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Tabela Fipe 2026: os carros mais caros e os mais baratos do Brasil

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Tabela Fipe 2026: os carros mais caros e os mais baratos do Brasil

A tabela que define quanto o seguro paga e quanto o banco empresta sai de uma fundação ligada à USP, e em São Paulo ela também está por trás do IPVA dos usados. Consultei a base de outubro de 2026 versão por versão e montei os dois rankings dos zero-quilômetro: do Lamborghini de R$ 8,33 milhões ao Renault Kwid de R$ 69.412. Também explico como a média é feita e como usá-la a seu favor.

R$ 8,33 mi
o zero-quilômetro mais caro
Lamborghini Revuelto, Fipe de outubro de 2026
R$ 69.412
o mais barato de série
Renault Kwid Zen 1.0, mesma referência
120 vezes
a distância entre os dois
conta minha, com os dois valores acima
996
versões zero-quilômetro
de 61 marcas, entre carros e utilitários pequenos

⏱️ Em 1 minuto

  • A Fipe é uma fundação privada sem fins lucrativos, criada em 1973 para apoiar o Departamento de Economia da FEA-USP. A tabela de carros é só um dos seus indicadores.
  • A pesquisa de preço médio de veículos começou em 1998, a pedido de quem precisava de uma referência para carro usado, e virou o padrão das seguradoras.
  • O valor é uma média nacional de preços de mercado, sem desconto ou acréscimo por quilometragem, conservação, cor ou região.
  • Em outubro de 2026, o zero-quilômetro mais caro é o Lamborghini Revuelto, a R$ 8.330.000. Quatro dos dez primeiros são Ferrari.
  • O mais barato de produção em série é o Renault Kwid Zen, a R$ 69.412, seguido do Hyundai HB20 e do Fiat Mobi.
  • O carro mais caro da tabela inteira é um usado: o Lamborghini Aventador SVJ 2022, a R$ 9.640.925.
  • No seguro, a indenização por perda total costuma ser um percentual da Fipe da época do sinistro, e não da contratação. No IPVA de São Paulo, a Fipe faz a pesquisa que vira o valor venal dos usados.
🏛️

O que é a Fipe

Fipe é a sigla de Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. Pela descrição que a própria entidade publica, é uma organização de direito privado, sem fins lucrativos, criada em 1973, que tem entre seus objetivos apoiar instituições de ensino e pesquisa, em especial o Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (Fipe, Sobre a Fipe).

O carro é uma parte pequena do que ela faz. No menu de indicadores do site aparecem o IPC, índice de inflação da cidade de São Paulo, o Índice FipeZap de imóveis, o Salariômetro e o preço médio de máquinas agrícolas, entre outros. A fundação também dá cursos e faz pesquisa sob encomenda para governos e empresas. O conselho curador é presidido pelo economista Carlos Antonio Luque (Fipe, Quem Somos).

Ser fundação privada tem uma consequência prática que pouca gente associa à tabela: a Fipe não é órgão de governo, e o preço que ela publica não tem força de lei. Ele vira obrigação só quando um contrato, uma norma ou uma lei estadual decide adotá-lo. É o que acontece no seguro e no IPVA, como explico mais adiante.

📜

De onde veio a tabela

A fundação é de 1973, mas a pesquisa de preço de carro é bem mais nova. Três fontes situam a criação do levantamento em 1998: a CNN Brasil (CNN Brasil, 8/1/2024), o portal Vrum (Vrum, 14/3/2025) e a CNseg, a confederação das seguradoras, em texto de 2024 reproduzido pela Legismap (CNseg via Legismap, 14/10/2024).

A história contada pela CNseg é a de um problema de informação. O editor da revista Quatro Rodas procurou a Fipe atrás de uma referência confiável para o preço do carro usado, porque quem vendia sabia o que estava vendendo e quem comprava, não. O economista Fernando Haddad, então professor e consultor da fundação, coordenou o projeto, anos antes de virar ministro da Fazenda. O Vrum também atribui a coordenação a ele, e o NSC Total conta o episódio da Quatro Rodas.

O passo que transformou uma pesquisa acadêmica em referência nacional veio do seguro. A CNN Brasil e a CNseg registram que a Fenaseg, a federação das seguradoras, contratou a Fipe para produzir uma referência mensal de preços usada no pagamento de indenizações. A CNseg data esse acordo de 2000. A CNN diz que a publicação mensal, com carros, motos e caminhões, começou em janeiro de 2001. São datas que encontrei numa fonte cada; ficam atribuídas.

