⏳ Áudio em breve
O PL terá 28 dos 81 senadores a partir de fevereiro
Com os 54 eleitos em 4 de outubro e os 27 senadores eleitos em 2022, que seguem até 2031, o PL terá 28 cadeiras no Senado a partir de 1º de fevereiro de 2027, quase o dobro das 15 que tem na composição atual. O PT fica com 9, e o MDB, com 8. O PSD, que tem a segunda maior bancada atualmente, com 14 senadores, cai para 5. O Senado trocou 40 das 54 cadeiras em disputa.
⏱️ Em 1 minuto
A nova maioria: o PL elegeu 19 dos 54 senadores e soma 28 com os que já tinha até 2031. Nenhum partido terá sozinho os 41 votos da maioria absoluta.
Quem caiu: 32 senadores tentaram a reeleição. Ganharam 14 e perderam 18, entre eles Renan Calheiros, Ciro Nogueira, Randolfe Rodrigues, Esperidião Amin e Carlos Viana. Nomes conhecidos de fora do Senado também ficaram sem vaga, como Gleisi Hoffmann, Simone Tebet, Marina Silva, Benedita da Silva e Aécio Neves, que terminou em sétimo em Minas.
As mulheres: foram eleitas 12 senadoras, recorde desde a redemocratização, segundo a Agência Senado.
O que ainda muda: dois senadores eleitos em 2022 viraram governadores, Cleitinho em Minas e Sergio Moro no Paraná, e passam a cadeira aos suplentes. Outros três disputam o governo no segundo turno.
As bancadas, partido por partido
🏛️ Senado a partir de 1º de fevereiro de 2027
| Partido | Composição atual | Eleitos em 2026 | Ficam até 2031 | Total em 2027 |
|---|---|---|---|---|
| PL | 15 | 19 | 9 | 28 |
| PT | 9 | 6 | 3 | 9 |
| MDB | 9 | 7 | 1 | 8 |
| PP | 8 | 3 | 3 | 6 |
| União | 3 | 3 | 3 | 6 |
| PSD | 14 | 2 | 3 | 5 |
| Republicanos | 6 | 2 | 3 | 5 |
| PSB | 6 | 3 | 1 | 4 |
| Novo | 0 | 3 | 0 | 3 |
| PSDB | 4 | 2 | 0 | 2 |
| Podemos | 3 | 2 | 0 | 2 |
| PDT | 2 | 1 | 0 | 1 |
| Sem partido | 1 | 0 | 1 | 1 |
| Rede | 0 | 1 | 0 | 1 |
| Avante | 1 | 0 | 0 | 0 |
| Total | 81 | 54 | 27 | 81 |
Composição atual conforme a lista oficial de senadores em exercício. Eleitos em 2026 conforme os resultados de cada estado. A coluna “ficam até 2031” usa o partido atual de cada senador eleito em 2022 e já considera os suplentes que assumem as vagas de Cleitinho (Republicanos), substituído por Alex Diniz (PL), e de Sergio Moro (PL), substituído por Luis Felipe Cunha (União). Romário aparece sem partido na lista oficial. Eliziane Gama aparece no PSD na lista oficial e disputou a eleição pelo PT.
🔢 Para quem gosta de conta: por que os jornais publicaram números diferentes
Logo depois da apuração, a CNN Brasil publicou o União com 5 senadores e o Republicanos com 6. A Gazeta do Povo publicou o contrário: União 6 e Republicanos 5. As duas contas estão certas, cada uma com um critério.
Quem conta Cleitinho e Moro como senadores chega a União 5 e Republicanos 6. Quem já troca os dois pelos suplentes que vão assumir chega a União 6 e Republicanos 5. O PL fica com 28 nas duas contas, porque perde Moro e ganha Alex Diniz, suplente de Cleitinho.
Somando: 54 eleitos em 2026 mais 27 eleitos em 2022 dá 81. Para a maioria absoluta são 41 votos. Para aprovar uma mudança na Constituição, 49, que são três quintos. Para condenar um presidente da República ou um ministro do STF em processo de impeachment, 54, que são dois terços.
📎 Para quem quer conferir: as regras
- Mudança na Constituição: três quintos dos votos em cada Casa, em dois turnos, conforme o artigo 60, parágrafo 2º, da Constituição.
- Impeachment: condenação por dois terços do Senado, conforme o artigo 52, parágrafo único, da Constituição.
- Troca de partido: o STF decidiu, na ADI 5081, de 2015, que a perda de mandato por infidelidade partidária não vale para cargos eleitos pelo sistema majoritário, como o de senador. Por isso a contagem por partido pode mudar ao longo do mandato.
