licença ambiental: só o roteiro do estudo foi aprovado, em outubro. O estudo ainda vai ser feito.

Trecho final: a ponta até a Imigrantes ficou fora do decreto e ainda depende de uma lei de melhoramento viário, sem publicação até agora.

Dinheiro: o caixa livre da operação cobre cerca de um quinto do contrato.

🗓️

A resposta curta

Começou? No papel, sim. O contrato com a Acciona começou a contar em 24 de fevereiro de 2026, quando saiu a ordem de serviço (grupo gestor da operação, agosto de 2026). Mas o que está em andamento são projetos e estudos, não a obra pesada. Até junho, só 1,3% do contrato tinha sido medido, cerca de R$ 27,4 milhões (grupo gestor da operação, agosto de 2026).

Quando entram as máquinas? A Prefeitura diz que a fase de projetos e estudos dura cerca de 12 meses e vem antes das obras (Prefeitura, 18/09/2026). Não há data oficial para o começo dos túneis e viadutos. Pela conta dos 12 meses a partir da ordem de serviço, a obra pesada não começaria antes de fevereiro de 2027 (conta minha).

Quando termina? A previsão oficial é fevereiro de 2030, para a ligação com a Imigrantes e o parque linear (Prefeitura, 18/09/2026). Num documento de agosto, o grupo gestor da Operação Urbana Água Espraiada, que acompanha o dinheiro da obra, fala em junho de 2030 (grupo gestor da operação, agosto de 2026). As duas datas são oficiais e não batem.

Em uma frase: o relógio do contrato está correndo desde fevereiro, a obra de verdade deve começar em 2027 e a entrega prometida é para o primeiro semestre de 2030, se nada travar no caminho.

📅

O calendário, fase por fase

O contrato tem 48 meses de prazo para fazer tudo, do projeto à entrega, e vale por até 51 meses (aviso de licitação, maio de 2025). Coloquei no calendário as datas oficiais e, ao lado, as que saem da conta a partir da ordem de serviço.

Fase O que acontece Data oficial Pela conta (minha)
Projetos e estudos projeto básico e executivo, sondagens do solo, topografia, vistorias cautelares e estudos ambientais cerca de 12 meses, a partir de fevereiro de 2026 até fevereiro de 2027
Obras civis túneis, viadutos, canalização do córrego, pistas e parque sem data de início cerca de 36 meses, de 2027 a 2030
Entrega ligação com a Imigrantes e parque linear fevereiro de 2030 (Prefeitura) ou junho de 2030 (grupo gestor) fevereiro de 2030, fim dos 48 meses
Fim do contrato prazo máximo de vigência 51 meses maio de 2030

Fontes da tabela: (Prefeitura, 18/09/2026; grupo gestor da operação, agosto de 2026; Band, 04/03/2026). As datas da última coluna são contas minhas, somando os meses a partir de 24 de fevereiro de 2026.

📅 Linha do tempo

🔧

O que está acontecendo agora

Quem mora perto pode ter visto equipes de sondagem e de topografia, ou recebido pedido de vistoria em casa. É essa a fase: a Prefeitura lista projeto básico e executivo, sondagens, levantamentos topográficos, vistorias cautelares e estudos ambientais (Prefeitura, 18/09/2026). A vistoria cautelar registra como o imóvel está antes da obra, para servir de prova se aparecer rachadura depois. Expliquei o que fazer no guia da vistoria cautelar.

A estrutura de fiscalização da obra também está sendo montada. Em 25 de setembro, a SPObras homologou o Consórcio Gerenciador Roma, que vai gerenciar o contrato por R$ 24,15 milhões e 48 meses (Diário do Transporte). Contei os detalhes na matéria sobre a gerenciadora. O próximo passo é a assinatura do contrato.

Falta a outra peça: a empresa de apoio à supervisão e fiscalização, numa licitação separada. Um dos concorrentes, o Consórcio Mobilidade Paulista, de Concremat e EPT, foi desclassificado por nota abaixo do mínimo, e o recurso foi negado (Diário do Transporte). O resultado final ainda depende de homologação.

