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Prefeitura contrata a gerenciadora da ligação com a Imigrantes, e a obra segue na fase de projeto
A SPObras homologou a contratação de um consórcio para gerenciar a obra, por R$ 24,15 milhões. Enquanto isso, o que acontece no traçado são sondagens, levantamentos e vistorias, e a construção propriamente dita depende do projeto executivo e da licença ambiental.
O que foi contratado
O resultado saiu no Diário Oficial da Cidade da sexta-feira, 25 de setembro, e foi noticiado pelo Diário do Transporte. A SPObras homologou o procedimento 001/SPOBRAS/2026, processo 7910.2025/0002111-8, para o gerenciamento das obras do Complexo Viário Roberto Marinho. O vencedor foi o Consórcio Gerenciador Roma, formado por quatro empresas: LBR Engenharia e Consultoria, Mobtec Engenharia e Consultoria, CAA Company Consultoria e Gerenciamento de Empreendimentos Imobiliários e Progetto Engenharia.
| Item | Contrato de gerenciamento |
|---|---|
| Valor | R$ 24.152.760,00, com data-base de julho de 2025 |
| Prazo de execução | 48 meses |
| Vigência do contrato | 51 meses |
| Contratante | SPObras, empresa da Prefeitura que conduz a obra |
Em geral, a gerenciadora é a empresa que trabalha ao lado do poder público para acompanhar a construtora: confere cronograma, medições e qualidade antes de a Prefeitura pagar cada etapa. Não é ela quem constrói nem quem desapropria. A construtora é a espanhola Acciona, que assinou o contrato principal de cerca de R$ 2,1 bilhões em janeiro.
O nome pode confundir. “Roma” aparece no nome de vários consórcios que disputaram as licitações desta obra. O Consórcio Gerenciador Roma não tem relação com o Expresso Roma, um dos grupos desclassificados na disputa da obra principal.
Em que fase a obra está
Pela descrição da própria Prefeitura, publicada em 18 de setembro, estão em desenvolvimento os projetos básico e executivo, com sondagens de solo, levantamentos topográficos, vistorias cautelares, estudos ambientais e o licenciamento ambiental. Essa fase inicial tem prazo estimado de 12 meses, contado a partir da ordem de serviço de fevereiro. Só depois dela começa a construção das pistas, viadutos e túneis.
Na prática, quem mora no traçado deve ver equipes de sondagem e de topografia e, em alguns casos, técnicos pedindo para vistoriar casas. A vistoria cautelar é diferente da avaliação para desapropriação; explico a diferença na notícia sobre o que muda para os moradores.
Como a Acciona chegou ao contrato
A licitação da obra principal teve reviravolta. Segundo o Diário do Transporte, os grupos que estavam na frente foram desclassificados depois de um recurso da Acciona, porque, para a SPObras, não atendiam por completo às exigências técnicas. A Acciona, que estava em terceiro, foi declarada vencedora em janeiro, com proposta de cerca de R$ 2,1 bilhões, contra cerca de R$ 1,8 bilhão da proposta que estava em primeiro lugar. O orçamento máximo da licitação era de R$ 2,4 bilhões.
A construtora Álya, uma das desclassificadas, recorreu à Justiça. O desembargador Nogueira Diefenthäler, da 5ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, suspendeu o contrato em janeiro, por cautela, até analisar o caso. Segundo a Rádio Bandeirantes, uma nova decisão em 24 de fevereiro liberou a ordem de serviço para os projetos e a obra.
São cerca de R$ 300 milhões de diferença entre a proposta que liderava e a contratada. A SPObras sustenta que as concorrentes não cumpriam as exigências técnicas de uma obra de alta complexidade; o prefeito Ricardo Nunes disse, em janeiro, que o projeto concorrente tinha tirado duas pontes e feito desvios. Não sou jurista e não avalio quem tem razão. Não encontrei notícia de decisão final no processo; o que interessa ao morador é que a obra está contratada e andando na fase de projeto.
Nota de método
Usei o extrato publicado pelo Diário do Transporte a partir do Diário Oficial de 25 de setembro, a página da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras de 18 de setembro e as reportagens do Diário do Transporte, do Metrô CPTM, do Acessa e da Rádio Bandeirantes sobre a licitação e a disputa judicial. Não li o contrato de gerenciamento nem o processo judicial na íntegra. Moro no traçado da obra e registro isso por transparência.
Apuração independente de Alexander Moraes, estudante de jornalismo, sem formação jurídica.
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