O que ainda pode mudar a conta
- Segundo turno para governador: Alan Rick (Republicanos-AC), Omar Aziz (PSD-AM) e Professora Dorinha (União-TO), eleitos ou reeleitos senadores em 2022, disputam o governo em 25 de outubro. Se vencerem, deixam o Senado em janeiro, e assumem os primeiros suplentes: Gemil Junior, Cheila Moreira e Professora Lu, respectivamente. Não localizei o partido atual dos três suplentes.
- Piauí: o titular da cadeira de 2022 é Wellington Dias (PT), licenciado. A suplente Jussara Lima (PSD) está no cargo. Se ele voltar, o PT ganha um senador e o PSD perde um.
- Paraná: o registro de Deltan Dallagnol (Novo), eleito, ainda será julgado pelo plenário do TSE.
- Trocas de partido: senadores podem mudar de partido sem perder o mandato, e a composição costuma mudar antes da posse.
Quem voltou, quem caiu e quem chega
🔁 Os 14 reconduzidos
Marcio Bittar (PL-AC), Eduardo Braga (MDB-AM), Plínio Valério (PSDB-AM), Lucas Barreto (PSD-AP), Eduardo Gomes (PL-TO), Jaques Wagner (PT-BA), Cid Gomes (PSB-CE), Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), Humberto Costa (PT-PE), Marcelo Castro (MDB-PI), Styvenson Valentim (Podemos-RN), Rogério Carvalho (PT-SE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Carlos Portinho (PL-RJ). Portinho estava no Senado como suplente e foi eleito pelo voto.
📉 Os 18 que tentaram a reeleição e perderam
Sérgio Petecão (PSD-AC), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Zequinha Marinho (Podemos-PA), Chico Rodrigues (PSB-RR), Renan Calheiros (MDB-AL), Angelo Coronel (Republicanos-BA), Weverton Rocha (PDT-MA), Eliziane Gama (MA), Ciro Nogueira (PP-PI), Zenaide Maia (PSD-RN), Leila Barros (PDT-DF), Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Soraya Thronicke (PSB-MS), Carlos Fávaro (PSD-MT), Fabiano Contarato (PT-ES), Marcos do Val (Avante-ES), Carlos Viana (PSD-MG), Esperidião Amin (PP-SC). Eliziane Gama disputou pelo PT.
🚫 Nomes conhecidos que não eram senadores e ficaram fora
- Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, que deixou o cargo a pedido de Lula para disputar: 4º lugar, com 13,35%
- Simone Tebet (PSB-SP), ex-ministra do Planejamento: 3º lugar, com 19,23%
- Marina Silva (Rede-SP), ex-ministra do Meio Ambiente: 4º lugar, com 18,12%
- Benedita da Silva (PT-RJ), deputada federal: 3º lugar, com 20,22%
- Roseana Sarney (MDB-MA), ex-governadora: 3º lugar, com 16,41%
- Manuela d’Ávila (PSOL-RS): 3º lugar, com 17,07%
- Paulo Pimenta (PT-RS): 4º lugar, com 16,31%
- Gladson Cameli (PP-AC), governador licenciado: 3º lugar, com 16,59%
- Jorge Viana (PT-AC), ex-governador: 4º lugar, com 14,17%
- Wilson Lima (União-AM), ex-governador: 4º lugar, com 11,89%
- Aécio Neves (PSDB-MG), deputado federal e presidente nacional do PSDB: 7º lugar, com 4,07%, atrás de Marco Antônio Superman (Novo). Fica sem mandato eletivo depois de 40 anos seguidos
Os percentuais são dos votos válidos para o Senado em cada estado, com 100% das seções.
👩 As 12 mulheres eleitas
Mara Rocha (AC), Rayssa Furlan (AP), Teresa Surita (RR), Marina JHC (AL), Luizianne Lins (CE), Marília Arraes (PE), Samanda de Lula (RN), Michelle Bolsonaro (DF), Bia Kicis (DF), Gracinha Caiado (GO), Marília Campos (MG), Carol de Toni (SC). No Distrito Federal, com Damares Alves, as três cadeiras serão de mulheres.
Senadores que viram governadores
Sergio Moro (PL), eleito senador pelo Paraná em 2022, foi eleito governador. Quem assume a cadeira até 2031 é o advogado Luis Felipe Cunha (União), segundo a Gazeta do Povo. Cleitinho (Republicanos), eleito senador por Minas em 2022, também foi eleito governador, e a cadeira vai para o empresário Alex Diniz (PL), segundo Metrópoles e Estado de Minas.
