⏳ Áudio em breve
Preço dos imóveis em 2026: as cidades mais caras do Brasil e o que esperar dos juros
O metro quadrado residencial passou de R$ 10 mil na média do país em setembro, com Vitória à frente de Balneário Camboriú e Itapema. Li o informe completo do FipeZap, cruzei com os juros que cada banco cobrou no financiamento em agosto, segundo o Banco Central, e com as projeções do mercado para a Selic. Também fiz a conta de quanto custa financiar um apartamento de 50 m² na capital paulista com os juros de agora.
⏱️ Em 1 minuto
- O preço médio de venda chegou a R$ 10.015 por m² em setembro. Em 12 meses, a alta foi de 5,51%, acima da inflação, que ficou entre 4,45% e 4,58% conforme o índice usado.
- Vitória tem o metro quadrado mais caro entre as 56 cidades do índice: R$ 15.905. Quatro das cinco primeiras ficam no litoral de Santa Catarina.
- O mais barato é o de Pelotas, R$ 4.704. A distância entre a primeira e a última é de 3,4 vezes.
- Em 11 cidades, São Paulo entre elas, o imóvel subiu menos que a inflação em 12 meses.
- O aluguel de contrato novo subiu 9,16% em 12 meses até agosto. O reajuste de quem já aluga, medido pelo IPCA, foi de 4,71%.
- Os juros do financiamento variam muito entre bancos: em agosto, as médias foram de 8,10% a 14,51% ao ano, conforme a linha de crédito.
- Para 2027, o mercado projeta Selic de 12%. A reforma tributária começa a valer para venda de imóvel no mesmo ano.
🏙️As 10 cidades mais caras
🏘️As 10 mais baratas
🔑Aluguel
🏦Juros por banco
🧮A conta do financiamento
🔭Projeção para 2027
🧾Antes de comprar ou alugar
🧾Como apurei
O cenário de 2026
O imóvel residencial atravessou 2026 subindo acima da inflação, com a Selic acima de 13% o ano inteiro. Os dois fatos parecem brigar entre si, e a explicação passa pelo crédito.
Feito pela Fipe com o Grupo OLX a partir de anúncios de Zap, Viva Real e OLX, o índice FipeZap subiu 0,58% em setembro e acumula 4,04% no ano. A inflação de referência do próprio informe foi de 3,83% no ano e 4,45% em 12 meses. Pelo IPCA cheio de setembro, divulgado pelo IBGE em 9 de outubro, foram 3,95% e 4,58%; a diferença vem do índice de inflação usado como comparação, e em nenhum dos dois casos muda a conclusão. Em 12 meses, a alta dos imóveis chegou a 5,51% (FipeZap, informe de setembro de 2026).
A valorização foi ampla: 55 das 56 cidades monitoradas tiveram alta em 12 meses. Os apartamentos de um dormitório lideraram, com 7,48%, e são também os mais caros por metro quadrado, a R$ 12.260. O de dois dormitórios é o mais barato, a R$ 8.989 por m².
Do lado dos juros, o Copom começou a cortar a Selic em março, depois de nove meses parada em 15%. Foram cinco cortes de 0,25 ponto, e a taxa chegou a 13,75% em 16 de setembro (Banco Central). Mesmo assim, o financiamento com dinheiro da poupança cresceu. Em agosto, os bancos emprestaram R$ 16,97 bilhões pelo SBPE, 46,6% a mais que um ano antes, segundo a Abecip, que elevou a previsão do ano para R$ 185 bilhões (Let’s Money; Revista Construa).
Parte desse fôlego veio de regras mais generosas. No fim de 2025, a Caixa voltou a financiar até 80% do imóvel na tabela SAC, e o teto do Sistema Financeiro da Habitação subiu de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões. Em 2026, o Minha Casa, Minha Vida ampliou a faixa 4, para famílias com renda de até R$ 13 mil, com imóvel de até R$ 600 mil.
Construir também ficou mais caro. O INCC-M, da FGV, acumulou 6,56% em 12 meses até agosto, com a mão de obra subindo 7,81% (FGV, via SindusCon-SP). Obra mais cara tende a segurar o preço do lançamento.