📎 Para quem quer conferir: o andamento em números

  • Contrato 01/SPOBRAS/2026, com a Acciona: R$ 2.099.437.055,00 a preços iniciais e R$ 2.221.403.850,71 com reajuste; ordem de serviço em 24/02/2026; prazo de 48 meses; 1,30% medido até junho de 2026, R$ 27,4 milhões (grupo gestor da operação, agosto de 2026).
  • Gerenciamento: procedimento 001/SPOBRAS/2026, processo 7910.2025/0002111-8, R$ 24.152.760,00 com data-base de julho de 2025, contra orçamento de cerca de R$ 26,98 milhões; execução de 48 meses e vigência de 51; consórcio formado por LBR Engenharia, Mobtec, CAA Company e Progetto (Diário do Transporte).
  • O prazo de 12 meses para projetos, estudos e licenciamento aparece na nota da SPObras à Band (Band) e no comunicado de setembro da Prefeitura (Prefeitura, 18/09/2026).
🌳

A licença ambiental ainda está no começo

Uma obra desse tamanho só pode começar com licença ambiental, e a licença depende de um estudo de impacto, o EIA, com um resumo para o público, o RIMA. Esse estudo ainda vai ser feito.

O que foi aprovado em 5 de outubro, por unanimidade, no Condephaat, o conselho estadual de patrimônio histórico, foi o termo de referência: o roteiro do que o estudo precisa conter (Atlas Público). O pedido foi da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, e a decisão saiu no Diário Oficial do Estado em 14 de outubro. O próprio conselho registrou que a aprovação não dispensa a análise de outros órgãos e que o projeto terá de voltar ao Condephaat para ver se atinge áreas protegidas.

O túnel antigo, de 2011, chegou a ter estudo ambiental aprovado pelo CADES, o conselho municipal de meio ambiente, em 2012 (CADES). Mas o projeto contratado é outro, com dois túneis curtos e viadutos, e por isso precisa de um estudo novo.

Na prática, a licença é a peça que mais pode empurrar o começo da obra pesada. O estudo precisa ser escrito, analisado e, se pedido, discutido em audiência pública antes da licença que autoriza a obra.

📎 Para quem quer conferir: as regras do licenciamento

  • Resolução Conama 1/1986, art. 2º, I: estradas de rodagem com duas ou mais faixas de rolamento estão na lista de atividades que dependem de EIA/RIMA.
  • Resolução Conama 237/1997, art. 8º: o licenciamento tem três etapas. A licença prévia aprova a localização e a concepção; a licença de instalação autoriza o começo da obra; a licença de operação, o funcionamento.
  • Resolução Conama 9/1987: a audiência pública sobre o RIMA acontece quando o órgão licenciador julgar necessário ou quando for pedida por entidade civil, pelo Ministério Público ou por 50 ou mais cidadãos.
  • Condephaat: sessão de 05/10/2026, ata 2244, processo 010.00004931/2026-97, ligação na altura do km 12 da Imigrantes, publicação no Diário Oficial do Estado em 14/10/2026 (Atlas Público). A nota publicada não diz qual órgão vai emitir a licença.
  • Estudo do túnel antigo: Resolução 144/CADES/2012, de 10/02/2012 (CADES).
🛣️

O trecho até a Imigrantes ainda sem decreto

A obra contratada termina na Rodovia dos Imigrantes, com um viaduto estaiado sobre a pista (Prefeitura, 18/09/2026). Mas o decreto de desapropriação de setembro, o 65.546, não chega até lá. Ele cobre 497.215 m² entre o Jabaquara e o Campo Belo (Decreto 65.546) e deixou de fora as duas últimas folhas das plantas, cerca de 123 mil m², justamente o caminho final até a rodovia. Mostrei isso na matéria sobre o trecho retirado.

O motivo está no processo: a Procuradoria tirou as folhas 6 e 7 por cobrirem áreas que não estão previstas em lei de melhoramento viário. Em fevereiro, o grupo gestor da operação já registrava que aguardava “o novo Decreto e Lei de Melhoramento Viário” (grupo gestor, fevereiro de 2026). O decreto saiu; a lei, até 17 de outubro, ainda não tinha sido publicada. A lei que existe, de 2011, aprovou o túnel antigo, com outro desenho (Lei 15.416/2011).

Sem a área desapropriada, não dá para construir a ponta que liga à rodovia. Isso não impede que a obra comece pelos trechos já cobertos pelo decreto, mas é um ponto do cronograma que ainda não tem solução publicada.

O decreto também tem prazo. A Prefeitura tem cinco anos, até 11 de setembro de 2031, para fazer as desapropriações por acordo ou na Justiça; depois disso, o decreto perde o efeito. Se você está na área, o mapa do decreto mostra as ruas, e o guia de desapropriação explica os seus direitos.