No mesmo período a Susep, que regula o seguro, mexeu nas regras de indenização. A Circular 88, de março de 1999, passou a permitir que a perda total fosse paga pelo valor de mercado. A Circular 116, de fevereiro de 2000, obrigou as seguradoras a oferecer essa opção ao lado do valor fixado em contrato. As duas foram revogadas pela Circular 145, de novembro de 2000, que definiu o “valor de mercado referenciado”: uma tabela de referência indicada na proposta, multiplicada por um fator de ajuste (Circular Susep 145/2000, via LegisWeb). O mercado adotou a Fipe como referência nesse arranjo, e a CNseg diz que ela segue em uso.

🧮

Como o preço é calculado

Não consegui abrir a nota metodológica no site de veículos da Fipe, que bloqueou o acesso a partir do ambiente onde trabalho. O que segue cruza as descrições publicadas pela imprensa e o aviso da Fipe reproduzido em portais de consulta. Onde elas divergem, eu digo.

Segundo a CNN Brasil, a equipe coleta preços do mesmo veículo ofertado no mercado, descarta os valores extremos e faz a análise estatística do que sobra. O Vrum descreve o mesmo processo: média dos preços de veículos à venda, com os muito altos e os muito baixos fora da conta.

Ficam de fora, segundo a CNN e outros guias que repetem a lista, as vendas especiais: carro para revenda, frotista, governo, blindado personalizado, conversão de motor, veículo de fabricação especial, importação independente e carro de teste. O resultado é a média do carro comum, vendido a pessoa comum.

O aviso que acompanha a consulta, reproduzido por portais como a Webmotors e o Mercado Livre, diz que a tabela expressa preços médios no mercado nacional e serve apenas como parâmetro para negociações ou avaliações. Os preços praticados variam com a região, a conservação, a cor, os acessórios e qualquer outro fator que mexa com oferta e procura (Webmotors).

📐 O que a média leva em conta e o que ignora

Entra no valor Fica fora do valor
Marca, modelo e versão Quilometragem
Ano-modelo (o campo da base se chama assim) Estado de conservação
Combustível Cor e opcionais instalados
Mês de referência Diferença entre estados e cidades

Fonte: CNN Brasil, Vrum e aviso da Fipe reproduzido pela Webmotors. O ano é o do modelo: na base que consultei, o campo de cada registro se chama “AnoModelo”. O zero-quilômetro aparece como um ano à parte.

Há um ponto que as fontes tratam de forma diferente. Alguns guias dizem que a Fipe mede o preço efetivamente pago; outros, que mede o preço anunciado. A descrição da CNN fala em veículo “ofertado”, o que aponta para preço de oferta. Sem a nota técnica, não afirmo mais que isso. Na prática, o efeito é o mesmo para quem vende: o valor da tabela é um ponto de partida, e o preço do seu carro pode ficar acima ou abaixo dele.

Cada versão tem um código Fipe, uma sequência de seis dígitos e um verificador. O Kwid Zen 1.0 zero-quilômetro, por exemplo, é o 025266-2. Esse número é o que aparece na apólice e no contrato de financiamento, e é o jeito mais seguro de conferir se o vendedor e você estão falando do mesmo carro.

🔍

Como consultar

A consulta oficial fica em veiculos.fipe.org.br, é gratuita e não pede cadastro. O passo a passo:

  1. Escolha o tipo: carros e utilitários pequenos, motos ou caminhões e micro-ônibus.
  2. Confira o mês de referência. Ele vem preenchido com o mês corrente, e dá para voltar a meses anteriores para ver quanto o carro desvalorizou.
  3. Selecione marca, modelo e ano-modelo. A versão importa muito: o mesmo carro tem dezenas de linhas, que mudam com motor, câmbio e acabamento.
  4. Se você já tem o código Fipe, use a pesquisa por código. Ela elimina a dúvida sobre a versão.

O site oficial não consulta pela placa. Portais de anúncios e de seguro fazem isso cruzando a placa com a versão, e alguns erram a versão. Quando o valor for usado para fechar negócio, confira no site da Fipe com o código.

Um cuidado de segurança: há muitos sites com “tabela Fipe” no nome que não são da fundação, e alguns pedem placa, CPF ou telefone. A consulta oficial não precisa de nenhum dado pessoal.