As 10 cidades com o metro quadrado mais caro
São 56 cidades no FipeZap, 22 delas capitais. O ranking abaixo usa o preço médio dos anúncios de venda de setembro.
| # | Cidade | Preço médio (R$/m²) | Variação em 12 meses |
|---|---|---|---|
| 1 | Vitória (ES) | 15.905 | +11,93% |
| 2 | Balneário Camboriú (SC) | 15.369 | +3,38% |
| 3 | Itapema (SC) | 15.340 | +4,37% |
| 4 | Florianópolis (SC) | 13.607 | +8,31% |
| 5 | Itajaí (SC) | 13.453 | +5,25% |
| 6 | Barueri (SP) | 12.254 | +5,21% |
| 7 | São Paulo (SP) | 12.206 | +3,64% |
| 8 | Curitiba (PR) | 11.766 | +1,86% |
| 9 | Vila Velha (ES) | 11.533 | +14,76% |
| 10 | Rio de Janeiro (RJ) | 11.302 | +5,57% |
Fonte: Índice FipeZap de venda residencial, setembro de 2026. Preço médio dos anúncios, sem desconto de negociação.
No topo, a novidade é o Espírito Santo. Vitória tem o metro quadrado mais caro do país e a terceira maior alta de 12 meses. A vizinha Vila Velha teve a maior valorização de todas as 56 cidades, 14,76%.
Santa Catarina ocupa quatro das cinco primeiras posições, mas no litoral catarinense o caminho é outro. Balneário Camboriú e Itapema continuam entre as três mais caras, mas subiram menos que a inflação em 12 meses: 3,38% e 4,37%. O preço ficou tão alto que a valorização perdeu ritmo.
São Paulo aparece em sétimo, com R$ 12.206 por m², e alta de 3,64%, também abaixo da inflação. Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre seguem a mesma linha. Pela referência de inflação do FipeZap, 11 cidades tiveram valorização menor que a inflação no período.
📈 Onde mais subiu em 12 meses
| Cidade | Alta | R$/m² |
|---|---|---|
| Vila Velha (ES) | +14,76% | 11.533 |
| Jaboatão dos Guararapes (PE) | +13,06% | 6.525 |
| Vitória (ES) | +11,93% | 15.905 |
| Campinas (SP) | +11,24% | 8.184 |
| São José dos Pinhais (PR) | +11,05% | 6.433 |
| São Vicente (SP) | +11,01% | 5.134 |
Fonte: FipeZap, setembro de 2026. A única queda em 12 meses foi a de São Leopoldo (RS), de 0,55%.
As 10 cidades com o metro quadrado mais barato
| # | Cidade | Preço médio (R$/m²) | Variação em 12 meses |
|---|---|---|---|
| 1 | Pelotas (RS) | 4.704 | +6,42% |
| 2 | Betim (MG) | 5.121 | +8,45% |
| 3 | São Vicente (SP) | 5.134 | +11,01% |
| 4 | São Leopoldo (RS) | 5.165 | −0,55% |
| 5 | Ribeirão Preto (SP) | 5.357 | +5,90% |
| 6 | Novo Hamburgo (RS) | 5.414 | +1,85% |
| 7 | Santa Maria (RS) | 5.465 | +6,16% |
| 8 | Aracaju (SE) | 5.875 | +9,68% |
| 9 | Londrina (PR) | 5.902 | +6,16% |
| 10 | Canoas (RS) | 5.950 | +2,54% |
Fonte: FipeZap, setembro de 2026. Aracaju é a capital mais barata da lista.
Cinco das dez cidades mais baratas ficam no Rio Grande do Sul, mas com histórias diferentes. Nas três da região metropolitana de Porto Alegre, o imóvel quase não subiu: São Leopoldo caiu 0,55%, Novo Hamburgo subiu 1,85% e Canoas, 2,54%. Já Pelotas e Santa Maria, no interior, subiram acima da inflação, 6,42% e 6,16%. O metro quadrado de Pelotas custa menos de um terço do de Vitória.
A lista barata também tem as cidades que mais se valorizaram. São Vicente, no litoral paulista, subiu 11,01% em 12 meses, e Aracaju, 9,68%. Quem compra pela média baixa precisa olhar a tendência, porque o desconto atual pode encolher rápido.