📎 Para quem quer conferir: o prazo do decreto

  • Decreto-Lei 3.365/1941, art. 10: a desapropriação deve ser feita por acordo ou ação judicial em até cinco anos da data do decreto, “findos os quais este caducará”. Para o Decreto 65.546, de 11/09/2026, o prazo vai até 11/09/2031.
  • O mesmo artigo prevê que, depois de caducar, um novo decreto sobre o mesmo bem só pode sair depois de um ano.
  • As folhas 6 e 7 foram retiradas, segundo a Procuradoria, “por abrangerem áreas descobertas por Lei de Melhoramento Viário”, no processo SEI 6022.2026/0004990-1.
  • Se os decretos de 2009 e 2011 sobre a mesma região ainda produzem efeito é questão jurídica que não avalio.
💰

O dinheiro em caixa cobre uma parte

A obra é paga principalmente pela Operação Urbana Água Espraiada, com possível ajuda do caixa geral da Prefeitura (Prefeitura, maio de 2025). A operação vende títulos, os CEPACs, que dão às construtoras o direito de erguer prédios maiores na região.

Em março, o saldo da operação era de R$ 636,5 milhões, dos quais R$ 195,1 milhões reservados para moradia popular (extrato do grupo gestor, março de 2026). Sobram cerca de R$ 441 milhões, perto de um quinto do contrato reajustado (conta minha). As desapropriações e as moradias para quem for removido não estão no contrato e saem de outras contas.

O resto depende de novos leilões de títulos, sem data marcada, ou do orçamento da cidade. Há ainda um relógio: a lei de 2024 criou o encerramento da operação, com uma transição de até cinco anos depois que 95% do espaço extra de construção for usado (Lei 18.174/2024). Expliquei esse mecanismo na linha do tempo da operação.

⏳

As datas que já foram prometidas

A ligação com a Imigrantes tem histórico de datas que não se cumpriram. Juntei as que encontrei em fontes oficiais e na imprensa.

Quando foi dito O que se prometeu O que aconteceu
Julho de 2011 Câmara aprova o túnel de cerca de 3 km; as obras “devem começar em outubro” (Câmara Municipal) em fevereiro de 2013, a Prefeitura suspendeu o túnel (SPObras)
Abril de 2025 Ricardo Nunes anuncia início em dezembro de 2025 e entrega em janeiro de 2030 (Editora Juma) a licitação só terminou em janeiro de 2026
Novembro de 2025 expectativa de início no primeiro trimestre de 2026 (Via Trólebus) a ordem de serviço saiu em fevereiro, mas para começar pelos projetos
Setembro de 2026 entrega em fevereiro de 2030 (Prefeitura, 18/09/2026) previsão em vigor; o grupo gestor fala em junho de 2030

A história completa do túnel que nunca foi cavado está na matéria sobre 2011.

⚖️

A disputa na Justiça

A licitação teve três propostas. O Consórcio Expresso Roma, de Odebrecht e Álya, ofereceu R$ 1,8 bilhão; o Nova Roma, R$ 2 bilhões; a Acciona, R$ 2,1 bilhões. Depois de recursos, a Acciona, que estava em terceiro, passou à frente: ela alegou que o projeto da Álya não incluía dois viadutos, um túnel e obras de drenagem (IstoÉ).

Em 22 de janeiro, o desembargador José Helton Nogueira Diefenthäler Júnior, do Tribunal de Justiça, suspendeu o contrato “por prudência”, a pedido da Álya, dizendo que a decisão não era definitiva (IstoÉ; Diário do Transporte). Em 24 de fevereiro, a liminar caiu e a SPObras autorizou a ordem de serviço (Band). A liminar caiu, mas o processo não teve julgamento final noticiado até 17 de outubro, e uma nova decisão judicial é um risco que nenhum cronograma prevê.

🏗️

O que vai ser construído

Parte da obra O que diz a Prefeitura
Pistas três faixas por sentido, faixa exclusiva para motos e cerca de 2 km de ciclovia
Túneis dois, de cerca de 460 m cada, um por sentido
Viadutos três, um deles estaiado sobre a Imigrantes
Córrego canalização de cerca de 1,2 km do Água Espraiada e obras de drenagem
Parque linear cerca de 320 mil m² ao longo do córrego, com a Via Parque na margem esquerda
Quem ganha cerca de 700 mil pessoas, segundo estimativa da Prefeitura

Fonte da tabela: (Prefeitura, 18/09/2026). Na visita de setembro, Nunes falou em 4,7 km de ligação em cada sentido. O aviso de licitação de 2025 falava em 3,7 km de via e 1,3 km de viadutos (Prefeitura, maio de 2025). A Prefeitura não explica a diferença; pode ser a soma de pista e viadutos, mas isso é suposição minha.

A obra também importa para o monotrilho. A Linha 17-Ouro foi inaugurada em 31 de março sem o trecho até o Jabaquara (Diário do Transporte), e a ligação viária é vista como necessária para essa extensão (Via Trólebus). Não há data oficial para a extensão.