🏎️

Os 10 zero-quilômetro mais caros

Montei o ranking com a versão mais cara de cada modelo, para que uma marca com várias carrocerias do mesmo carro não ocupe a lista inteira. Todos os valores são da tabela de outubro de 2026, ano zero-quilômetro.

# Modelo Versão na tabela Valor Fipe
1 Lamborghini Revuelto Coupe LP 1015-4 (híbrido) R$ 8.330.000
2 Ferrari 12Cilindri Spider 6.5 V12 830cv R$ 8.249.099
3 Ferrari 849 Testarossa Coupe 4.0 V8 830cv (híbrido) R$ 8.100.000
4 Ferrari Purosangue 6.5 V12 725cv R$ 7.800.000
5 Ferrari 296 Speciale A 3.0 V6 Bi-Turbo (híbrido) R$ 7.700.000
6 Aston Martin Vanquish V12 5.2 835cv R$ 6.000.000
7 Lamborghini Temerario 4.0 V8 Bi-Turbo (híbrido) R$ 5.800.000
8 McLaren 765LT Spider 4.0 Bi-Turbo V8 R$ 5.211.197
9 McLaren 750S Spider 4.0 Bi-Turbo V8 R$ 5.100.000
10 Lamborghini Huracán Sterrato 5.2 V10 LP 610-4 R$ 4.500.000

Fonte: base da Tabela Fipe, referência outubro de 2026, consultada em 9/10/2026 por espelho público dos dados. Logo abaixo do décimo vêm a Ferrari Roma Spider e o Lamborghini Urus SE, ambos a R$ 4.300.000. Na tabela, o nome da Ferrari está grafado “12Cilinrdri”.

O Revuelto passa o 12Cilindri Spider por R$ 80.901. A Ferrari domina em número, com quatro modelos entre os dez, mas não tem o primeiro lugar. Dentro da própria Ferrari 296, a diferença entre versões impressiona: o 296 GTB custa R$ 4.225.800 e o 296 Speciale A, R$ 7.700.000, quase o dobro.

Duas ausências chamam a atenção. A Rolls-Royce não tem nenhum carro zero-quilômetro na referência de outubro; o ano-modelo mais recente da marca na base é 2023. A Bentley nem aparece na lista de marcas de carros. O ranking do site JK Carros que põe o Rolls-Royce Cullinan no topo, a até R$ 8.899.990, usa preço de lista, e a tabela de outubro não registra esse modelo zero.

A Porsche fica longe do pódio. A versão zero mais cara da marca é o 911 Turbo S Cabriolet, a R$ 2.762.500, menos de um terço do Revuelto. O Mercedes-AMG G 63 mais caro custa R$ 2.356.254.

💎 O mais caro da tabela inteira é um usado

Quando se tira o filtro do zero-quilômetro, o topo muda de dono. O Lamborghini Aventador LP 770-4 SVJ ano 2022 vale R$ 9.640.925 na mesma referência de outubro, R$ 1.310.925 a mais que o Revuelto novo. O SVJ não é mais fabricado, e o Revuelto é o sucessor dele na linha da Lamborghini; o usado vale mais que o novo. Em fevereiro, o site Placa Fipe publicou o mesmo carro a R$ 9.356.860. Não consegui puxar o histórico mês a mês para confirmar esse número.

🚗

Os 10 zero-quilômetro mais baratos

Aqui o critério é o inverso: a versão de entrada de cada modelo. Considerei carros de passeio de produção em série e deixei de fora os furgões, as picapes de trabalho e os buggies, que comento logo depois.

# Modelo Versão de entrada Valor Fipe
1 Renault Kwid Zen 1.0 Flex 12V 5p Mec. R$ 69.412
2 Hyundai HB20 Sense Plus 1.0 Flex 12V Mec. R$ 74.856
3 Fiat Mobi Like 1.0 Fire Flex 5p R$ 77.259
4 Citroën C3 Live 1.0 Flex 6V 5p Mec. R$ 78.225
5 Renault Logan Zen Flex 1.0 12V 4p Mec. R$ 81.727
6 Volkswagen Polo 1.0 MPI Flex 12V 5p R$ 90.891
7 Fiat Argo 1.0 6V Flex R$ 91.521
8 Chevrolet Onix Hatch LT 1.0 12V Flex 5p Mec. R$ 92.334
9 Citroën Basalt Feel 1.0 Flex 6V 5p Mec. R$ 96.437
10 Hyundai i20 Comfort 1.0 12V Mec. R$ 97.959

Fonte: base da Tabela Fipe, referência outubro de 2026, ano zero-quilômetro, consultada em 9/10/2026. Os cinco primeiros valores batem com os publicados pelo portal Tabela Carros para o mesmo mês. Logo depois vêm o Peugeot 208 Style (R$ 98.807) e o Hyundai HB20S (R$ 100.815).