Um cuidado com o ranking: o FipeZap mede o preço pedido nos anúncios. O valor fechado em cartório costuma ser menor, e a diferença muda de cidade para cidade. O índice serve para comparar lugares e acompanhar a tendência, e o preço do imóvel específico depende da rua, do prédio e do estado de conservação.
Aluguel novo sobe o dobro do contrato antigo
O aluguel residencial anunciado para novos contratos subiu 0,55% em agosto e 9,16% em 12 meses, em 36 cidades. A inflação do mesmo período foi de 4,22% (FipeZap de locação, agosto de 2026).
No IPCA, o aluguel também aparece, mas o índice olha os contratos em vigor, reajustados uma vez por ano. Nele, o aluguel residencial subiu 4,71% em 12 meses até setembro, e o condomínio, 4,26% (IBGE, tabela 7060). A diferença entre os dois números é a medida do aperto: quem já mora de aluguel sente pouco, e quem precisa se mudar encontra preços bem mais altos.
| Capital | Aluguel novo (R$/m²) | Alta em 12 meses | Rentabilidade ao ano |
|---|---|---|---|
| São Paulo | 65,36 | +5,74% | 6,42% |
| Recife | 64,19 | +6,23% | 8,40% |
| Rio de Janeiro | 61,40 | +14,18% | 6,31% |
| Florianópolis | 61,19 | +2,82% | 5,39% |
| Fortaleza | 42,16 | +16,81% | 4,98% |
| Aracaju | 36,09 | +21,61% | 6,48% |
Fonte: FipeZap de locação, agosto de 2026. A rentabilidade é o aluguel de um ano dividido pelo preço de venda, calculada pela Fipe com as amostras do próprio índice de locação; refazer a conta com o preço de venda da tabela de setembro dá números um pouco diferentes, porque os meses e as amostras não são os mesmos. Média das 36 cidades: R$ 54,47/m² e 6,14% ao ano.
Para quem pensa em comprar para alugar, o próprio informe da Fipe faz a ressalva: o retorno médio de 6,14% ao ano ficou abaixo da taxa de juros real de referência para os próximos 12 meses. Com a Selic em 13,75% e a inflação esperada perto de 5%, a renda fixa paga mais que o aluguel, antes dos impostos de cada um.
Quanto cada banco cobrou no financiamento
Todo mês, o Banco Central publica a taxa média das operações contratadas por banco e por modalidade. Os dados de agosto de 2026 mostram a dispersão. No financiamento com taxas reguladas, o do Sistema Financeiro da Habitação, corrigido pela TR:
| Banco | Taxa média ao ano |
|---|---|
| Caixa | 8,10% |
| Poupex | 9,30% |
| Banco Inter | 9,30% |
| Sicoob | 9,92% |
| Banrisul | 10,10% |
| Banco do Brasil | 10,54% |
| Bradesco | 11,77% |
| Santander | 11,82% |
| Itaú | 11,87% |
Fonte: Banco Central, taxas de juros por instituição, agosto de 2026, modalidade “financiamento imobiliário com taxas reguladas, pós-fixado referenciado em TR”. Seleção de bancos; a lista completa tem 14.
A média da Caixa é puxada para baixo pelos contratos do Minha Casa, Minha Vida, que têm juros subsidiados. Ela não é a taxa que um cliente de renda média vai receber no balcão. Na modalidade de taxas de mercado, também com TR, a mesma Caixa aparece com 12,12%, perto de Itaú (12,06%), Santander (12,29%) e Bradesco (12,30%). O Banco do Brasil ficou com a maior média dessa linha, 14,51%.
Para comparar propostas, o número que importa é o custo efetivo total, o CET, que soma juros, seguros obrigatórios e tarifas. Todo banco é obrigado a informá-lo na simulação.
A conta de um apartamento de 50 m² em São Paulo
Pelo preço médio do FipeZap, um apartamento de 50 m² na capital paulista sai por R$ 610.300. Com entrada de 20%, ou R$ 122.060, o financiamento é de R$ 488.240. Simulei 35 anos pela tabela SAC, em três cenários de juros. A conta é minha e não inclui TR, seguros nem taxas.
| Juros ao ano | 1ª parcela | Renda para a parcela caber em 30% | Juros pagos em 35 anos |
|---|---|---|---|
| 12,1% (faixa dos grandes bancos em agosto) | R$ 5.831,94 | R$ 19.439,81 | R$ 982.922 |
| 10,5% | R$ 5.241,80 | R$ 17.472,66 | R$ 858.697 |
| 9,0% | R$ 4.681,38 | R$ 15.604,60 | R$ 740.729 |
Conta minha. Na SAC a parcela cai mês a mês; a primeira é a maior. Bancos costumam limitar a parcela a 30% da renda bruta.