➡️

Os próximos marcos para acompanhar

  • 4 de novembro: reunião aberta do grupo gestor da operação. É onde aparecem o percentual medido, o saldo do caixa e as datas atualizadas.
  • Contrato da gerenciadora: a assinatura, depois da homologação de setembro.
  • Supervisora: a homologação da licitação de apoio à fiscalização.
  • Estudo ambiental: a entrega do EIA/RIMA, a audiência pública, se houver, e a licença que autoriza a obra.
  • Trecho final: um projeto de lei de melhoramento viário e um novo decreto para a ponta da Imigrantes.
  • Fevereiro de 2027: fim previsto da fase de projetos. É quando deve ficar claro se as obras civis começam no prazo.

💬 Minha leitura

Esta parte é análise minha. A pergunta que mais recebo é quando começa. A resposta honesta tem duas partes: o contrato já começou, e a obra que todo mundo imagina, com máquinas e interdições, ainda não. Os 12 meses de projetos são normais para uma obra desse porte. O que me preocupa são as peças que não dependem só da construtora: o estudo ambiental, que mal saiu do roteiro, e a lei do trecho final, que ainda não foi publicada.

Tem também o calendário político. O mandato do atual prefeito vai até o fim de 2028, e a entrega prometida cai em 2030, no mandato seguinte. Isso não quer dizer que a obra vá parar, mas foi exatamente numa troca de prioridades, em 2013, que o túnel antigo morreu. Vou acompanhar cada reunião do grupo gestor e atualizar as datas aqui quando mudarem.

Alexander Moraes

🔎 Conferi o que circulou

  • “As obras da Roberto Marinho já começaram.” O contrato começou a contar em 24 de fevereiro, mas a fase atual é de projetos e estudos. Até junho, 1,3% do contrato tinha sido medido (grupo gestor da operação, agosto de 2026).
  • “A obra já tem licença ambiental.” O que o Condephaat aprovou em outubro foi o termo de referência, o roteiro do estudo. O estudo ainda vai ser feito, e o próprio conselho disse que a decisão não dispensa outros órgãos (Atlas Público).
  • “A entrega é em fevereiro de 2030.” É a data da Prefeitura (Prefeitura, 18/09/2026). A apresentação de agosto do grupo gestor da operação, também oficial, fala em junho de 2030 (grupo gestor da operação, agosto de 2026).
  • “A obra começa em dezembro de 2025.” Foi o que se anunciou em abril de 2025 (Editora Juma). O contrato só foi assinado em janeiro de 2026, e a ordem de serviço saiu em fevereiro.
  • “A obra tem um túnel de 460 metros.” O aviso de licitação de 2025 falava em um túnel (Prefeitura, maio de 2025); a Band também (Band). O comunicado de setembro da Prefeitura descreve dois túneis de cerca de 460 m, um por sentido (Prefeitura, 18/09/2026).
  • “O parque linear terá 332 m².” O número saiu numa reportagem de 2025 (Editora Juma) e parece erro de unidade. A Prefeitura fala em cerca de 314 mil m² no edital e 320 mil m² em setembro (Prefeitura; Prefeitura, 18/09/2026).
  • “A ligação tem 3,7 km.” / “Tem 4,7 km.” Os dois números são oficiais: 3,7 km de via no aviso de licitação e 4,7 km em cada sentido na fala de Nunes em setembro (Prefeitura; Prefeitura, 18/09/2026). A Prefeitura não explica a diferença.
🧾

Como apurei

Li o comunicado da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras de 18 de setembro, o aviso de licitação de maio de 2025, as apresentações de fevereiro e agosto e o extrato financeiro de março do grupo gestor da Operação Urbana Água Espraiada, o Decreto 65.546, as leis 15.416/2011 e 18.174/2024 e a resolução do CADES de 2012. A disputa judicial vem da IstoÉ, do Diário do Transporte e da Band; a gerenciadora e a supervisora, do Diário do Transporte; a decisão do Condephaat, do resumo do Atlas Público, porque não li a ata no Diário Oficial do Estado. As promessas antigas vêm da Câmara Municipal, da SPObras, da Editora Juma e do Via Trólebus. As datas pela conta dos meses e o saldo livre do caixa são contas minhas. As regras foram conferidas no Decreto-Lei 3.365/1941 e nas resoluções Conama 1/1986, 9/1987 e 237/1997. Para a lei do trecho final, procurei no Catálogo de Legislação Municipal e no site da Câmara Municipal, onde só aparecem as votações de 2011. Situação até 17 de outubro de 2026. Moro no traçado da obra e registro isso por transparência.

Apuração independente de Alexander Moraes, estudante de jornalismo, sem formação jurídica. Não sou jurista: os trechos sobre leis explicam regras gerais e não são parecer jurídico.

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