Os cinco primeiros ficam abaixo de R$ 82 mil e formam um bloco à parte. Do sexto em diante, o preço salta para a casa dos R$ 90 mil. Entre o primeiro e o décimo da lista a distância é de R$ 28.547, ou 41,1%.

O Kwid aparece com seis versões a combustão, e a mais cara delas, a Outsider, custa R$ 84.550. A versão elétrica, Kwid E-Tech Techno, está em R$ 100.704. No Polo, a versão 1.0 MPI fica abaixo da Polo Track, que custa R$ 92.485.

🏖️ E os buggies?

Se o critério fosse só o preço, um buggy entraria em segundo lugar. O Baby Buggy 1.6 vale R$ 70.000 na mesma referência, e o Wake Way 1.6, também um buggy, R$ 78.786. O Bugre VII sai por R$ 87.000. São carros de fabricantes pequenos, de produção limitada e uso de lazer, e por isso ficaram fora do ranking principal. Em agosto, a Revista Fórum pôs o Baby Buggy no topo de uma lista de zero-quilômetro abaixo de R$ 80 mil, com o aviso de que é modelo de produção restrita.

O preço da Fipe para zero-quilômetro é uma média de mercado. A concessionária pode vender abaixo dele com desconto, ou acima, na versão com pacote de opcionais. Para comprar, a Fipe serve de régua para saber se a oferta está fora da curva.

🧾

Seguro, IPVA, venda e financiamento

Não sou jurista. O que segue explica as regras gerais; o que vale no seu caso está na apólice, no contrato e na lei do seu estado.

🛡️ No seguro

Na modalidade chamada valor de mercado referenciado, a proposta traz duas informações: a tabela de referência, quase sempre a Fipe, e um fator de ajuste, em percentual. Em caso de perda total ou roubo sem recuperação, a indenização é o valor da tabela multiplicado por esse fator, na data definida nas condições gerais. A Circular 145/2000 falava na data da liquidação do sinistro.

Com o Kwid Zen como exemplo, e contas minhas: fator de 100% paga R$ 69.412; de 90%, R$ 62.470,80; de 110%, R$ 76.353,20. Fator abaixo de 100% barateia o seguro e reduz o que você recebe. A outra opção é o valor determinado, um número fixo escolhido na contratação, que não acompanha a tabela.

Como o carro desvaloriza ao longo do ano, a indenização acompanha a tabela da época do sinistro ou do pagamento, conforme a apólice. O valor do mês em que você contratou o seguro não conta.

🏛️ No IPVA

Em São Paulo, o valor venal dos carros usados sai de uma pesquisa que a Secretaria da Fazenda encomenda à Fipe. A tabela do IPVA 2026 foi publicada em 12 de dezembro de 2025, com 13.571 modelos e versões e preços de varejo de setembro e outubro de 2025 (Band; LegisWeb). Por isso o valor do IPVA não é a Fipe do mês em que você paga: é a de um levantamento feito no ano anterior.

Para carro de passeio, a alíquota paulista é de 4%. Só como ilustração, e com conta minha: se o valor venal fosse o da Fipe de outubro, o Kwid Zen pagaria R$ 2.776,48 e o Revuelto, R$ 333.200.

No carro zero, a regra é outra. Na compra pelo consumidor, a base de cálculo é o valor total da nota fiscal, já com desconto incondicional, conforme a resposta à consulta 22.728/2020 da Sefaz-SP (Sefaz-SP). Outros estados têm leis próprias; vale conferir a da sua secretaria da Fazenda.

🤝 Na compra e na venda

  • Nenhuma lei obriga a vender ou comprar pelo valor da tabela. Ela é referência de negociação.
  • Quilometragem baixa, revisões em dia e carro bem conservado justificam pedir acima da média. Batida, pintura refeita e pneu gasto puxam para baixo.
  • Peça o código Fipe da versão exata e confira no site oficial, no mês corrente.
  • Em anúncio muito abaixo da tabela, desconfie: é o padrão de golpe com carro inexistente ou com débito escondido.

