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Furto na Oscar Freire: como o grupo chegou às joias de R$ 5 milhões

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Segurança Pública · São Paulo

Furto na Oscar Freire: como o grupo chegou às joias de R$ 5 milhões

Um grupo entrou por uma obra vizinha, quebrou paredes até a joalheria M. Pondé, nos Jardins, e saiu com joias estimadas em R$ 5 milhões no feriado de 12 de outubro. No dia seguinte, a polícia prendeu dois homens e recuperou centenas de peças. Outros envolvidos ainda são procurados.

R$ 5 mi
Valor estimado
das joias levadas (Diário do Estado de SP, O Tempo)
4
Paredes quebradas
segundo o pedreiro preso (CNN Brasil)
2
Presos
em 13/10; outros envolvidos são procurados (CNN Brasil)
3
Suspeitos nas imagens
saindo na madrugada de 12/10 (Diário do Estado de SP)

⏱️ Em 1 minuto

O crime: entraram por uma obra vizinha, quebraram paredes, cobriram as câmeras e desligaram o alarme da joalheria.

Quando: da noite de domingo (11) à madrugada de segunda (12), feriado.

A prisão: o Deic achou dois homens numa tabacaria da Vila Buarque, rastreando a picape usada no crime.

As joias: centenas de peças foram recuperadas; a joalheria precisa reconhecê-las na delegacia.

Furto ou roubo?: furto qualificado: ninguém foi rendido.

🧱

Como o grupo entrou

A joalheria é a M. Pondé, na Rua Oscar Freire, nos Jardins (O Tempo). O grupo não arrombou a porta. Entrou por um imóvel vizinho que estava em reforma e foi quebrando paredes até chegar à loja. Segundo o Diário do Estado de SP, foram abertos buracos nas paredes de três estabelecimentos (Diário do Estado de SP). Um dos presos, pedreiro, confessou ter quebrado quatro paredes (CNN Brasil; O Tempo).

A ferramenta foi uma serra mármore tirada da própria obra. Lá dentro, cobriram as câmeras internas com papel-alumínio e desligaram o alarme (CNN Brasil). Pelo caminho, beberam uma garrafa de espumante de um dos comércios vizinhos (Diário do Estado de SP).

A ação começou na noite de domingo, 11 de outubro. Câmeras de segurança registraram três suspeitos saindo na madrugada de segunda, 12, feriado de Nossa Senhora Aparecida, em direção à Consolação (Diário do Estado de SP). Imagens obtidas pela CNN mostram o grupo carregando bolsas e sacos de lixo. A PM foi chamada, mas chegou depois (CNN Brasil).

🚔

Como a polícia chegou aos presos

Na terça-feira, 13, policiais da 2ª Delegacia de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (2ª Disccpat), do Deic, rastrearam uma picape Fiat Strada usada no crime e acharam dois homens numa tabacaria da Rua Santa Isabel, na Vila Buarque, no Centro (Diário do Estado de SP). A operação teve apoio do setor de inteligência da Guarda Civil Metropolitana (O Tempo).

Um dos presos é o pedreiro, que confessou participação. O outro confessou que sabia do furto, recebeu as joias e as escondeu em casa. Centenas de peças foram recuperadas numa mochila, junto com a serra, que será devolvida ao dono (CNN Brasil; Diário do Estado de SP). A joalheria ainda precisa reconhecer as peças na delegacia.

Os dois vão responder por furto qualificado e associação criminosa. A Polícia Civil diz que “seguem as investigações para esclarecer a participação de outros possíveis envolvidos no crime” (CNN Brasil). O prejuízo estimado é de cerca de R$ 5 milhões (Diário do Estado de SP; O Tempo). Não divulgo o nome dos presos.

⚖️

Furto, não roubo

A diferença não é detalhe. Roubo é quando há violência ou grave ameaça contra uma pessoa. Furto é levar o bem sem isso. Na Oscar Freire, ninguém foi rendido: a loja estava fechada no feriado. Por isso a polícia fala em furto, e qualificado, porque houve rompimento de obstáculo (as paredes) e mais de uma pessoa.

A acusação de associação criminosa tem um requisito que vale acompanhar: a lei exige pelo menos três pessoas associadas. Dois estão presos, e as câmeras mostram três saindo da loja. O desfecho dessa parte depende de a polícia identificar os demais.

📎 Para quem quer conferir: as regras citadas

  • Código Penal, art. 155: furto, pena de reclusão de 1 a 4 anos e multa.
  • Art. 155, § 4º: furto qualificado, de 2 a 8 anos e multa, entre outros casos quando há destruição ou rompimento de obstáculo (inciso I) ou concurso de duas ou mais pessoas (inciso IV).
  • Art. 157: roubo, quando há grave ameaça ou violência à pessoa, de 4 a 10 anos e multa.
  • Art. 288: associação criminosa, quando três ou mais pessoas se associam para cometer crimes, de 1 a 3 anos.

🔎 Conferi o que circulou

  • “Roubo na Oscar Freire.” O termo apareceu em títulos, como no do Metrópoles (Metrópoles), e em redes sociais. Pelo que a polícia descreveu, sem vítima rendida, o caso é furto, e é assim que os presos foram autuados (CNN Brasil).
  • “O grupo ficou mais de 17 horas dentro da loja.” O número é atribuído à polícia pelo Diário do Estado de SP, mas o mesmo texto diz que a ação começou na noite de domingo e que os suspeitos saíram na madrugada de segunda (Diário do Estado de SP). Da noite à madrugada não cabem 17 horas. Pode ser que a contagem inclua o tempo na obra vizinha; a reportagem não explica.
  • “Joias achadas numa mochila.” / “Joias achadas num imóvel no Centro.” CNN e Diário do Estado de SP falam em mochila; O Tempo, em imóvel na região central (O Tempo). As duas coisas podem ser verdade ao mesmo tempo, já que um dos presos disse ter escondido as joias em casa.
  • “Quadrilha presa.” Dois homens foram presos. A própria Polícia Civil diz que procura outros envolvidos.
🧾

Como apurei

Li as reportagens da CNN Brasil, do Diário do Estado de SP e de O Tempo, que trazem as informações da Secretaria da Segurança Pública e da Polícia Civil. Não localizei nota oficial da SSP com o valor do prejuízo nem com o tempo que o grupo passou na loja; esses números vêm da imprensa. As penas foram conferidas no Código Penal. Não publico nomes de suspeitos. Situação até a manhã de 14 de outubro de 2026.

Apuração independente de Alexander Moraes, estudante de jornalismo, sem formação jurídica. Não sou jurista: os trechos sobre leis explicam regras gerais e não são parecer jurídico.

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