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Safra de grãos bate recorde, mas arroz, feijão e trigo caem
A safra de grãos 2025/26 terminou com 361,7 milhões de toneladas, recorde, puxada pela soja, segundo a Conab. Arroz, feijão e trigo, porém, tiveram colheita menor. A primeira estimativa da próxima safra sai em 15 de outubro.
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O recorde: 361,7 milhões de toneladas de grãos.
Quem puxou: soja, com 180,4 milhões de toneladas.
O alerta: arroz caiu 13,2% e trigo, 27,1%.
Próximo número: Conab e IBGE divulgam novas estimativas em 15 de outubro.
A safra que terminou
| Cultura | Produção 2025/26 | Variação |
|---|---|---|
| Soja | 180,4 milhões de t | +5,2% |
| Milho | 144 milhões de t | +2% |
| Algodão | 4,14 milhões de t | +1,5% |
| Arroz | 11,08 milhões de t | -13,2% |
| Feijão | 2,95 milhões de t | -3,6% |
| Trigo | 5,74 milhões de t | -27,1% |
O total chegou a 361,7 milhões de toneladas de grãos, recorde, numa área de 83,5 milhões de hectares. Soja e algodão também bateram recorde.
E na mesa?
O que mais interessa a quem não é do campo são as quedas. A colheita de arroz caiu 13,2%, a de feijão, 3,6%, e a de trigo, 27,1%. Com menos trigo, o país deve importar cerca de 7 milhões de toneladas. Isso pode pesar no preço do pão e das massas, mas é uma possibilidade: nenhum órgão oficial afirmou esse efeito.
Quinta-feira, 15 de outubro
No mesmo dia saem dois números importantes: a primeira estimativa da Conab para a safra 2026/27 e o levantamento do IBGE com dados de setembro. Os dois órgãos medem coisas diferentes. A Conab mede a safra agrícola, de julho a junho. O IBGE mede o ano civil e estima 352,9 milhões de toneladas para 2026. Os números não se contradizem.
🔎 Conferi o que circulou
- “A safra deve chegar a 360,8 milhões de toneladas.” Estimativa antiga da Conab que ainda circula. O número final da safra 2025/26 é 361,7 milhões.
Como apurei
Números da safra conforme a Agência Gov, com dados da Conab. Dados do IBGE conforme a página do levantamento do IBGE. Data de 15 de outubro conforme o Canal Rural, que cita o calendário da Conab, e o IBGE. Número antigo conferido na Revista Cultivar. O comentário sobre preço do pão é análise minha.
Apuração independente de Alexander Moraes, estudante de jornalismo.
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