Marcos Rogério (PL), eleito senador por Rondônia em 2018, foi eleito governador. O mandato dele no Senado terminaria em janeiro de qualquer forma.
Estado por estado
O nome de cada estado leva à matéria com o placar completo, os perfis dos eleitos e quem sai em janeiro.
| Estado | Eleitos em 2026, até 2035 | Eleito em 2022, até 2031 |
|---|---|---|
| Acre | Marcio Bittar (PL) e Mara Rocha (Republicanos) | Alan Rick (Republicanos) |
| Alagoas | Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB) | Renan Filho (MDB) |
| Amapá | Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD) | Davi Alcolumbre (União) |
| Amazonas | Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB) | Omar Aziz (PSD) |
| Bahia | Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) | Otto Alencar (PSD) |
| Ceará | Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede) | Camilo Santana (PT) |
| Distrito Federal | Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) | Damares Alves (Republicanos) |
| Espírito Santo | Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos) | Magno Malta (PL) |
| Goiás | Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União) | Wilder Morais (PL) |
| Maranhão | André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo) | Lourdinha Pereira (PSB) |
| Mato Grosso | Mauro Mendes (União) e Zé Medeiros (PL) | Wellington Fagundes (PL) |
| Mato Grosso do Sul | Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL) | Tereza Cristina (PP) |
| Minas Gerais | Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT) | Cleitinho (Republicanos) |
| Pará | Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União) | Beto Faro (PT) |
| Paraíba | João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB) | Efraim Filho (PL) |
| Paraná | Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) | Sergio Moro (PL) |
| Pernambuco | Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) | Teresa Leitão (PT) |
| Piauí | Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD) | Wellington Dias (PT) |
| Rio de Janeiro | Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL) | Romário (sem partido) |
| Rio Grande do Norte | Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda de Lula (PT) | Rogério Marinho (PL) |
| Rio Grande do Sul | Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) | Hamilton Mourão (Republicanos) |
| Rondônia | Dr. Fernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL) | Jaime Bagattoli (PL) |
| Roraima | Nicoletti (PL) e Teresa Surita (MDB) | Dr. Hiran (PP) |
| Santa Catarina | Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) | Jorge Seif (PL) |
| São Paulo | Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) | Astronauta Marcos Pontes (PL) |
| Sergipe | Rogério Carvalho (PT) e Delegado Alessandro (MDB) | Laércio Oliveira (PP) |
| Tocantins | Eduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB) | Professora Dorinha (União) |
Em Minas e no Paraná, os eleitos de 2022 viraram governadores, e assumem os suplentes Alex Diniz (PL) e Luis Felipe Cunha (União). No Piauí, a cadeira de Wellington Dias (PT) está com a suplente Jussara Lima (PSD). No Maranhão, a cadeira eleita por Flávio Dino está com Lourdinha Pereira (PSB).
A eleição para a presidência do Senado
A nova composição toma posse em 1º de fevereiro de 2027 e, no mesmo período, escolhe quem vai presidir o Senado nos dois anos seguintes. O atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), foi eleito em fevereiro de 2025 com 73 votos e tem mandato de senador até 2031. Não localizei candidaturas anunciadas para 2027.
Continue acompanhando
🗺️Os sete estados com segundo turno para governador
📍Senado em São Paulo: quem foi eleito
📍Senado em Minas Gerais: quem foi eleito
📍Senado no Rio de Janeiro: quem foi eleito
📉A abstenção de 2026, estado por estado
Como apurei
Composição atual conforme a lista oficial de senadores em exercício no site do Senado, consultada em 6 de outubro. Eleitos e percentuais conforme a tela de apuração da Exame com 100% das seções, por estado. Reconduzidos conforme Rádio Senado; mulheres eleitas conforme Agência Senado; os 32 que tentaram a reeleição conforme Agência Senado e Congresso em Foco. Números da CNN Brasil e da Gazeta do Povo conforme as páginas publicadas em 4 e 5 de outubro. Suplentes de Moro e Cleitinho conforme Gazeta do Povo, Metrópoles e Estado de Minas; suplentes de Alan Rick e Omar Aziz conforme os perfis no Senado; de Dorinha, conforme o SBT News, na eleição de 2022. Eleição de Alcolumbre conforme Agência Senado. Saída de Gleisi Hoffmann do ministério conforme InfoMoney. Votação de Aécio Neves conforme Poder360 e Metrópoles. A contagem por partido e as somas são minhas.
Não sou jurista. As regras de votação e o entendimento do STF sobre troca de partido estão descritos como constam na Constituição e na decisão citada, sem interpretação minha.
Apuração independente de Alexander Moraes, estudante de jornalismo, sem formação jurídica.
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