Dois números ajudam a decidir. O aluguel novo do mesmo apartamento, pelo FipeZap de agosto, fica em torno de R$ 3.268 por mês, pouco mais da metade da primeira parcela. E cada ponto e meio a menos nos juros reduz a parcela inicial entre R$ 560 e R$ 590 e corta de R$ 118 mil a R$ 124 mil de juros ao longo do contrato.
Com R$ 610 mil, o imóvel também fica um pouco acima do teto da faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida, de R$ 600 mil. Em São Paulo, a classe média que quer usar o programa precisa mirar imóveis menores ou mais afastados do centro.
Projeção para 2027
Nenhuma instituição publica uma previsão oficial para o preço do metro quadrado. O que existe são projeções para as variáveis que movem o mercado, e elas apontam para um ano de juros um pouco menores e de regras novas.
📉 O que o mercado espera
| Indicador | Fim de 2026 | Fim de 2027 | Fim de 2028 |
|---|---|---|---|
| Selic | 13,50% | 12,00% | 10,50% |
| IPCA | 5,01% | 4,30% | 3,80% |
| PIB | 1,85% | 1,40% | 1,81% |
| Dólar | R$ 5,20 | R$ 5,28 | R$ 5,30 |
Fonte: Boletim Focus, mediana das projeções de 2 de outubro de 2026, consultada na base de expectativas do Banco Central.
No comunicado de setembro, o Copom fala em cenário de “significativo aumento da incerteza” e cita os conflitos armados no Oriente Médio, o petróleo e a política monetária de economias avançadas (Copom, 281ª reunião). Nos Estados Unidos, o Federal Reserve foi na direção contrária e subiu os juros em 0,25 ponto em 16 de setembro, para a faixa de 3,75% a 4%, por unanimidade, com a justificativa de que a inflação “continua elevada” (Federal Reserve). Juro americano mais alto limita o espaço para o Brasil cortar a Selic sem pressionar o dólar.
No crédito, o Banco Central prepara a troca gradual da poupança como fonte principal do financiamento imobiliário, com redução do compulsório ao longo de dez anos e funcionamento pleno previsto para 2027, segundo o diretor de Regulação, Gilneu Vivan, no congresso da Abecip em agosto. Analistas ouvidos pela imprensa divergem sobre o efeito: o BC promete juros menores, e parte do setor teme custo mais alto e menos previsível, porque o dinheiro passa a vir do mercado de capitais (Diário do Comércio).
Na tributação, 2027 é o ano em que a CBS, o novo tributo federal da reforma, começa a valer. Não sou jurista; a regra geral, pela Lei Complementar 214/2025, é esta: a venda de imóvel por quem atua no ramo terá redução de 50% na alíquota, e a locação, de 70%. Vendas feitas até 31 de dezembro de 2026 seguem o regime atual. A pessoa física que aluga só vira contribuinte se tiver mais de três imóveis alugados e receita acima de um piso fixado na lei. As alíquotas de referência ainda não foram definidas, e o efeito sobre o preço final é tema de debate entre especialistas (APET; CNB-SP).
🧭 Minha leitura
Esta parte é análise minha, e não previsão de instituição. Com Selic caindo devagar e crédito da poupança ainda forte, não vejo motivo para esperar queda de preço do imóvel em 2027. O mais provável é a valorização seguir perto da inflação nas cidades onde o metro quadrado já é alto, como São Paulo e o litoral catarinense, e mais forte onde o preço partiu de baixo, como no Nordeste e no Espírito Santo. O risco de baixa está no externo: se o petróleo e o Fed travarem os cortes da Selic, o financiamento fica mais caro por mais tempo, e quem depende dele adia a compra.
Alexander Moraes
Antes de comprar ou alugar
🏠 Na compra financiada
- Peça a simulação com o CET em pelo menos três bancos. A taxa média do BC é referência, e a proposta individual depende de renda, relacionamento e valor de entrada.
