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Depois do vendaval, o Estado agora olha para os rios
O Rio Grande do Sul amanheceu nesta terça contabilizando os estragos de um fim de semana de tempo severo, com rajadas acima de 100 km/h, e passou a enfrentar risco de enchente na Serra.
O aviso do INMET que motivou o alerta vermelho cobria 699 municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com validade das 0h às 23h59 de segunda-feira. A previsão era de chuva superior a 60 mm por hora, ou acima de 100 mm em um dia, além de ventos acima de 100 km/h e queda de granizo.
Para a região metropolitana de Porto Alegre e para Caxias do Sul, o instituto detalhou risco de ventos de até 120 km/h e chuva de até 100 mm por hora. A instabilidade veio do deslocamento de um ciclone extratropical da Argentina em direção ao Atlântico.
O risco agora são as cheias
Passado o vendaval, o problema mudou de natureza. Os rios Taquari, Caí e dos Sinos subiram na Serra Gaúcha, e o Estado passou a enfrentar risco de enchente e inundação. São as mesmas bacias que transbordaram na catástrofe de 2024.
Chuva forte em terreno de serra desce rápido para os vales. Por isso a cidade que não recebeu a maior chuva pode ser a que alaga: a água vem de cima, horas depois, pelo rio.
O que já aconteceu
A Defesa Civil estadual confirmou, em balanço divulgado na manhã desta terça, mortes, feridos e desaparecidos. Pelotas aparece como o município com mais gente afetada, seguido de Santa Vitória do Palmar, que chegou a ficar totalmente sem energia, com 30 mil pessoas atingidas.
Como se proteger
Defesa Civil: 199. Bombeiros: 193. Durante a tempestade, não se abrigue debaixo de árvores e não estacione perto de torres de transmissão e placas de propaganda. Se puder, desligue os aparelhos elétricos e o quadro geral. Evite atravessar rua alagada a pé ou de carro: meio metro de água corrente arrasta um veículo.
Se você mora perto de rio ou de encosta: junte documentos e remédios num saco plástico, deixe o celular carregado e combine agora com a família para onde ir. Sair antes é sempre mais fácil do que sair no meio da água.
Nota de método
Apuração a partir dos avisos do INMET, dos balanços da Defesa Civil do Rio Grande do Sul e da cobertura da BBC News Brasil e da Agência Brasil nesta terça-feira.
Os números de estragos mudam ao longo do dia. O que está aqui é o que os órgãos oficiais haviam divulgado até o fechamento desta página, com a hora indicada no topo.
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Fontes
INMET, avisos de 21 e 22 de setembro de 2026.
Defesa Civil do Rio Grande do Sul, balanço da manhã de 22 de setembro.
BBC News Brasil e Agência Brasil, 21 e 22 de setembro de 2026.
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