🏦 No financiamento

Bancos e financeiras usam a Fipe para decidir quanto emprestar, e não o preço combinado entre comprador e vendedor. Guias de crédito descrevem que a maioria financia um percentual do valor Fipe, que muda com o banco e com o perfil do cliente (NaPista). Se o preço do negócio passar da tabela, a diferença sai do bolso de quem compra, como entrada.

Exemplo com conta minha: se o banco financiar 80% da Fipe de um Kwid Zen, o limite é R$ 55.529,60. O carro fica alienado ao banco até a quitação, e o valor de tabela também serve para medir essa garantia.

🔎 Conferi o que circulou

  • “A Tabela Fipe existe desde 1973”. Errado. 1973 é o ano da fundação. A pesquisa de preço de veículos é de 1998, segundo CNN, Vrum e CNseg.
  • “Foi criada em 1988”. Aparece num artigo do portal Jus. As outras fontes dizem 1998; parece erro de digitação.
  • “A tabela usa o ano de fabricação”. Errado. O campo da base é o ano-modelo.
  • “O Rolls-Royce Cullinan é o carro mais caro da Fipe”. Não na tabela de outubro de 2026. A Rolls-Royce não tem zero-quilômetro na referência, e o carro mais caro da base é o Aventador SVJ usado.
  • “O carro zero mais barato do Brasil é um buggy”. Depende do critério. O Baby Buggy está a R$ 70.000, abaixo do HB20, mas acima do Kwid Zen, que é o mais barato de qualquer jeito.
  • “Em maio, o 12Cilindri Spider era o mais caro, a R$ 8,54 milhões”. Foi o que publicou o site Tabela Fipe Brasil. Em outubro, o mesmo carro está a R$ 8.249.099, abaixo do Revuelto. Não consegui conferir o valor de maio na base.
  • “A Fipe vale como preço oficial”. Ela só ganha força quando um contrato ou uma lei a adota, como no seguro e no IPVA.
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Como apurei

Li as páginas institucionais da Fipe, que abriram normalmente. O site de veículos (veiculos.fipe.org.br) devolveu bloqueio do provedor de segurança a todas as tentativas, e por isso não li a nota metodológica nem fiz a consulta pela tela oficial. Os valores vêm da base da Fipe servida por um espelho público, a API Parallelum, na referência de outubro de 2026, consultada em 9 de outubro de 2026. Para testar se o espelho reproduz a Fipe, comparei cinco valores com os que o portal Tabela Carros publicou para o mesmo mês: Kwid, HB20, Mobi, C3 e Logan bateram até o real.

A base lista 996 versões zero-quilômetro de carros e utilitários pequenos, de 61 marcas. Não puxei o preço de todas. Para o ranking dos caros, levantei todas as versões zero de Ferrari, Lamborghini, McLaren, Aston Martin e Maserati e as versões topo de Porsche, Mercedes-Benz, BMW, Land Rover e Audi; nenhuma dessas cinco passa de R$ 2,8 milhões. As outras marcas não têm superesportivo nem ultraluxo no catálogo zero da base, e não precifiquei cada versão delas. Para os baratos, levantei as versões de entrada dos modelos compactos de todas as marcas de grande volume, os buggies e os elétricos pequenos, 156 versões ao todo. Também consultei 24 versões de modelos da faixa seguinte, como Kait, City, Nivus e Creta, e todas passam de R$ 104 mil. Ainda assim, a lista completa não foi checada.

Não tive acesso ao histórico mês a mês, um recurso pago do espelho, e por isso não mostro a variação dos preços ao longo de 2026. Não abri os textos originais das circulares da Susep: as de 1999 e 2000 vêm do texto da CNseg e de resumos de bases jurídicas, e a 145/2000, da LegisWeb. A página do NSC Total sobre a origem da tabela não abriu; uso o resumo que aparece na busca. Todas as contas, diferenças e percentuais são meus e foram feitos por script.

Apuração independente de Alexander Moraes, estudante de jornalismo, sem formação jurídica. Não sou jurista: os trechos sobre seguro, imposto e crédito explicam regras gerais e não são parecer.

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Fontes

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