- Compare SAC e Price. Na SAC a parcela começa maior e cai; na Price fica igual, mas o total de juros é maior. A Caixa financia até 80% na SAC e até 70% na Price.
- Confira se a renda familiar cabe na faixa 3 ou 4 do Minha Casa, Minha Vida, com juros abaixo do mercado e prazo de até 420 meses.
- Use o FGTS na entrada ou para amortizar, se somar pelo menos três anos de trabalho com carteira, não tiver outro imóvel residencial na cidade onde mora ou trabalha e não tiver financiamento ativo pelo Sistema Financeiro da Habitação.
- Peça a matrícula atualizada no cartório antes de assinar qualquer sinal.
🔑 No aluguel
- O reajuste do contrato em vigor segue o índice escrito nele, em geral IPCA ou IGP-M. O preço dos anúncios novos não muda o seu contrato.
- Na renovação, vale levar ao proprietário o preço médio do FipeZap da sua cidade. Ele mostra se o pedido está dentro ou fora do mercado.
- Peça o histórico do condomínio e do IPTU. No IPCA, o condomínio subiu 4,26% em 12 meses, mas a conta varia muito de prédio para prédio.
🔎 Conferi o que circulou
- “Imóvel caiu de preço com os juros altos”. Não pelo FipeZap. A alta de 12 meses é de 5,51%, acima da inflação, e só uma das 56 cidades teve queda.
- “Aluguel subiu quase 10% para todo mundo”. O dado vale para contratos novos. Quem já aluga teve reajuste médio de 4,71%, pelo IPCA.
- “A Caixa cobra 8% ao ano”. É a média de todos os contratos da Caixa na linha regulada, incluindo os subsidiados. No mercado, a média dela foi de 12,12%.
- “A reforma tributária vai aumentar todo aluguel”. Pela lei, a pessoa física com até três imóveis alugados fica fora da cobrança. Nos contratos de quem tem mais imóveis, especialistas divergem sobre quanto será repassado ao inquilino.
Como apurei
Li os informes do FipeZap de venda de setembro e de locação de agosto de 2026, publicados pela Fipe. O informe de locação de setembro ainda não tinha saído quando consultei. Montei os rankings com a tabela das 56 cidades do informe e comparei a inflação de referência do índice com o IPCA cheio de setembro. Os juros por banco saíram da base de taxas do Banco Central, mês de agosto, o mais recente com dados de financiamento imobiliário. A Selic, o câmbio e as projeções do Focus vêm das séries e da base de expectativas do BC, e a variação do aluguel e do condomínio, do IPCA no Sidra, do IBGE. Li o comunicado do Copom de setembro e o do Federal Reserve nas páginas oficiais.
Os dados de crédito do SBPE e a revisão da Abecip vêm de reportagens sobre o balanço da entidade; não abri o documento da Abecip. As regras do Minha Casa, Minha Vida e da Caixa vêm da imprensa e de guias, e as da reforma tributária, de análises de entidades do setor: não li o texto integral da LC 214/2025. O INCC-M é o do release da FGV publicado pelo SindusCon-SP. A simulação de financiamento e todas as razões e diferenças são contas minhas e não incluem TR, seguros e tarifas. Dados consultados em 9 de outubro de 2026.
Apuração independente de Alexander Moraes, estudante de jornalismo, sem formação jurídica. Não sou jurista: os trechos sobre crédito e tributos explicam regras gerais e não são parecer.
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Fontes
- Fipe e Grupo OLX: Índice FipeZap de venda residencial, setembro de 2026
- Fipe e Grupo OLX: Índice FipeZap de locação residencial, agosto de 2026
- Banco Central: taxas de juros por instituição financeira
- Banco Central: Boletim Focus e comunicados do Copom
- IBGE: IPCA por subitem, tabela 7060
- Federal Reserve: comunicado do FOMC de 16 de setembro de 2026
- FGV: INCC-M de agosto de 2026
- Let’s Money e Revista Construa: balanço da Abecip de agosto
- Diário do Comércio: novo modelo de captação do crédito imobiliário
- MySide: faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida e Correio Braziliense, 25/3/2026
- IstoÉ Dinheiro: Caixa volta a financiar 80%
- APET e CNB-SP: imóveis na reforma tributária
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